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Review de Bayonetta para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


O diretor Hideki Kamiya, o mesmo por trás de Devil May Cry, criou sua própria produtora e decidiu que o carro-chefe seria um jogo no mesmo estilo de ação das aventuras de Dante. Bayonetta aproveita muita coisa da franquia da Capcom e ainda adiciona à receita uma heroína carismática e muitas risadas.

Madame Butterfly
Em Bayonetta não existem mocinhos ou bandidos. Os Lumen Sages são seres celestiais, enquanto as Umbran Witches respondem as ordens do todo poderoso rei do inferno. Ambos viveram em total respeito e sem conflitos por 500 anos, buscando uma harmonia entre poderes sem interferir na vida dos mortais. O problema começa quando, sem saber ao certo o porquê, uma revolta ocorre entre os dois líderes do grupo. O todo poderoso celestial envia seu exército de arcanjos, anjos e todo o tipo de divindades a Terra para combater as Umbrans. No entanto, existe um pequeno problema: com o passar do tempo as Witches não existem mais, restando apenas o corpo de uma delas. Não tem jeito, quando o chifrudo chama é melhor atender e é nesta hora que Bayonetta sai do seu túmulo para acabar com a festa dos Lumes.

A história é mais louca do que parece, mas não deve ser levada a sério. Na verdade, nada deve ser levado a sério no jogo. As piadas são constantes e arrancam boas risadas do início ao fim. A protagonista, que abusa da sensualidade, chupando pirulito e vestindo um modelito feito com os próprios cabelos, é responsável por diversas piadas de cunho sexual, algo bastante previsível, mas não menos engraçado.

Devil May Cry com calcinha
Não há como negar: Bayonetta é um clone de Devil May Cry. A jogabilidade é muito semelhante com seus combos e sequências aéreas. A bruxa é uma arma viva. Socos e chutes dividem espaço com pistolas espalhadas pelas mãos e pés, criando ??? à medida que se evolui na campanha ??? combos violentos e devastadores. Com pouco tempo de jogo já fica claro que em Bayonetta não é um jogo de esmagar botões ??? muito pelo contrário, ficar apenas apertando tudo de forma desenfreada dificilmente terá o mesmo resultado que uma estratégia consistente durante os combates.

O sistema de defesa foi além do convencional. Cada vez que o jogador conseguir uma esquiva perfeita, no tempo certo, o Witch Time é acionado, deixando por poucos segundos o jogo todo em câmera lenta, dando a possibilidade para executar diversos golpes sem se preocupar com o contra-ataque inimigo.

Grandioso
A parte gráfica do Bayonetta é um capítulo a parte. Tudo é de encher os olhos. Seja a parte técnica, construída sobre o Unreal Engine, como a concepção visual dos personagens e inimigos. Não existe outra palavra para melhor representar o que se vê na tela do televisor do que grandioso. Seja pela qualidade como pelo tamanho mesmo. Os inimigos são grandes, ricos em movimentos e ataques; vilões ocupam mais espaço que a tela pode oferecer e os cenários são de cair o queixo.

Agora, cabe espaço para duas reclamações: as cutscenes, que ocorrem entre um capítulo e outro, usam uma moldura estilo filme antigo, em sépia e desbotado, porém, usando a própria engine. Não incomoda, é verdade, mas se a preocupação com a qualidade gráfica era grande, por que reduzir esta característica logo no momento em que o jogador pode largar tudo e prestar atenção nos detalhes?

Outra complicação enfrentada são os slowdowns que aparecem em batalhas poluídas, ora com hordas de inimigos, ora em chefes gigantescos. Não chega a influenciar diretamente na jogabilidade, entretanto entristece quem esperava um jogo acima de qualquer suspeitas.

O Veredicto:
Bayonetta é um jogo de ação engraçado e fácil de jogar. Os combates divertidos e as batalhas épicas contra chefes são exemplos do que há de melhor neste gênero, e quem gostou do estilo Devil May Cry ou God of War se sentirá abençoado ao eliminar centenas de anjos na companhia da sexy bruxa. A Platinum Games acertou ao investir nesta nova franquia, e não será surpresa se Bayonetta for a sucessora de Lara Croft no papel de personagem feminina mais marcante dos games.

Prós:
  1. Combates divertidos e empolgantes;
  2. Chefes memoráveis;
  3. Personagem carismática;
  4. Gráficos deslumbrantes.


Contras:
  1. Slowdonws corriqueiros;
  2. Filtro desnecessário nas cutscenes.



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