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Review de Just Cause 2 para PS3 de Eurogamer

por Giordano Trabach, fonte Eurogamer, data  editar remover


Se já tiveram oportunidade de ver os últimos vídeos de Just Cause 2, sabem que este jogo é a mais pura das diversões e baseia-se na destruição total de tudo que nos aparece à frente. As mais impressionantes acrobacias podem ser executas da forma mais simples possível, como saltar de um avião e voltar a entrar nele em plena queda livre, sair de um carro em andamento e abrir instantaneamente o pára-quedas ou até mesmo viajar em cima de um avião a jacto sem cair. Isto tudo faz-nos sentir como um verdadeiro super homem, é como se fossemos donos do mundo, e isso, é uma sensação incrível.

O local onde se desenrola o jogo é a paradisíaca ilha de Panau, localizada no sudeste do Oceano Asiático, um sítio extremamente belo, onde as águas cristalinas e as palmeiras predominam. A dimensão da ilha é enorme, capaz de envergonhar vários jogos de mundo aberto. Podem mesmo sentir-se perdidos com a imensidade apresentada. Existem muitos segredos para descobrir, locais remotos de difícil acesso, e a exploração recompensa os mais dedicados. A diversidade dos cenários consegue impressionar, vão encontrar cidades com arranha-céus, montanhas repletas de neve, desertos, florestas tropicais e claro, muitas praias.

A personagem que controlamos é Rico Rodriguez, mais conhecido pelos habitantes da ilha como Scorpion, um agente secreto da CIA com um aspecto e atitude totalmente ???badass??? e que não tem medo de nada. A sua personalidade assenta que nem uma luva no jogo, alguém que está sempre pronto para a próxima missão, que está disposto a tudo para terminar a missão com sucesso, e que se sente confortável nas mais perigosas situações. Rico tem à sua disposição dois dispositivos extremamente úteis e vitais para alcançar os seus objectivos, um gancho na mão esquerda que se agarra a qualquer superfície e um pára-quedas que nunca se esgota, que falaremos mais adiante na análise.

A história em si não tem grande relevância, tudo que têm de fazer para seguir em frente é causar o caos. O próprio jogo encoraja e diz-nos a para causar o caos. Sentimos que a história é apenas uma fachada e uma desculpa para espalhar o caos por todos os pontos possíveis da ilha, mas ainda assim, consegue cumprir a sua tarefa, que é dar algum contexto ao jogo.

Resumindo a introdução da história, somos chamados pelo nosso chefe, Tom Sheldon, e a nossa missão é deitar abaixo o regime ditador que controla Panau. Este regime é controlado por Pandak "Baby" Panay, um politico corrupto que conseguiu subir ao poder ao matar o antigo presidente, o seu pai. Pandak "Baby" Panay anda a tramar alguma, e várias atenções rodeiam a ilha de Panau. Somos então enviados para descobrir o que se passa naquela localização.

O progresso em Just Cause 2 é baseado numa barra denominada de ???Chaos Meter???. Para desbloquearmos novas missões, armas e veículos temos de encher esta barra. Existem várias formas preencher o ???Chaos Meter???, podem destruir bases aleatórias do exercito de Panau espalhadas pelo mapa, cumprir missões para as facções de Panau (Reapers, Roaches, Ular Boys) ou destruir propriedade do governo. Quando a barra é preenchida até um certo ponto, uma ???Agency mission??? é desbloqueada. São estas missões que desenvolvem a história do jogo, ao todo são sete.

Grande parte das missões apresentam alguma repetitividade, com a excepção das ???Agency Missions???. O objectivo é sempre semelhante e pouco variado, ou têm que conquistar algum base inimiga, matar ou resgatar alguém ou destruir coisas. A linearidade praticamente não existe. Contudo, para alguns, pode-se tornar um jogo bastante monótono depois de algumas horas de jogo.

Como foi referido antes, o gancho e o pára-quedas são dois dispositivos essenciais em Just Cause 2, principalmente no que toca a executar acrobacias irrealistas. Podem utilizar o gancho de inúmeras maneiras, seja para chegar a um local alto de forma rápida, tomar controlo de um helicóptero em pleno ar, saltar de carro em carro, puxar inimigos de uma torre abaixo, entre muitas outras. Podem usa-lo de formas criativas. O pára-quedas é de igual importância, visto que vão viajar imenso pelo meio aéreo e fazer queda-livre. Em qualquer momento em qualquer veículo é possível abrir o pára-quedas, podem abrir-lo até enquanto estão a ser puxados pelo pelo gancho.

Para além destes dois engenhos, está a nossa disposição um arsenal de armas e veículos poderosos, e é com estes que vamos espalhar o caos. Na categoria das armas temos pistolas, revolveres, caçadeiras, espingardas, metralhadoras, granadas, explosivos com controlo remoto, bazucas. Nos veículos, o que vai chamar logo a vossa atenção, são os carros, helicópteros e aviões do exercito, que têm metralhadores e lança-mísseis incorporados, são sem dúvida alguma, os melhores ???brinquedos??? de Just Cause 2.

Estas armas e veículos estão espalhados pela ilha de Panau, mas se não quiserem perder tempo a procurar, podem sempre comprar no ???Black Market???. ?? aqui que vamos poder fazer o upgrade às armas e veículos, com as ???Weapon Parts??? e ???Vehicle Parts???, itens que estão espalhados pela ilha de Panau. Mas a função que considero mais importante do ???Black Market???, é a função de transporte. Podem escolher pontos conhecidos da ilha para serem transportados, caso contrário perdem imenso tempo a ir do ponto A até ao ponto B, porque como já foi dito, a ilha é enorme.

Tendo em mente a dimensão do jogo, o detalhe conseguido em certos aspectos é impressionante. As explosões são lindas de se ver e a água está muito bem conseguida, cada vez que olhamos para ela até apetece dar um mergulho. No entanto algumas texturas por vezes demoram a carregar, algo comum neste tipo de jogos. As animações faciais deviam estar melhores, em alguns diálogos in-game, as personagens nem chegam a abrir a boca para falar. Alguns veículos podiam ter um melhor design e detalhe. Apesar das falhas gráficas referidas, Just Cause 2 continua ser um jogo belo com algumas paisagens de cortar a respiração.

As vozes e as falas das personagens são no mínimo cómicas. Pessoalmente, acho que nunca vi vozes tão más num jogo. Nenhuma personagem escapa, nem mesmo Rico. Os diálogos são bastante curtos e não apresentam nenhuma emoção ou interesse, é tudo despromovido de vida. Uma coisa que senti falta foi a rádio, não existe nenhuma música enquanto conduzimos um veículo, penso que seria uma boa adição ao jogo. Sendo este o jogo da destruição total, o som das explosões e armas está fenomenal.

Os factores predominantes em Just Cause 2 são o irrealismo e a destruição, e são esses mesmos factores que oferecem uma diversão nunca antes vista. Apesar de alguma repetitividade e falta de uma história melhor, a acção intensa e liberdade que o jogo oferece vai agradar a muitos. Se sempre sonharam em espalhar o caos e a destruição, este é o jogo ideal para vocês.


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