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Review de Borderlands para PC de Gamus

por Giordano Trabach, fonte Gamus, data  editar remover


Borderlands chegou na minha casa antes do que eu esperava, em um dia lotado de compromissos e programas já marcados. De qualquer jeito, como todo bom Hardcore Gamer, não pude deixar de testar o jogo antes de qualquer coisa: coloquei o DVD no leitor, me ajeitei no sofá com dois travesseiros e pensei curioso durante o primeiro loading: ???como será este jogo????

Depois de seis horas e dois compromissos cancelados, eu soube responder:
O FPS da Gearbox Software, a grosso modo, é uma mistura de Quake (ou Left 4 Dead), Fallout 3 e Modern Warfare. Do Quake, Borderlands trouxe a ideologia do mate ou morra, do Fallout 3 a experiência e evolução de personagem, e por fim, do Modern Warfare, o sistema de controles.

Borderlands praticamente não tem um enredo, no começo do jogo você escolhe entre 4 personagens e classes e viaja até o planeta de Pandora em busca de riqueza (cada personagem tem sua história específica, mas nem merece ser comentada). Pandora é um mundo localizado onde Judas perdeu as botas, e está infestado de criaturas sedentas de sangue, como por exemplo a espécie de cão raivoso Skag e alguns anões armados de escopetas.

Os quatro personagens do jogo se chamam Brick, Lilith, Mordecai e Roland, cada um com suas habilidades e funções específicas. Brick é um brutamontes que tem como poder especial o Berserk: você recebe menos dano e seus socos (sim, melee) causam MUITO mais dano. Lilith é uma Siren, uma espécie de ser alienígena com incríveis poderes extra-naturais: seu poder especial lhe deixa invisível enquanto recupera seu life e lhe faz andar a uma velocidade muito maior.

Do outro lado estão Mordecai, o caçador com o poder especial de matar inúmeros inimigos ao mesmo tempo, e Roland, o soldado com o poder de invocar um turret que atira nos inimigos, cura o life e dá munição ao seu time, algo muito importante em Borderlands. Todas as quatro classes são bastante diferentes e balanceadas, com bônus de dano nas armas respectivas as suas classes.

Como supracitado, não ache que Borderlands te jogará em uma mirabolante história com incríveis e interessantes personagens ao redor de um mundo desolado (como em Fallout 3). O que o jogo trouxe do gênero RPG é o sistema de evolução de personagem e as quests.

Cada um dos quatro personagens possui uma forma totalmente diferente de jogar e para isto você precisará fazer a combinação certa de skills, tática de combate e armamento. As skills são variadas para cada classe, mas se dividem da mesma maneira que em World of Warcraft; no caso da Siren, ou Lilith (personagem que passei maior parte do tempo) você possui três árvores de skills: Controller, Elemental, Assassin. Passe de níveis e ganhará pontos para distribuir entre as variadas skills que realmente influenciam em combate.

As táticas de combate também são importantes e devem estar alinhadas com o armamento que você está utilizando. As mais de 500.000 armas disponíveis no jogo (sim, este é um número real) mudam completamente a sua forma de lutar, e não ache que este número absurdo é uma sequência sem fim de armas parecidas; elas possuem habilidades e características diferentes que te deixarão excitado a cada arma dropada.

As quests do jogo não são tendenciosas: vá até ponto X, mate esse super chefão ou colete essa informação secreta, traga para o NPC da cidade e ganhe experiência, armas e dólares. A experiência te trará skills para matar mais, as armas te ajudarão a matar melhor, e bem, os dólares servem para comprar munição e novas armas para adivinhe só??? matar mais e melhor.

Ao falar sobre Borderlands, a Gearbox Software sempre enfatizou que o jogo foi desenvolvido com foco no co-op online, e ao chamar o Fernando (redator aqui do HCG) para jogar na live, depois de subir 15 níveis sozinho no Single Player, entendi do que a Gearbox falava. O jogo é fantástico e extremamente divertido no co-op e oferece também o split-screen offline para 2 jogadores.

Na euforia das novas skills e armas encontradas pelo caminho, até comentei com o Fernando que o jogo poderia ser comparado a Halo 3 (ou Killzone do PS3) na Xbox Live. Contudo, volto atrás e digo que embora o jogo seja excelente, ele ainda está a um passo atrás dos campeões da jogatina online.

Compartilhar quests e chamar os amigos para fazê-las em grupo é realmente divertido, principalmente pelo level design que a Gearbox fez em Borderlands; as fases são ótimas, muito bem construídas e encaixam perfeitamente com o que o jogo se propõe a fazer: tiroteios e mais tiroteios. São pontes, construções, barricadas, fossos, elevações e declives que testarão sua habilidade e velocidade com a mira em jogos FPS.

