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Review de Dark Void para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


???Onde a Capcom estava com a cabeça quando inventou de publicar isto????. Provavelmente essa será a pergunta que muitas pessoas farão ao jogar Dark Void. O jogo que prometia inovação misturando vôo livre com ação em plataforma acabou não surpreendendo. Trazendo uma temática fraca e gráficos medíocres, o que se tem é um jogo dispensável, bem aquém da ambição da Capcom de estabelecer mais uma franquia original nesta geração.

Voar, voar, subir, subir
Will Grey, piloto de avião, junto com sua amiga Ava, faz um vôo em 1938 sobre o Triângulo das Bermudas quando, obviamente, seu avião cai no que seria uma ilha perdida. Na verdade o casal entra em um universo paralelo chamado Void onde os humanos estão milhares de anos atrasados e são controlados pelos Watchers, minhocas bizarras que usam armaduras robóticas copiadas descaradamente dos Droids de Star Wars.

No início, tudo o que se tem são apenas armas e pernas para correr em meio a uma floresta dominada por inimigos. Não tem muita coisa para apreciar no caminho uma vez que os gráficos estão longe de chamar a atenção. O chão é preenchido com um único bitmap em baixa resolução, deixando um aspecto horrendo. No decorrer da história sonsa e sem grandes atrativos, Will conhece Nikola Tesla, inventor real que, no jogo, mostra seus grandes inventos, dentre eles um jetpack. Agora começa toda a ação e potencializa-se o desespero dos jogadores.

Pilotar o jetpack é desafiar o corpo humano. Os controles são horríveis. O analógico esquerdo controla a direção para onde se está voando enquanto o direito gira o personagem em seu próprio erro. Usando os dois juntos Will faz manobras evasivas para mudar rapidamente a direção do vôo, ou seja, o direcional que seria usado para controlar a câmera agora controla o boneco, deixando tudo ainda mais complicado. Para resolver este problema, a Airtight designou um botão para travar a visão no adversário mais próximo. O maior problema é que o jogador precisa ir atrás do inimigo que está seguindo e isto é uma das tarefas mais frustrantes que o jogo oferece. Os vilões são rápidos e evasivos e acaba-se perdendo muito tempo correndo de um lado para o outro na tentativa de emboscá-los. Isto quando um deles não sofre de amnésia e acaba esquecendo-se da batalha e voando para o além, dando voltas por trás de montanhas, circulando o cenário causando náuseas em quem tenta acompanhá-lo na visão.

Uncharted voador
As batalhas se resumem ao sistema de cover que todo mundo está careca de conhecer. Toda a ação se baseia em procurar uma parede, abaixar-se atrás dela e disparar tiros contra os Watchers que sempre¬¬ farão exatamente a mesma coisa que o jogador fizer, com a diferença de não terem nem um décimo da inteligência que deveriam ter. Ah, claro, o grande diferencial apresentado pela Airtight era o sistema de cover vertical. Ele consiste em subir plataformas verticais grudando o protagonista como se fosse um parente próximo do Homem-Aranha para evitar tomar dano dos inimigos que descem do topo da construção. A proposta pode parecer inovadora, contudo a jogabilidade é exatamente igual ao velho e funcional sistema de covers horizontais com a diferença que na vertical a física é totalmente ignorada.

Quando se está perto dos oponentes é possível executar as finalizações, ou seja, aperte apenas um botão e mate grande parte dos robôs que morrem com um pente inteiro de balas. Simples e prática, tal ação é exercida durante grande parte da aventura, contudo até nisto a Airtight pisou na bola. Existem, chutando alto, apenas cinco animações diferentes para cada vez que se aperta o botão de finalização. Se não bastasse, estas cinco são divididas entre: pegar o oponente perto, derrubá-lo quando se está no sistema de covers verticais ou pegá-lo no ar, enquanto se está voando. O que dá, no máximo, duas animações diferentes por situação, tornando cada batalha exaustivamente repetitiva. Como pode ser visto, nada que os produtores prometiam como inovação se confirmou como tal.

Não existe uma variedade grande de oponentes. Assim como as batalhas, os rivais também serão os mesmos do início ao fim do jogo. Raras são as vezes que algum ser diferente aparecerá na tela e, geralmente, são chefes de capítulos ou seres especiais na trama. A escassa abundância de inimigos, combates repetitivos e controles mal elaborados fazem Dark Void ter uma jogabilidade cansativa e ruim.

Nas fases em que não se está voando, o jogador terá uma leve sensação de que está jogando Uncharted. Seja pelo sistema de proteção, a floresta repleta de construções antigas ou pela personalidade de Will Grey que é idêntica à de Nathan Drake. A explicação é bem simples: o dublador Nolan North, que faz a voz do Will é o mesmo que fez a voz do Drake (e Assassin???s Creed, Fable II, Shadow Complex etc). Que Nolan North não sabe dizer não a uma proposta com jogos todo mundo já sabe, no entanto, não era preciso deixar seu humor e piadas tão semelhantes. Para contornar a situação da similaridade entre os jogos, a desenvolvedora resolveu consertar tudo acabando com a sincronia labial. Parece estranho, mas é difícil encontrar outra explicação para as bocas nervosas que não param de se mexer.

Conclusão
Dark Void é uma coleção de ideias mal executadas. A história é ruim, os controles são péssimos e voar nem é tão divertido assim. A velocidade que o jogo ganha ao estar no ar é muito boa, mas a falta de possibilidade de girar a câmera causa náuseas até nos estômagos mais resistentes. O sistema de proteção vertical ??? tão promovido pela Capcom ??? não faz diferença alguma em relação ao sistema de cover tradicional. Ao terminar Dark Void fica a sensação de que tudo foi feito superficialmente e nada conseguiu subir acima do nível da mediocridade.

Prós:
  1. Nathan Drake é divertido. Ops...


Contras:
  1. Controles horríveis;
  2. Sistema de cover vertical é idêntico ao horizontal;
  3. História mal explicada e sem profundidade;
  4. Batalhas e inimigos repetitivos.



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Outer Space
3/ 10
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