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Review de Battlefield: Bad Company 2 para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Mais que estabelecida no PC e com experimentos até entre os jogos casuais gratuitos pela internet, a série Battlefield tenta novamente se provar nos consoles. Bad Company 2 melhora sobre o original em todos os aspectos, desde os gráficos ao modo de um jogador, que, mesmo tendo sido melhor que o habitual para a série na primeira tentativa, ainda era pouco substancioso. Mas, como sempre, a razão da existência do jogo é o modo multiplayer, que oferece o melhor do estilo de combate em equipe.

Bad Company for you
Preston Marlowe e sua turma estão de volta no time B-Company, carinhosamente apelidado por eles de Bad Company. A tropa bem humorada tem a difícil missão de empolgar quem joga e guiar a história até o objetivo das fases.
Como em seu antecessor, o jogo não se passa em uma guerra real, mas em países fictícios. Agora os heróis da companhia dos maus estão em busca de uma bomba de destruição em massa que deve ser localizada antes que os russos consigam colocar suas mãos nela. A trama, como pode ser visto, é bastante previsível, mas muita coisa mudou na forma como a narrativa é conduzida. Enquanto o primeiro Bad Company tinha uma história que não empolgava, sua sequência parece ter aprendido com (ou copiado) Call of Duty. Ela está mais bem construída e cria grandes expectativas para as próximas fases. São mudanças bem vindas quando comparadas ao primeiro título, mas ainda longe de serem o carro chefe do jogo.

Destruição bela e em bom tom
Quem teve a oportunidade de jogar o primeiro Bad Company vai lembrar que o garoto propaganda do jogo era o cenário totalmente destrutível. A continuação não se esqueceu disto e foi além, trazendo novas oportunidades de estratégia como explodir uma parede inteira para deixar o inimigo visível e até derrubar o telhado em cima do exército oponente. Se anteriormente criar estratégias usando o ambiente ao seu favor era o mote principal, agora isto é possível com muito mais intensidade.

Os gráficos estão lisos e com efeitos novos que deixam o clima de guerra ainda mais convincente. Durante as fases que se passam na floresta o jogador irá sentir o efeito de névoa densa que fica na copa das árvores, assim como o surpreendente reflexo do sol no gelo transparente das paredes congeladas. São mudanças que atualizaram a engine que fez tanto sucesso para continuar na disputa.

Se os gráficos ganharam um upgrade, o som acompanhou com uma atualização magnífica. Certamente, nenhum jogo do estilo conseguiu atingir a supremacia sonora que Bad Company 2 alcançou. Cada arma tem um som diferente de tiro, assim como veículos e explosões. Uma granada jogada na terra gera um som de estouro bem diferente de uma que é detonada no chão de pedra. A variedade de efeitos sonoros é maravilhosa e digna de destaque em qualquer resenha.

Os controles também receberam melhorias. Algumas delas foram percebidas ainda na fase beta do demo divulgado e comentado aqui em Outer Space. Para correr não é mais necessário segurar o analógico, já que agora funciona exatamente como em todos os jogos atuais: basta uma pressionada para que o personagem corra incessantemente. Outra mudança que complicará no início, mas que logo se torna natural, é o fim das injeções de vida que foram substituídos por kits de cura e pela regeneração rápida como ocorre em Modern Warfare 2, por exemplo.

?? óbvio que Battlefield: Bad Company 2 tem seus defeitos, porém em meio às suas grandes inovações gráficas, eles se tornam apenas detalhes a serem corrigidos. Como exemplo, ao dirigir um veículo, o chamado efeito fantasma ocorre: como se o personagem não tivesse mãos, a direção se move sozinha causando um estranho efeito. Ou então os loadings que a versão do Xbox 360 têm e que, às vezes, causam constrangimentos no meio da batalha. Também não é raro deparar-se com carregamentos disfarçados quando se está dirigindo o veículo e, sem motivo nenhum, o carro congelar por alguns rápidos segundos denunciando o loading disfarçado.

