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Review de Mass Effect 2 para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Mass Effect é uma das raras sequencias em que o o avanço é claro em quase tudo em relação ao original. Mesclando ação em terceira pessoa e RPGs, o novo trabalho da Bioware é o ???interlúdio??? de uma trilogia que certamente será bem lembrada no futuro. Não apenas pela história excelente, mas também pela combinação tão acurada de gêneros que deixa a experiência de se jogar bem proveitosa.

Space Opera clássico
A história de Mass Effect 2 começa no mesmo ponto em que ela é deixada no final do primeiro jogo. O comandante Shepard, capitão da Normandy e agora um Spectre bem reconhecido, está coordenando uma missão rotineira em sua nave em busca de Geths restantes que estariam provocando algumas arruaças na galáxia. Mas a situação aparentemente pacata não dura muito: logo na primeira cena de corte a Normandy é atacada é destruída com facilidade por uma nave não identificada e, apesar de boa parte da tripulação escapar, Shepard não consegue fugir depois de garantir a segurança dos outros e fica largado no vácuo junto dos destroços da nave. Inevitável a comparação com os primeiros momentos do último filme de Star Trek.

E é só depois desse prelúdio que Mass Effect 2 começa pra valer. O corpo inerte de Shepard é resgatado pro uma organização conhecida como Cerberus, que consegue reanimar o comandante depois de dois anos sob assistência médica. Quando recobra a consciência, Shepard já salta para a ação e é recrutado pela Cerberus para investigar ataques a colônias de terrestres no espaço que já deixaram milhares de vítimas.

O ganho digno de uma série de ficção científica clássica parece raso e previsível no começo, mas é só dar alguns minutos para a história se desenvolver na frente dos olhos do jogador e cativá-lo rapidamente. O motivo principal não são reviravoltas de roteiro ou grandes momentos épicos, mas sim a força da ambientação e do universo de jogo, além do mais importante: os personagens únicos e interessantíssimos que passam pelo caminho de Shepard durante as missões do jogo.

As próprias missões são mais um ponto em que Mass Effect 2 se destaca. Boa parte das aventuras de Shepard são pequenas histórias com começo, meio e fim que se encaixam com perfeição no roteiro central. Mesmo as sidequests, que geralmente são menos aprofundadas em RPGs, aqui ganham mais atratividade pelo bom enredo e por serem mais que uma desculpa para dar um tempo na campanha principal.

Mais TPS, menos RPG
Em poucos minutos de jogo, o olhar crítico de muitos veteranos de Mass Effect deve se voltar para a quantidade grande de opções de microgerenciamento que foram removidas. Para quem gostava bastante de gerenciar detalhadamente seus itens e ter muitas opções na hora de ???upar???, a sensação de liberdade engaiolada é bem grande, principalmente pelo fato de que muito do que era possível no primeiro jogo não existe mais.

Agora, para quem não tinha muita paciência em transformar itens inúteis em Omni-gel e se preocupar com o inventário enquanto uma conspiração de ETs quer exterminar a humanidade, a simplificação nesses quesitos é um grande avanço mecânico de Mass Effect 2. Com menus mais limpos e organizados, opções limitadas e decisões mais fáceis de serem tomadas, as horas gastas tentando otimizar seu personagem ao seu potencial máximo ficam melhores aproveitadas lendo mais sobre o universo do jogo em textos espalhados pela a aventura e também para o segundo pilar da jogabilidade de Mass Effect 2: o combate.

O primeiro Mass Effect foi bem interessante ao mesclar o gênero de TPS com RPGs, algo que não é exatamente uma novidade no mercado, mas da forma que foi feito, com sistemas de cobertura e outros detalhes, enriqueceu bastante os combates no jogo. Em Mass Effect 2, o experimento do primeiro jogo foi renovado e aprimorado, mas mantendo sua base. A impressão é de que a Bioware estudou todas as críticas de jogadores em relação a problemas como a interface não intuitiva, inteligência artificial questionável e o sistema de cobertura simplório, se dando ao trabalho de resolver tudo da melhor maneira possível e ainda prevenindo futuras reclamações com opções dos menus melhores, combates mais dinâmicos e ação fluída. Mais um passo nesse sentido e Mass Effect 3 pode inaugurar um novo tipo de gênero com a fusão de RPG e Shooters bem mesclada.

Acabamento de primeira
Os gráficos e o estilo visual são um dos pontos quase inquestionáveis da sequência. Apesar de um ou outro ???glitch???, a qualidade técnica é primorosa e em boa parte das passagens cinematográficas os visuais são sofisticados e bem acabados, demonstrando não só a qualidade visual mas também o esforço da direção de arte para que tudo esteja bem convincente neste sentido.

Outro ponto bem positivo na questão técnica são as interfaces de coisas como criação de personagens ou mesmo as opções no meio do jogo. Esse era um dos pontos negativos do primeiro Mass Effect no Xbox 360 que foi melhorado significativamente na versão PC e agora, em Mass Effect 2, está funcionando tão bem que só chama a atenção quando comparado com as versões anteriores.

Por fim, é impossível não destacar a qualidade sonora geral de Mass Effect 2. As dublagens são caprichadas mesmo em personagens menos importantes apesar do timbre da voz do comandante Shepard incomodar algumas vezes. A trilha sonora é um show a parte, contribuindo bastante para a atmosfera de ficção científica clássica do jogo.

Conclusão
Mass Effect 2 consegue solucionar boa parte dos problemas que tinha o primeiro jogo e ao mesmo tempo potencializar as muitas qualidades do mesmo. A história dessa vez lembra mais enredos clássicos de ficção científica como Jornada nas Estrelas (Star Trek) ou Babylon 5 e, talvez por isso, mesmo sendo um interlúdio na série, consegue ter começo, meio e fim bem desenvolvidos. Na parte da jogabilidade, Mass Effect 2 consegue de forma primorosa aliar o estilo de RPG à ação dos Third-Person Shooters, melhorando basicamente todas as mecânicas e organizando melhor os menus de opções. A única falha que pode incomodar alguns é a liberdade do jogador consideravelmente menor do que na maior parte dos RPGs da Bioware ??? possivelmente para deixar o desenvolvimento do roteiro mais fluido.

Prós:
  1. Enredo envolvente no estilo de ficção científica clássica;
  2. Mecânicas de jogo bem elaboradas e jogabilidade de fácil aprendizado;
  3. Personagens interessantes que interagem em diálogos convincentes;
  4. Belo acabamento: dublagem, gráficos, trilha sonora são excelentes.


Contras:
  1. A favor de uma jogo mais fluido, um pouco da liberdade foi capada;
  2. Não é tão bom para quem não jogou o primeiro Mass Effect.



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