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Review de Prison Break: The Conspiracy para X360 de E-Zine/MyGames

por Giordano Trabach, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Se a esperança nas adaptações de filmes e séries televisivas ao mundo dos videojogos já é pouca, títulos como Prison Break: The Conspiracy vêm matar o que resta dela.

Nunca, durante todo o tempo em que trabalhei no MyGames, experimentei um jogo tão mau como o recente trabalho da companhia eslovaca Zootfly. Tudo em Prison Break: The Conspiracy me fez querer tirar o disco da consola e metê-lo a um canto.

Mas comecemos do início. Prison Break: The Conspiracy remonta aos tempos áureos da primeira temporada da série televisiva com o mesmo nome, a qual, na minha opinião, foi a melhor temporada de todas.

No entanto, o jogo vai seguir uma história paralela aos acontecimentos da série; o jogador irá encarnar Tom Paxton, um agente da The Company enviado para a Fox River State Penitentiary com o objectivo de descobrir o plano de Michael Scofield.

Logo no início, o jogador será apresentado a quase todas as personagens que ajudaram ao sucesso de Prison Break: Michael Scofield (Wentworth Miller), Lincoln Burrows (Dominic Purcell), Fernando Sucre (Amaury Nolasco), Theodore 'T-Bag' Bagwell (Robert Knepper), Sara Tandredi (Sarah Wayne Callies), Brad Bellick (Wade Williams), John Abruzzi (Peter Stormare) ou Benjamin 'C-Note' Franklin (Rockmond Dunbar).

Embora as personagens estejam fiéis à sua imagem original, a apresentação deixam muito a desejar: as expressões faciais são inexistentes, as sombras estão fracas e a iluminação não é nada de especial. Embora os cenários até estejam bem detalhados, alguns pormenores nas cut-scenes são simplesmente ignorados (como foi o caso das unhas da mão de Paxton, logo na introdução do jogo).

A câmara, essa, é deprimente. Iremos controlar Paxton na perspectiva de terceira pessoa, mas a uma distância estúpida (a meio das costas) que não dá para mudar. Como se não bastasse a perspectiva em si, também os ângulos de câmara são, muitas vezes, notórios pela negativa, sendo especialmente irritantes nos combates.

E assim saltamos para a jogabilidade, que é capaz de ser uma das piores que experimentei nos últimos tempos. O sistema de combate é talvez a pior coisa do jogo. Quando iniciamos uma luta contra algum inmate, o 'X' serve para murros fracos e o 'Square' para murros fortes... e chega. Pontapés não existem, combinações de botões não existem, grabs não existem; o sistema de block/counterattack funciona mal e os finishing moves repetem-se constantemente.

As outras sequências de acção, como as pequenas secções de sneaking, são igualmente más. Aqui, o jogador terá de entrar em áreas onde não deveria estar, tendo de se esconder atrás das paredes, balançar-se em muros e canos, trepar vigas de ferro, etc.

Os movimentos são totalmente irreais e é de admirar que o jogo tenha um sistema de cover que nem é assim tão mau. Ainda existem os quick-time events, mas já perceberam mais ou menos por que caminho vai. Basta dizer que nunca sabemos muito bem quando é que é para pressionar ou para clicar repetidamente nos botões.

Mas não nos foquemos só nos aspectos negativos. Há que tirar o chapéu à vocalização das personagens que são interpretadas pelos actores reais. A música também não está muito má, embora não se destaque muito, e anda na mesma "onda" do tema original da série.

Para lutar vai ser necessário treinarmos, seja nos sacos de boxe ou nos pesos, para elevarmos o nosso nível; existem cinco no total (Wannabe, Brawler, Thug, Badass, Untouchable). Para além da história do jogo, que conta com uma dúzia de capítulos, Prison Break: The Conspiracy tem ainda um modo Versus, no qual poderemos jogar com um amigo nosso no mesmo ecrã, usando o sistema de combate do jogo.

Prison Break: The Conspiracy é uma vergonha enquanto jogo e enquanto adaptação. Deixa ficar mal a série, deixa ficar mal os actores e toda a equipa envolvida em Prison Break. ?? uma desgraça para a ZootFly, para a Deep Silver e, especialmente, para os fãs. Um jogo a evitar por toda a gente que não tenha pelo menos 98% de fanatismo pela série, e mesmo esses devem repensar se querem inserir este título no seu universo de Prison Break.

Prós:
  1. Extensão da série televisiva;
  2. Vozes originais das personagens.


Contras:
  1. Jogabilidade horrível;
  2. Sistema de combate ainda pior;
  3. Fraco trabalho de detalhe das personagens;
  4. Posição e ângulos de câmara não ajudam o jogador.



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