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Review de Operation Flashpoint: Dragon Rising para X360 de E-Zine/MyGames

por Giordano Trabach, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


O Operation Flashpoint foi um jogo que, de certa forma, revolucionou a maneira de ver uma guerra, visto que simulava cada pequeno pormenor, diferenciando-se dos chamados shooters. Operation Flashpoint: Dragon Rising, produzido pela Codemasters, vem dar continuidade a essa tentativa de simulação, deixando de ser apenas mais um FPS. Contudo, será que esta sequela tem o que é preciso para o alcançar?

Operation Flashpoint: Dragon Rising passa-se numa ilha fictícia, chamada Skira. Skira torna-se o centro de um conflito armado depois da China ter proclamado este território como seu por direito, assim que descobriu que era uma fonte de petróleo. Os russos, ocupados pelas forças militares chinesas, deslocam-se então em direcção à fronteira, de forma a pedir assistência aos americanos (seus aliados) para retomarem o controlo da ilha.

Ao entrarmos no menu somos presenciados com musicas tipicamente chinesas, que caiem bem neste cenário de guerra. Existem 3 modos de jogo: Campaign, Multiplayer e Single Mission. No modo campanha somos brindados com um vídeo apelativo, o qual conta a história de Operation Flashpoint: Dragon Rising. Neste modo teremos 11 missões para ultrapassar sozinhos ou em co-op com 3 amigos, sendo que antes de cada missão teremos o menu de Briefing que nos permite saber todos os detalhes daquilo que nos é pedido. O Multiplayer quase que dispensa apresentações. Teremos disponíveis modos como o "Annihilation" e o "Infiltration", onde apenas vão poder participar um máximo de 8 jogadores nas versões Xbox 360 e PS3. A versão PC vai suportar um máximo de 32 jogadores ao mesmo tempo. O Single Mission resume-se a escolher uma missão e passar à acção rapidamente.

A melhor palavra para descrever este simulador será a palavra realismo, visto a Codemasters ter trabalhado arduamente para tornar Operation Flashpoint: Dragon Rising um jogo "hardcore". Para terem uma noção, a ilha onde decorre a acção tem exactamente 277.698 km2 e as missões decorrem em mundo aberto. Ao contrario de jogos como Call Of Duty 4: Modern Warfare, as missões de Operation Flashpoint: Dragon Rising devem ser feitas com um planeamento prévio e com bastante cautela, bastando uma bala certeira para nos matar e termos de recomeçar a partir do ultimo checkpoint. Cada missão demora cerca de 35 minutos e é composta sempre por vários objectivos, podendo este numero aumentar consoante a dificuldade escolhida. Em dificuldades mais avançadas, para além dos inimigos terem uma pontaria mais certeira, ferramentas como os Waypoints (que são usados para nos indicar o caminho) são removidos, fazendo assim com que tenhamos, literalmente, de saber liderar o nosso pelotão, composto por 2 homens, ao objectivo.

O Operation Flashpoint: Dragon Rising é um jogo para jogadores que tenham paciência, onde um passo em falso nos dá direito ao belo do "game over". Operation Flashpoint: Dragon Rising tem a particularidade de não ser sempre igual. Depois de um carregamento de um checkpoint, a maneira de enfrentar os inimigos varia, fazendo com que tenhamos de nos adaptar ao ambiente que nos rodeia. O realismo é tanto que chegamos mesmo a sentir a pressão de termos de dar ordens aos nossos soldados sob intenso fogo inimigo. No entanto, sendo o jogo brindado com a palavra "realista", este falha em alguns aspectos da Inteligência Artificial. Os nossos companheiros não se sabem cobrir, por exemplo, atrás de uns sacos de areia ou, pelo menos, alguma coisa sólida que evite a sua exposição em terreno aberto. Quando damos a ordem para curar um companheiro, estes insistem várias vezes em escolher um sitio exposto para executar o tratamento, levando depois um "churrilho" de munições, chegando mesmo a morrer.

?? medida que caminhamos em Skira, podemos notar um ambiente algo detalhado na vegetação, nas árvores, ou nas casas. No entanto, este dá a sensação de estar ultrapassado quando comparado com jogos do mesmo género. Árvores e montes estão na ordem do dia, o que torna difícil avistar inimigos que estejam nas redondezas. As armas, embora não estejam graficamente perfeitas, são uma delicia, notando-se o trabalho da Codemasters em fazer com que os pormenores realistas saltem à vista. Cada arma tem um diferente "coice", um som distinto, e até uma distância efectiva de tiro, visto a maior parte dos confrontos entre forças inimigas se passar a longas distâncias.

Operation Flashpoint: Dragon Rising é um bom jogo no geral, sendo um bom desafio para quem quer ter uma experiência militar real, com os sons fidedignos das armas, dos veículos e da artilharia. O realismo é tanto que chega a haver missões em que andamos 1.5 km reais a pé, ou arranjamos um veículo para percorrer essa distância. No entanto, o seu grafismo datado e a sua Inteligência Artificial por vezes atrapalham mais do que ajudam, chegando mesmo a tornar-se frustrante.


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