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Review de Last Rebellion para PS3 de GameTV

por Giordano Trabach, fonte GameTV, data  editar remover


Sabe almoço requentado na janta? Assim é Last Rebellion, o novo RPG da Nippon Ichi Software, responsável por verdadeiros "banquetes" como Disgaea e Atelier Iris, mas que deveia estar com tanta pressa, que requentou o rango e nem esperou os dois minutos pressionados no painel do microondas, tamanha a fome de novos jogadores que ela tinha.

Falta quase tudo no jogo. Uma boa história, personagens carismáticos, detalhes gráficos animações em computação gráfica - e não estou menosprezando os (belíssimos) artworks de artistas convidados, como Juno Jeong (Lineage II), Hyung-tae Kim (MagnaCarta), Eiji Kaneda (Sousei no Aquarion), entre outros - mas é que o jogo parece uma versão mal feita de algum RPG para PSP, daqueles sem o menor resquício de pedigree.

A trama é vomitada logo nos primeiros minutos, na forma de texto corrido e diálogos mal dublados. Tudo gira ao redor de dois deuses, Meiktilia, que comanda a morte e destruição de tudo que existe, e Formival, que governa a vida e a criação de todas as coisas. O mundo está em desarmonia porque Formival tem o poder de ressuscitar as criaturas que já morreram, dando um resquício de sua alma (na forma de uma jóia) e uma semi vida, em nada parecida com a vida anterior dessa criatura.

Aí, já viu, né? ?? um caos de criaturas "zumbis" andando pelo mundo de Junovald e causando destruição e muitas mortes por onde passam. Já o poder de Meikitilia, gera duas formas de vida bastante especiais: os Blades e os Sealers. Blades são responsáveis por destruir a forma física desses monstros, enquanto os Sealers aprisionam essa nova "alma" dada por Formival.

Nine Asfel é filho do rei Arzelide e também um exímio espadachim, comandado pelas forças de Meikitilia na forma de um Blade. Traído por seu irmão, ele acaba assassinado nos primeiros minutos de jogo e, se não fosse por Aisha Romandine, uma Sealer, sua alma seria tragada pelo insaciável poder de Formival.

Agora, ambos dividem um mesmo corpo, e este é um dos elementos mais interessantes de Last Rebellion. Todo o sistema de jogo é influenciado por essa decisão de Aisha, a que ela salva a alma de seu colega Blade. De acordo com a história, Sealers e Blades supostamente precisam trabalhar em conjunto para que os Belzed (como são chamados os monstros zumbis), sejam impedidos de uma vez por todas.

O segundo e último elemento interessante do jogo: seu sistema de batalha. Dividido em turnos, Nine e Aisha dividem uma mesma barra de energia, magia e CP, pontos táticos essenciais para os personagens executarem seus golpes. Cada golpe gasta um ponto da barra de CP, que pode ser distribuído entre os membros do inimigo - cabeça, braços, chifres, boca, abdome, etc. Você só pode usar ataques de magia depois de marcá-los com ataques físicos, chamados de Stamp Attacks. E existe toda uma ordem exata para desferir esses ataques, que quando perfeitamente alinhados, geram combos, garantindo uma experiência (e danos) maoires no final da batalha.

Uma luta só termina quando o inimigo está completamente derrotado e selado, graças ao poder exclusivo de Aisha. Se você não aprisionar a alma do inimigo (o que lhe rende alguns pontos de vida extra), ele retorna à vida e, às vezes, até mais forte. O sistema, até que bem complexo para um RPG desse calibre, deixa um pouco a desejar no sentido de nunca variar e as vezes, irritar tanto o jogador que o botão PS Home torna-se a melhor opção.

Explico: Você prepara toda uma jogada para atacar seu inimigo, mas um determinado Belzed o ataca primeiro, causando algum tipo de status negativo que anula sua jogada, como um Sleep. Toda aquela escolha de qual parte você quer acertar primeiro (dependendo do inimigo, ultrapassam o número de 10 partes de corpo) é cancelado. E não há nenhuma opção automática para escolher a ordem dos golpes, mesmo quando você já sabe exatamente qual é. Irrita, estressa e desestimula qualquer tentativa de seguir adiante com o jogo.

Last Rebellion não deveria ter sido lançado agora. Ele é um RPG cheio de falhas, gráficos que denigrem a imagem do console (ainda mais por se tratar de um jogo exclusivo) e que merecia um trato melhor. Nippon Ichi falhou miseravelmente dessa vez.


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