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Review de Silent Hill: Homecoming para PC de E-Zine/MyGames

por Giordano Trabach, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


A série Silent Hill sempre foi conhecida por provocar dos piores medos ao jogador. Misturando um ambiente bem arrepiante com monstros que assombram os pesadelos de qualquer um, Silent Hill foi provando ao longo dos tempos a razão pela qual é aclamado como um dos melhores Survival Horrors de sempre. Mas no novo título, Silent Hill: Homecoming, talvez o que assusta-se mais os jogadores, não fosse o jogo propriamente dito, mas sim a mudança de equipa de produção do mesmo. Fosse pelo medo da perda de qualidade, ou pelo simples facto de muitos jogadores duvidarem das capacidades de produção da Double Helix, a verdade é que muitos tremeram de medo ao saber desta noticia. Mas será que valerá mesmo a pena voltar a Silent Hill?

Em Silent Hill: Homecoming acompanhamos a historia de Alex Shepherd, um soldado que regressa a casa apenas para encontrar uma cidade fantasma e o seu irmão desaparecido. Aí decide embarcar numa aventura em busca do seu irmão, o que o vai levar numa aventura que o vai fazer descobrir não só os pesadelos de Silent Hill, mas também do seu passado. Apesar dos esforços, a história de Silent Hill: Homecoming não é das melhores, tornando-se algo enfadonha ao longo do jogo, mostrado apenas algum do seu potencia no final do jogo. Limitamo-nos a avançar no jogo, sendo de vez em quando mostrado uma cinemática que revela mais um pouco sobre a história, mas sendo quase sempre algo insatisfatório.

Ao contrario do que acontecia nos outros Silent Hill???s, em que jogávamos com personagens que não tinham qualquer tipo de treino no uso de armas, em Silent Hill: Homecoming, Alex é um soldado treinado, o que afecta de forma directa a jogabilidade. Alex pode esquivar-se e contra atacar, e os combates são algo repetitivos, em que temos apenas de clicar nos 2 botões do rato, na esperança de conseguirmos um combo, no caso do uso de meele weapons, e se usarmos uma arma automática, a mira apresenta-se quieta facilitando e muito o uso das mesmas. Silent Hill: Homecoming tira o desafio dos combates, ao oferecer uma jogabilidade demasiado fácil, e afastando-se da jogabilidade retro dos mais antigos Silent Hill???s.

Mas nem só de combate se faz Silent Hill: Homecoming. Ao longo que vão avançando no jogo, vão sendo obrigados a partir portas, a cortas cortinas e membranas, etc, tudo sendo feito com a sua própria arma, não sendo este facto suficiente para nos fazer utilizar certas armas. Encontramos também vários puzzles que nos vão distraindo do (inexistente) ambiente de terror, mas mesmo assim ficando aquém dos puzzles encontrados em outros Silent Hill???s.

Silent Hill: Homecoming é um jogo bastante linear. O jogo baseia-se em passagens de ???corredores???, mesmo em cenários externos, sendo raro o momento onde temos alguma liberdade de escolha do caminho. Apesar de este facto poder ser um indicativo de um jogo claustrofóbico, a verdade é que não o é. Silent Hill: Homecoming é o jogo menos assustador da série. A sensação de claustrofobia não se faz sentir, e os poucos ???sustos??? que o jogador pode apanhar ao longo do jogo, são bastante previsíveis, com monstros a saltar de sítios bastante ridículos, ou simplesmente aparecerem a nossa frente vindos do nada. Passamos secções inteiras do jogo sem enfrentar nenhum inimigo apensa para sermos presenteados com um único inimigo ao final da secção, ou enfrentado grupos ridículos dos mesmos antes de chegarmos ao nosso objectivo. Até o nevoeiro, que é uma das características do jogo, foi mal aproveitado, existindo partes em que é tão intenso que acaba por atrapalhar mais a jogabilidade (por ocultar partes importantes à nossa progressão) do que ajuda na criação de um ambiente de terror. Muitos dos elementos existentes no jogo acabam por ser mal aproveitados, irritando o jogador devido à má utilização, e afastando o efeito de claustrofobia/medo que deviam criar.

Os inimigos em Silent Hill: Homecoming, que continuam a parecer tirados dos pesadelos mais horríveis que possam existir, são guiados por uma IA que deixa muito a desejar. Limitam-se a avançar na nossa direcção enquanto nos tentam atingir com a sua arma, nem tentando procurar cobertura quando estão a receber dano. Entre os vários inimigos que enfrentamos, encontramos as famosas enfermeiras, e podemos contar com novos inimigos tirados directamente do filme, como é o caso dos humanos que se escondem em Silent Hill.

Os cenários, que apesar de serem bem detalhados, são repetitivos e enfadonhos, usando uma utilização excessiva das mesmas texturas, e sendo todos parecidos, não existindo uma variação, nem mesmo quando alternamos entre Silent Hill e Shepherd's Glen (a cidade do nosso herói, onde parte do jogo tem lugar). Mas apesar desta falha, Silent Hill: Homecoming contêm vários detalhes que vão agradar vários jogadores. A famosa mudança entre mundo real/pesadelo é um deles, onde se nota uma certa influencia do filme de 2006, o que não é mau de todo, porque esta transformação é uma das coisas mais espectaculares de se observar. Os inimigos ficam marcados com os golpes da arma de Alex, ficando com cortes ou manchados de sangue, dependendo da arma utilizada, e até os bosses têm uma forma única de demonstrar dano. Mas do outro lado da balança podemos encontrar os efeitos de luz que deixam muito a desejar, especialmente com a lanterna de Alex; o nevoeiro deixa muito a desejar em termos de realidade; e existem vários glitches com as texturas, observados principalmente em resoluções maiores.

Talvez um dos factores que sempre é apreciado em Silent Hill, é a banda sonora. Esta é responsável em grande parte pela criação do ambiente de terror que transpira nesta série. Positivamente, Silent Hill: Homecoming não foge a regra. A cargo de Akira Yamaoka's, o tom musical do jogo ajuda na criação do ambiente assustador que este jogo tanto precisa, mas que é imediatamente perdido devido a factores como a jogabilidade, bugs, e as, também muito longe de perfeitas, cinemáticas. Nestas as personagens não convencem com as suas falas, encontrando-se muitas vezes mal sincronizadas e a deixar muito a desejar no que toca a performance.

A verdade é que Silent Hill: Homecoming deixa muito a desejar no que toca a sua herança. Se são fãs da série e já acompanham os jogos desde o inicio, não se admirem se ficarem algo desapontados ao jogarem Homecoming. Apesar de ser um salto do mesmo para a nova geração e ter bons detalhes, banda sonora, etc, a verdade é que Silent Hill: Homecoming desilude. O jogo foi reduzido de um dos melhor Survival Horrors de sempre para um jogo de terror mais focado na acção da jogabilidade do que propriamente no ambiente de terror. Talvez se Alex fosse um pouco menos capaz, ou se existe-se mais ajuste no ambiente, talvez este título cumprisse o que era esperado. Se o que vocês querem, é um Silent Hill que vos introduza a esta série de uma forma suave, talvez Silent Hill: Homecoming é o que vocês andam a procura.


  1. O salto da série para a nova geração com gráficos bem detalhados
  2. Algumas referências a personagens dos jogos anteriores



  1. Jogabilidade demasiado simples, que retira alguma da adrenalina do jogo
  2. Ambiente pouco assustador, sem o habitual terror característico da série
  3. História pouco apelativa, com apenas alguns pontos interessantes



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