Melhor multiplayer possível
Não dá para falar de Battlefield sem falar do multiplayer. Quem acompanhou a série desde o início sabe que os combates entre jogadores sempre foram o foco principal e o diferencial da franquia. Bad Company 2 veio para ensinar o caminho para outras desenvolvedoras para que elas aprendam, de uma vez por todas, como se faz um bom multiplayer.

A palavra chave é: time. Nenhum jogo consegue lidar tão bem com os jogadores quando o assunto é funcionalidade de um time. Em BC2 a pessoa não precisa ser um ás das armas, matando 30 pessoas em cada rodada ou fazendo cinco headshots seguidos. A Dice, com maestria, conduziu um multiplayer feito para todos se divertirem. Quando se encontra um veículo inimigo ou até mesmo um oponente qualquer basta pressionar um botão para alertar a todos os jogadores do time e ganhar alguns pontos de experiência. Reviver amigos, marcar um tanque inimigo para ser destruído pelos anti-tanques e conquistar territórios dão experiência também. Definitivamente o jogo foi feito para agradar todos os estilos de jogador e dar a mesma chance de crescimento para qualquer pessoa. Ninguém será prejudicado.

Além do tradicional modo conquista, difundido desde o primeiro Battlefield, também existe o Rush. Um time deve invadir o território rival e destruir caixas de suprimentos espalhados pelo terreno. Como o próprio nome sugere, a ação é rápida e frenética durando pouco tempo entre um ataque e outro, mas de forma incessante. Divertidíssimo.

Mesmo em um limite de 24 jogadores nos consoles (32 no PC), a desenvolvedora conseguiu trazer um pouco do MAG (multiplayer para 256 jogadores simultâneos) para dentro do limitado número de jogadores. Dividindo os jogadores em pequenos squads, grupos de quatro soldados, o conquest e rush squad vira uma verdadeira batalha entre pequenos grupos batalhando o mesmo objetivo e sofrendo das mesmas limitações. Certamente a forma mais divertida de jogo.

Quem comprar o jogo novo ganhará dez mapas para desfrutar online. Se comprar o jogo usado apenas 8 estarão disponíveis e as outras duas serão liberadas pela compra de DLC, uma idiotice que já vem ocorrendo com Dragon Age: Origins e Mass Effect 2 na batalha contra a venda de jogos usados. O Squad Rush, modalidade divertidíssima que já foi comentada, está bloqueada para pessoas que não compraram o jogo na Gamestop. Depois do primeiro mês de lançamento todos terão disponível no menu, mas não é motivo de desespero. Se alguém tem a modalidade desbloqueada pode convidar outros jogadores que não a tenham para participar do Squad Rush. ?? uma limitação boba, momentânea e a prova que a Dice foca seu jogo em apenas um mercado ignorando as importações. Em todas as tentativas para a resenha apenas duas vezes foi possível entrar na modalidade bloqueada e após muita conversa com os gringos.

Veredicto:
Battlefield Bad Company 2 ainda tem a essência da série. A Dice conseguiu melhorar toda a parte gráfica e ainda adicionou efeitos sonoros bem diferenciados e que aprimoram significantemente a sensação de se estar no meio de uma batalha. A história agora é mais focada e melhor conduzida, mas o tema escolhido é simples e muito previsível. Se tudo isto já não fosse o suficiente para comprar BC2, ainda tem a garantia do melhor multiplayer desenvolvido. Em um jogo onde o trabalho em equipe é o que garantirá a vitória, cada jogador é fundamental para uma boa partida online mesmo que não consiga acertar um tiro no inimigo. Ainda mais se ele comprou o jogo na Gamestop.

Prós:
  1. Destruição do cenário ainda melhor;
  2. Som excelente;
  3. Melhor multiplayer que um FPS pode ter.


Contras:
  1. História melhorou, mas ainda precisa aperfeiçoar;
  2. Conteúdo bloqueado para quem não comprou na Gamestop.



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