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Review de Brutal Legend para PS3 de E-Zine/MyGames

por Giordano Trabach, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover


A vida de um Roadie não é fácil, e o mundo do Metal já não é o que era, tendo sido desfeito e humilhado pelo novo género Rock-Metal ???wanna be??? emergente. Se isto é verdade ou não, não posso dizer com certeza, mas pelo menos é a mensagem que Brutal Legend faz passar ao jogador assim que o jogo começa. Brutal Legend é uma homenagem clara ao mundo original do Metal, com um número infinito de referências a clássicos deste universo. Será bom o suficiente para fazer reviver os bons velhos tempos?

Brutal Legend coloca-nos na pele de Eddie Riggs, um Roadie (ajudante de banda) profissional de uma banda de pseudo-metal, que sofre em silêncio, pelo caminho que o Metal seguiu nos últimos anos. Durante um dos grandes concertos, Eddie vê-se obrigado a salvar um membro da banda, apenas para acabar soterrado por parte do cenário do palco. Já no seu último sopro de vida, o seu sangue entra em contacto com o seu cinto e faz acordar um demónio conhecido por Ormagöden.

Quando Eddie volta a si, está prestes a ser sacrificado por um grupo de demónios encarapuçados, algo surpreendido pelo sucedido, Eddie consegue escapar e descobrir que foi transportado para um outo mundo. Poucos momentos após a sua fuga, Eddie encontra a irmã de um líder de um grupo de resistentes deste mundo do Metal. Eddie resolve ajuda-los a combater o seu grande inimigo, o lorde Doviculus, e assim libertar os homens e mulheres da aldeia.

Embora a narrativa de Brutal Legend não seja nada de especial, onde este ganha fôlego é em toda a imersão oferecida pelos personagem, cenários e espírito Metal deste universo. Os diálogos são diversão pura, carregados de gíria de Metal e palavrões ditos a alto e bom som. Claro que o grande destaque aqui vai para Eddie Riggs, interpretado por Jack Black de forma exímia e altamente credível, não fosse este um actor cómico bastante conhecido e vocalista da banda Tenacious D.

Brutal Legend como jogo coloca-vos uma câmara atrás da personage, enquanto avançam por um mundo aberto quer a pé ou no Deuce, o carro da personagem. Existem várias missões espalhadas pelo mapa que podem realizar a vosso bel-prazer, ou simplesmente passear pela vegetação ou ruínas do mundo do Metal, para lutar contra exércitos do mal ou andar a galope em animais nada comuns. O mundo de Brutal Legend é sem dúvida muito bom, embora não seja tão preenchido quanto isso, é algo autenticamente diferente e puramente Metal, cheio de estátuas e referências ao género, que dão um ambiente único e digno da música que representa.

A pé, Eddie luta contra os vários demónios dando uso a um machado e também uma guitarra, com o machado é possível desferir golpes directos, por outro lado a guitarra permite atacar à distância com electricidade, ou incendiar os pobres demónios que resolvem atravessar-se no vosso caminho. Além destas funções a guitarra permite ainda realizar solos, estas malhas têm várias funções que podem ir desde o ataque directo aos inimigos, como invocar o Deuce e até chamar a nós mais aliados do Headbanging. Estes solos são realizados pelo carregar de uma lista de botões mostrada no ecrã, a fazer lembrar as combinações vistas em Legend of Zelda Ocarina Of Time.

Ainda à pouco falei de aliados do Headbanging, e estes existem mesmo, sendo personagens que nos acompanham ao longo da aventura e dão a Brutal Legend uma vertente de estratégia. Estes Headbangers são uma clara referência aos fãs dos concertos de Metal, e aqui estes funcionam como vossos fãs, que podem comandar e ordenar para tomar várias acções, que podem variar entre, atacar o inimigo, defender uma certa área, ao bom estilo de um jogo de estratégia por exércitos, é verdade que não é 100% infalível, mas é uma boa adicção à mecânica de jogo de Brutal Legend.

A história consegue durar cerca de 10 horas, mas ainda há mais algumas missões para fazer e zonas do mapa por explorar, existe ainda um modo online que apesar de não ser perfeito, é muito bem vindo em Brutal Legend.
Por muito estranho que pareça, Brutal Legend consegue transportar toda esta acção para o Online, onde podem competir em guerras abertas contra outros jogadores, não é tão viciante como um Call of Duty 4: Modern Warfare, mas não deixa de ser uma boa aposta, e se gostarem do universo do jogo, certamente vão querer gastar mais umas horas neste modo.

No que toca à apresentação no geral, Brutal Legend não é certamente uma referência, mas têm os seus momentos, com cenários bonitos e estilizados, personagens expressivas e bem desenhadas e sequências de acção que raramente deixam as consolas engasgadas, correndo quase sempre de forma suave. Claro que existem vários bugs e algumas texturas parecem saídas da geração passada, mas são facilmente ultrapassados pelo impacto do desenho do universo Metal feito para Brutal Legend, que se torna o grande destaque. Quanto às vozes e música, existem aqui muito poucas queixas. O trabalho vocal é excelente e divertido, incluindo Jack Black, e lendas do Metal como Ozzy Osboure, Rob Halford dos Judas Priest, e Lemmy dos Motorhead. A banda sonora é composta por malhas clássicas do Metal e se são fãs, vão sentir-se certamente em casa.

Brutal Legend chegou e convenceu, embora os argumentos possam não agradar a todos, é sem dúvida um daqueles jogos que ninguém esperava que ficasse tão bom. Muitas das vezes parece não querer ser levado a sério, mas quando olhamos além do parvoíce e da paródia. Brutal Legend quer apenas tentar fazer uma homenagem ao Metal e o que ele representa na música, e consegue fazê-lo, não só em ambiente e história como também em jogabilidade e diversão. Quem disse que o Metal estava morto, está redondamente enganado e Brutal Legend é a prova disso mesmo.


  1. Ambiente Metal em alta
  2. Bom trabalho vocal e grande banda sonora
  3. Combate divertido
  4. Diálogo e história ao bom estilo metaleiro
  5. Participação de lendas do Metal



  1. Os cenários podiam estar bem mais detalhados
  2. Mapa mundo algo vazio, por vezes
  3. Controlos do exército não funcionam perfeitamente com muita confusão
  4. Online divertido mas pouco profundo
  5. O tema pode não agradar a todos



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