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Review de Battlefield: Bad Company 2 para PC de E-Zine/MyGames

por Giordano Trabach, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Devo confessar que Battlefield: Bad Company 2 não era, de todo, um dos títulos que mais esperava neste primeiro trimestre de 2010. Ainda assim, admito que não me foi muito difícil passar o fim-de-semana a "experimentar" a versão PC do jogo.

Há que dizer, contudo, que este capítulo de Battlefield não está assim tão bom, mas está viciante, situações que nem sempre são sinónimas. ?? verdade que Battlefield: Bad Company 2 volta a trazer a capacidade de destruir edifícios e de conduzir variados veículos, mas isso não lhe desculpa alguns pontos negativos que não se admitem nos dias de hoje.

A história do single-player não está, nem tão pouco mais ao menos, ao nível da de um Modern Warfare ou Modern Warfare 2, e as personagens vão pelo mesmo caminho. ?? certo que um jogo é apenas um jogo e é bom que se mantenha assim, mas, nos dias que correm, dou mais importância à narrativa e à forma como as personagens interagem umas com as outras e com o jogador. Esse pormenor ainda me é mais essencial no caso dos FPS's e de outros jogos passados na primeira pessoa, alturas onde o jogador é (ou, pelo menos, se sente como) um dos principais intervenientes da acção. Uma dissertação para outra altura, decerto.

Em Battlefield: Bad Company 2, contam-se pelos dedos das mãos os momentos em que nos sentimos parte de uma equipa ou em que os acontecimentos da narrativa nos afectam emocionalmente, à boa maneira da cena da bomba atómica, de Modern Warfare, ou da cena do aeroporto, de Modern Warfare 2.

No entanto, há que tirar o chapéu a alguns detalhes gráficos e aos efeitos de luz do jogo, assim como aos seus efeitos sonoros. Em alguns momentos, a textura dos fatos parece tecido verdadeiro e o efeito da luz do sol nos vários elementos do cenário está muito bem conseguido. Para além disso, os sons das armas estão, também, bastante agradáveis.

Mesmo com tudo isso, e embora conte com algumas missões "engraçadas", o single-player está fraco. A história em si não é cativante e, sem contar com a destruição de edifícios que já faz parte da franchise, o jogo não traz nada de realmente avassalador ao mundo dos FPS's.

Se passarmos para a vertente multiplayer, a história já é outra, e é aqui que reside o verdadeiro potencial de Battlefield: Bad Company 2. Uma das vantagens deste novo jogo da EA é a sua capacidade de conseguir proporcionar diferentes formas de jogo, para diferentes jogadores. Nos títulos da série Modern Warfare, embora a componente multiplayer da saga esteja exemplar, nunca consegui adoptar a estratégia que usava em America's Army, Joint Operations, ou mesmo Battlefield 2, em que uma sniper e um mapa gigantesco bastavam para me contentar.

Aqui, essa sensação volta, não ignorando, ao mesmo tempo, os jogadores que preferem close combat battle. Outra das vantagens do multiplayer de Battlefield: Bad Company 2 é a destruição de edifícios e a condução de veículos, que proporcionam momentos bastante engraçados. Poucas coisas serão mais divertidas do que armadilhar a casa onde se encontra o objectivo dos inimigos e detonar as cargas de C-4 enquanto estes tentam completar a missão.

O grande problema do multiplayer não é o jogo em si, mas sim o serviço miserável que apresenta. Aqui, a frustração é infinita: a ligação cai constantemente, o lag de alguns servidores é simplesmente horrível, o tempo que a lista de servidores demora a carregar ou actualizar é ridiculamente grande, e muitas são as vezes em que não conseguimos voltar a ligar-nos à conta da EA quando sofremos um disconnect, o que nos força a reiniciar o jogo. E não, o problema não era da ligação à internet.

Segundo um ticker que passa em rodapé, no menu principal, a DICE e a Electronic Arts estão ao corrente da situação e já estão a tratar do caso, mas lançar um jogo com este tipo de problemas continua a passar uma imagem desleixada, o que é uma pena.

Concluindo, Battlefield: Bad Company 2 não traz nada de realmente inovador ao mundo dos videojogos ou dos FPS's, mas conta com um modo online bastante viciante. Admitindo que a companhia lima algumas arestas no multiplayer e resolve os problemas que o circundam, este pode tornar-se bastante divertido e gratificante. Já no que toca ao single-player, alguém precisa de dizer à DICE que os tempos mudam, e há que mudar com eles.

Prós:
  1. Multiplayer viciante
  2. Realismo e cuidado com os detalhes gráficos e sonoros
  3. Mapas grandes
  4. Destruição de praticamente tudo


Contras:
  1. Falta de Inteligência Artificial
  2. Glitches e animações menos conseguidas
  3. Se Battlefield: Bad Company 2 dependesse do Single Player morria na praia



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