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Review de Call of Juarez: Bound in Blood para PC de E-Zine/MyGames

por Giordano Trabach, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


Em 2007 a Ubisoft apresentou ao público Call of Juarez. Apesar de não ser um jogo perfeito, Call of Juarez surpreendeu muitos jogadores, devido aos seu cenários e jogabilidade, que recriavam quase na perfeição os ambientes do velho oeste. Dois anos depois, Call of Juarez volta ao mercado desta vez com uma prequela: Call of Juarez: Bound in Blood. Ao contrário de muitos jogos, Call of Juarez: Bound in Blood consegue superar o seu antecessor em muitos aspectos.

Call of Juarez: Bound in Blood acompanha a história (que contêm um enredo muito melhor que no primeiro jogo) dos irmãos McCall, Thomas e Ray. Sim, exactamente o mesmo Ray com que jogávamos no primeiro titulo, e a sua busca pelo já conhecido tesouro de Juarez. Thomas e Ray são dois soldados durante a guerra civil, que desertam do mesmo para proteger a sua família. Vendo toda a destruição e miséria a sua volta, os irmãos McCall juram vingança e viajam para o velho oeste em busca de riqueza e gloria. Perseguidos pelo seu antigo superior, que jurou vingança pela traição dos irmãos, e entrando em algumas actividades menos legais, os McCall acabam por sofrer algumas mudanças transformando-se de bons homens que apenas querem proteger a família em ???cold bastards??? que tudo o que procuram é glória e riqueza. Aliás, é impressionante ver a transformações dos irmãos ao longo do jogo, culminando num ponto em que se viram um contra o outro. Mesmo as diferenças entre cada irmão são incríveis. Thomas é mais reservado e gosta de pensar antes de agir, tentando enfrentar os desafios de uma forma mais segura. Por seu lado Ray é mais exaltado, agindo antes de pensar, enfrentando cada situação de forma frontal com 2 armas bem carregadas. E esta diferença entre os irmãos influência a jogabilidade de Call of Juarez: Bound in Blood.

?? possível no inicio de cada missão, à excepção de uma ou duas) escolher o irmão com que queremos jogar (ao contrario do que acontecia no 1º titulo). Dependendo do irmão escolhido, apesar de jogarmos a mesma missão e assistirmos à mesma história, a forma como enfrentamos cada situação é diferente. Esta escolha de personagens depende do estilo de cada jogador, não existindo problemas com a personagem escolhida. Se escolhermos uma personagem e for preciso a habilidade da outra, essa personagem será controlada por uma IA competente que nos ajudará a ultrapassar a dificuldade. Cada irmão tem as suas características. Se jogarmos com Thomas e encontrarmos um bando de inimigos, teremos de contornar o grupo e tentar derrota-los de uma forma mais discreta. No caso de Ray é melhor agarrar em duas pistolas e descarrega-las sobre os inimigos. Existem situações em que, ao jogar com Ray temos de proteger Thomas enquanto ele trepa um edifício (muitas vezes com a ajuda de uma corda), etc para nos desbloquear o caminho, e se jogarmos com Thomas temos de trepar esse mesmo caminho enquanto Ray nos protege.

As missões são muito mais variadas que no primeiro jogo, mas mesmo assim continuam algo repetitivas. Mas se vocês esperam várias secções de plataformas como no primeiro jogo, vão ficar desapontados. Call of Juarez: Bound in Blood foca-se mais em tiroteios ao estilo do velho oeste. Podemos voltar a usar as 2 pistolas (cada botão do rato controla uma pistola), rifles, ou dependendo da personagem escolhida, arcos e flechas, facas, dinamite, etc. Existe um ???Concentration Mode??? (diferente para cada irmão) que nos permite matar os inimigos numa espécie de evento Bullet-Time. Continuam a existir os antigos tiroteios em Bullet-Time em que ao arrombarmos uma porta com a ajuda do nosso irmão, vemos 2 miras (uma para cada arma) a percorrer o ecrã em câmara lenta, permitindo despachar os vários inimigos que se encontram na área. Quando as miras se unem o tempo volta ao normal.

Para além disso, existem os famosos duelos. Nestes duelos a câmara posiciona-se perto do coldre da arma e temos de andar para os lados de forma a manter o nosso inimigo à nossa frente para termos uma boa visão dele. Enquanto isto, temos de manter a mão junto a arma até tocar o sino, porque ao tocar o duelo começa, e só ganha o pistoleiro mais rápido. O sino toca, temos de ???sacar da arma??? e matar o inimigo antes que ele nos mate a nos. Existem também vários pontos ao longo das missões onde podemos comprar armamento novo, de forma a aumentar a sua eficácia nestas situações.

Visualmente, Call of Juarez: Bound in Blood é impressionante. Ao contrário do primeiro título, Call of Juarez: Bound in Blood contêm vários cenários variados, desde florestas ate desertos, passando por enormes canyons, e montanhas, sendo cada cenário surpreendentemente espectacular. Apesar de pormenores por aperfeiçoar, Call of Juarez: Bound in Blood contem cenários espectaculares e bonitos de apreciar.

A nível de som, Call of Juarez: Bound in Blood é particularmente bom. A banda sonora cumpre quase na perfeição o seu objectivo, reflectindo a acção e ambientes de forma convincente. Na sua maioria o trabalho de vozes encontra-se perfeito, com diálogos muito bem-feitos (com algumas excepções), e com Ray e Thomas falando de forma convincente, sendo particularmente gratificante ouvir os irmãos a falar durante um combate (mandando bocas um ao outro).

Apesar de ser uma prequela, Call of Juarez: Bound in Blood é um jogo espectacular, apresentado de forma exemplar a historia e personagens, e introduzindo o jogador em batalhas impressionantes, cheias de acção e explosões. Apesar dos pequenos problemas, Call of Juarez: Bound in Blood não deixa de ser um jogo recomendado para todos os fãs de duelos e tiroteios no velho oeste, e para quem nunca jogou o primeiro jogo, têm aqui uma boa oportunidade para conhecer a série.


  1. Duelos e combates apelativos, mesmo ao estilo do velho oeste
  2. Cenários espectaculares, com paisagens excelentes
  3. Historia contada de forma apelativa, com um trabalho de voz muito bom



  1. A IA por vezes apresenta o seu lado mais ???burro???
  2. Duração muito curta



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