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Review de BioShock 2 para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Lançado em 2007 para Xbox 360 (e posteriormente para PC e PS3), Bioshock já é um jogo memorável. O título cativou muitos com sua história brilhante, que acontece em um cenário art-déco envolvente, inspirado em utopias fracassadas e obras como 1984, de George Orwell, e Vinte Mil Léguas Submarinas de Júlio Verne.

A melhor forma de entender a ambientação de Bioshock 2 é jogando o primeiro jogo. Mas para aqueles que, por alguma infelicidade, não tiveram a chance de jogá-lo, vale uma pequena aula da história do Rapture, a cidade submersa em que tudo acontece.

O Escafandro e a Broca
Rapture foi fundada em 1946 por Andrew Ryan, um grande magnata desiludido com a opressão política e religiosa no mundo. A cidade foi erguida no fundo do atlântico e Ryan levou para lá a elite da humanidade: cientistas, artistas e outros. Em pouco tempo, as mentes brilhantes de lá descobriram uma nova espécie de lesma marinha que produzia uma substância chamada Adam, capaz de reescrever o genona humano. Com o Adam, foram desenvolvidos os Plasmids, modificações genéticas que vão desde inofensivas alterações cosméticas até poderes sobrenaturais como lançar chamas ou teletransportar.

O grande problema foi que a população ficou viciada em Adam. E esses habitantes se transformaram nos chamados Splicers, que de tanto usarem Plasmids se tornaram mutantes/zumbis enlouquecidos que vagam pelos corredores em busca de mais e mais. Com a demanda crescente, uma cientista descobriu ser possível implantar lesmas no estômago de pequenas garotas para elas produzirem Adam artificialmente.

Quando o caos piorou e o Rapture foi tomado pelos Splicers, essas garotas foram treinadas para extrair Adam dos corpos dos mortos, para engolir o mesmo e metaboliza-lo em seu estômago. Mas como essas se tornaram alvo dos Splicers, foram desenvolvidos os Big Daddys.

Em Bioshock 2, o personagem principal é um Big Daddy, ou seja, o garoto propaganda da série, que é um daqueles personagens de escafandro, roupas de mergulho pesadas e uma broca (geralmente), que escoltam as Little Sisters pelos corredores alagados e escuros da cidade no fundo do mar.

Para quem chegou de para-quedas em Bioshock 2, não tem nada de surpreendente em jogar com um Big Daddy. Afinal, ele está na capa, nos posters e na maior parte dos vídeos de Bioshock. Mas para os veteranos do primeiro jogo, a possibilidade de finalmente jogar para valer com um deles é bem interessante. E o "Subject Delta", que é o Big Daddy que será comandado pelo jogador, além de tudo é um grandalhão com sentimentos: toda a sua aventura envolve resgatar uma Little Sister que foi tomada dele há anos, por ninguém menos que a própria mãe da garota, a doutora Lamb, uma médica psiquiatra do Rapture que perdeu a própria sanidade mental.

Não seria um grande desafio para um homem com uma broca liquidar uma psiquiatra tresloucada, mas o grande problema é que ela conseguiu formar um culto quase religioso de seguidores Splicers no Rapture. E para conseguir seu objetivo, Delta terá que passar por cima de todos eles.

Cry Little Sister
A jogabilidade de Bioshock 2 não é muito diferente de um shooter padrão: visão em primeira pessoa, montes de armas com munições variadas e um monte de inimigos para aniquilar em corredores apertados. Os plasmids usados pelo personagem são algo a mais, apesar de que basicamente funcionam como se fossem mais para o arsenal, com poderes como incinerar ou eletrocutar adversários.

O que talvez seja a principal característica única de jogabilidade em Bioshock 2 é a mecânica das Little Sisters. Para conseguir Adam para seus upgrades e Plasmids, o jogador deve tomar uma Little Sister para si. O processo de adoção é simples: basta matar o Big Daddy que escolta a garotinha que ela aceita Delta como padrasto. E diferente do primeiro jogo, aqui existe uma novidade curiosa: é possível escoltar a Little Sister enquanto ela coleta Adam de corpos pelo Rapture. Geralmente quando ela começa a coleta, hordas de inimigos aparecem, mas basta segurar a onda enquanto a garota faz o serviço sujo para conseguir uma boa quantidade de Adam.

Mas se o seu negócio não é levar garotinhas assustadoras para enfiar agulhas em defuntos, uma boa notícia: o jogador não é obrigado a realizar esse tipo de tarefa, que realmente pode ser cansativa. ?? possível resgatar um Little Sister tão logo Delta dê cabo do Big Daddy que escolta a mesma. Basta levá-la para um tubo de ventilação, onde é preciso tomar uma decisão: salvar a garotinha e ganhar uma quantidade moderada de Adam; ou matá-la e pegar uma quantidade maior.

Jogadores de coração mole provavelmente optarão por salvar a garotinha, mas a verdade é que mesmo para quem não se sensibiliza com a morte injusta de personagens de videogames, a melhor opção é salvar a Little Sister. A quantidade de Adam é usualmente mais do que o suficiente para comprar tudo necessário e em alguns momentos as garotinhas resgatadas deixam presentes amigáveis em ursinhos de pelúcia, como Adam e Plasmids úteis.

Uma novidade digna de nota em Bioshock 2 é a presença as Big Sisters: similares aos Big Daddys na indumentária, elas são bem mais ágeis e consideravelmente mais fortes que seus pares. Sempre que o jogador resgata as Little Sisters, as irmãs maiores aparecem logo depois para tentar eliminá-lo. O novo tipo de adversário é bem vindo no jogo, já que uma das falhas do primeiro título era a pequena variação mecânica de inimigos.

Daddy x Daddy
Por fim, vale a pena citar a existência do Multiplayer em Bioshock 2. Assim como no primeiro jogo, a campanha de um jogador é boa o suficiente para que não precise existir nenhum tipo de multiplayer. Mas parece que dessa vez a 2K Games decidiu incluir algo mais no pacote, correndo o risco de piorar a qualidade geral do seu produto.

Felizmente, o multiplayer não é uma decepção. Em variações que vão do deathmatch clássico ao quase tão clássico deathmatch entre equipes, o modo satisfatoriamente transporta os elementos de jogabilidade com Plasmids e armas criativas para embates online. Está longe algo cativante como Team Fortress 2 ou DoTA, mas um bônus razoável que pode render mais algumas horas de diversão para quem achou difícil largar Bioshock 2.

Conclusão
Talvez a maior dificuldade para que Bishock 2 seja considerado melhor que o primeiro jogo seja o simples fato de que ele é uma sequência e, por isso, já não surpreende tanto pela criatividade, ambientação, história envolvente e imersão. Ainda assim, a jogabilidade ligeiramente melhor e o novo enredo já valem a pena tanto para veteranos na série quanto novatos, sem contar com o bônus do multiplayer. Com tudo isso, um segundo mergulho na cidade submersa de Rapture é muito bem vindo.

Prós:
  1. Ambientação continua perfeita;
  2. Enredo envolvente do começo ao fim;
  3. Tecnicamente impecável;


Contras:
  1. Evolução pequena em todos os quesitos em relação ao anterior;
  2. Escoltar Little Sisters em coletas de Adam é quase insuportável.



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