Embora a jogatina online seja focada no modo co-op, o jogo também possui arenas para modo 1??1 ou 2??2 ??? e acredite, será o melhor 1??1 ou 2??2 que você já terá jogado nos consoles. Borderlands é um extenso jogo que promete muitas e muitas horas de diversão com os amigos na internet, principalmente pelo fato de a cada minuto do jogo você encontrar um novo motivo para continuar jogando: seja uma nova quest ou uma nova arma que te fará querer matar hordas e hordas de inimigos.

Borderlands foi construído com a engine Unreal 3, uma das melhores e mais versáteis do mercado, responsável por títulos como Gears of War 2, Bioshock 2 e Mass Effect 2. Em Borderlands, o trabalho da equipe foi trazer a idéia dos quadrinhos para dentro de um FPS com texturas de alta resolução. O resultado foi excelente e traz um carisma único ao jogo.

O level design e o character design de Borderlands não ficam tão para trás dos outros jogos da Unreal Engine 3, e mostram um excelente desenvolvimento e acabamento por parte da Gearbox. Contudo mas embora nada alarmante, nos quesitos gráficos Borderlands peca na animação, que é um tanto quanto robótica e que tira um pouco da fluidez do jogo.

As centenas de milhares de armas do jogo receberam um tratamento VIP; uma é mais bonita do que a outra, corroborando com os cenários muito bem construídos que lembram bastante o futuro FPS da id Software: Rage. Embora o planeta Pandora não seja tão vivo, a Gearbox consegue tirar a atenção do jogador a estes detalhes, trazendo constante combate a monstros em todos os cantos dos mapas e focando com maestria naquilo que propõe: matança.

O áudio do jogo é uma faca de dois gumes. Por um lado as músicas de ambiente são ótimas, te levando para dentro do mundo de Pandora com uma temática a la Drink no Inferno (lembram aquele filme?); por outro lado, a Gearbox não tratou com tanto esmero os sounds effects como barulhos de explosão ou de tiros, e sendo tiros aquilo que você mais escuta em Borderlands, uma hora seu ouvido pode cansar.

Rapidinhas da parte técnica:
Menus: complexos mas funcionais, você poderá demorar um pouco para pegar o jeito, mas logo perceberá que não tinha como ser melhor.

Controles: Os controles de Borderlands são fáceis, ágeis e excelentes, nada inovador e bastante parecido com os controles de Call of Duty 4: Modern Warfare.

Embora Borderlands seja um ótimo FPS, ele possui algumas falhas que atrapalham.
Simplicidade: no começo a simplicidade de matar, matar e matar pode ser muito divertida. Mas após 10 horas de jogo você estará lembrando de Gears of War, Halo e Modern Warfare. ?? inevitável você clamar por uma história mais refinada ou alguma cena de CG a mais (são poucas em Borderlands).

Minimap: Os cenários são grandes e complexos, e embora o jogo ofereça uma espécie de bússola no hud principal, ela é um pouco ineficaz, fazendo com que você precise abrir constantemente o mapa em busca da localização da quest.

Maratona: Em Borderlands você até pode pilotar um carro armado de metralhadora e lança mísseis, mas boa parte do jogo você terá que andar a pé. Completou uma missão lá na puta que o pariu? ???Não estou nem aí??? ??? diria a Gearbox, ???volte andando???.

Munição e armas infinitas: ?? muito, muito bom ter tantas armas disponíveis, mas uma hora isto vai lhe cansar. O motivo é que você estará de 3 em 3 minutos abrindo o inventário para comparar suas armas antigas com as novas recém adquiridas. Além disso, você gastará muita, mas muita munição, e é um pouco chato ficar a todo instante procurando munição no chão e nas caixas espalhadas pelos cenários.

Conclusão
Borderlands é um intenso combate do começo ao fim. Suas milhares de diferentes armas e o excelente combate te trará diversão garantida e multiplicada por 2 se você jogar na internet com os amigos. O jogo não busca ser um primor técnico como Killzone 2, e nem realista como Modern Warfare 2, contudo, é o mais surpreendente FPS de 2009.

Os elementos de RPG foram encaixados com perfeição, e influenciam ativamente o combate dentro do jogo; as classes são interessantes e balanceadas, e o ritmo de jogo é um dos melhores entre os games lançados este ano. Embora eu tenha concedido tantos elogios ao jogo, é facilmente notável que a excelente idéia de Borderlands poderia ter sido melhor aproveitada em duas principais esferas: a parte técnica e o multiplayer.

Se o multiplayer já é ótimo com as poucas opções que tem, imagine se ele fosse completo e extenso como Halo ou COD 4? E a outra pergunta: não poderia ter a Gearbox trabalhado melhor nos gráficos para torná-lo uma referência também neste quesito?

Mais
  1. Armas, armas e armas!
  2. Excelente ritmo de jogo
  3. Sistema de skills e quests


Menos
  1. Faltou esmero na parte técnica
  2. Limitado e simples



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