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Review de Bayonetta para X360 de Eurogamer

por matheusalk, fonte Eurogamer, data  editar remover


Há alguns anos atrás, Hideki Kamiya, trouxe-nos um jogo chamado Devil May Cry, um jogo repleto de acção, inovação e estilo. Hoje, temos em mãos Bayonetta, do mesmo criador de pérolas como Viewtiful Joe e Okami. Na verdade, Bayonetta é bastante semelhante a Devil May Cry, mas superior em todos os aspectos. Tem uma personalidade própria e é impossível não ficar deslumbrado com a sua beleza.

A história de Bayonetta retrata o equilíbrio entre a luz e a escuridão. Há muito tempo atrás existiam dois clãs, as ???Umbra Witches???, aliadas com o inferno, e os ???Lumen Sages???, aliados com o paraíso. Estes mantinham o equilíbrio entre estas duas forças opostas. Mas algo aconteceu e os dois clãs entraram em guerra e no final apenas uma ???Umbra Witch??? sobreviveu, Bayonetta.

Bayonetta é uma personagem forte, habilidosa, carismática e extremamente confiante. Tem duas armas nas mãos e mais duas nos tornozelos. Quando o seu fato é absorvido pelo seu corpo, o seu cabelo transforma-se em criaturas infernais que desfazem os seus inimigos em pedaços. As curvas do seu corpo são bem visíveis através do seu fato de cabedal. A sua sexualidade é exibida ao longo de todo o jogo e dá um prazer incrível ver a sua atitude enquanto arrasa hordas de criaturas angélicas.

Desde as mais pacatas aldeias até arranha céus com vários quilómetros de altura, em Bayonetta passamos pelos mais variados tipos de cenários e ambientes, e combatemos nas situações mais incríveis e inimagináveis. Bayonetta destrói tudo o que se imponha no seu caminho para a verdade. Quando pensamos que já vimos tudo, o jogo ainda nos consegue surpreender.

Graficamente, é um espanto para os olhos. As personagens e os inimigos são incrivelmente detalhados, as cut-scenes são sublimes, os níveis são coloridos e tem uma vivacidade incrível, as animações são belas e sofisticadas. No aspecto visual, Bayonetta é algo único e especial.

Os combates contra os anjos são incríveis. Quando acabamos com eles, o jogo pára, e mostra imagens de vários ângulos do golpe final, e explodem libertando uma luz intensa. ?? penas e sangue a voar em todas as direcções. No final, Bayonetta faz a sua pose e manda um beijo que destrói a barreira que nos impedia de avançar. São estes pequenos detalhes que transformam Bayonetta num jogo com a sua própria personalidade.

A história do jogo localiza-se na Europa, e isso é bem visível no design dos níveis. Os primeiros níveis têm estilo muito clássico, é possível reparar-se a influência da arte Barroca. Os monumentos europeus também marcaram a sua influência, uma das batalhas com um boss passa-se dentro de um enorme coliseu. Bayonetta, é jogo que transpira arte por todos os poros.

Em termos de estrutura, é parecido com Devil May Cry. No final de cada nível, é-nos atribuída uma estátua que pode ser de pedra, bronze, prata, ouro e platina. Quanto menor for o dano que sofremos e menor for o tempo que demoramos a concluir o nível, melhor irá ser a nossa classificação. Após a conclusão de cada nível, somos encaminhados para um mini-jogo chamado ???Angels Attack???, em que o objectivo é alvejar os anjos com a nossa pistola. No final, podemos trocar a nossa pontuação por itens ou anéis. Estes anéis são a ???moeda??? em Bayonetta (homenagem a Sonic?), e com eles podemos comprar novas armas e outros acessórios ao nosso ???fornecedor???, Rodin.

Em Bayonetta, após nos livrarmos dos nosso inimigos, podemos equipar as suas armas, mas estas são limitadas, ou seja, apenas as podemos usar um certo número de vezes. Basicamente, temos um vasto arsenal ao nosso dispor, e à medida que vamos adquirindo novas armas ao longo do jogo, existe a possibilidade de fazermos combinações. Cada arma tem os seus próprios ataques, e ao combinarmos os variados tipos de armas nas mãos e nos pés de Bayonetta, podemos executar novos, melhores e ainda mais devastadores combos.

O aspecto em que Bayonetta realmente brilha é na jogabilidade. ?? fácil de aprender, mas tem uma profundidade imensa. Todos os movimentos estão ligados de forma elegante, o que causa uma fluidez extraordinária. Para esquivarmos-nos de qualquer ataque, apenas temos que pressionar o gatilho direito. Se o fizermos mesmo no momento exacto, activamos o modo ???Witch Time???. Neste modo o ecrã fica azulado e tudo se move em câmara lenta durante alguns segundos. ?? nesta altura em que podemos atacar os inimigos livremente e encadear grandes combos.

Existem também os ataques em que podemos ???torturar os inimigos???. Se pressionarmos Y+B (versão Xbox 360) quando o jogo nos indica, invocamos uma máquina de tortura. Depois, carregamos freneticamente nos botões para aumentar o dano causado. Estas máquinas de tortura podem variar, dependo do tipo de oponente que enfrentamos.

Preparem-se, pois em Bayonetta vão enfrentar bosses de proporções gigantescas. Estas lutas são incrivelmente absurdas e espectaculares. Mas o mais gratificante são mesmo os ataques ???Clímax???. Bayonetta despe-se do seu fato, o seu cabelo expande-se e invocamos criaturas do inferno que literalmente comem e esmagam os bosses. Uma boa forma para acabar o combate cheio de estilo.

Durante as lutas com os bosses, podemos também executar contra-ataques. Mais uma vez temos que pressionar os botões certos no momento exacto, e iniciamos um contra ataque.

Apesar de Bayonetta ser um jogo completamente ofegante, existem oportunidades para recuperar o folgo, nomeadamente nas secções dos quebra-cabeças, que por sua vez são bastante simples de resolver, mas que embelezam ainda mais o design do jogo.

Bayonetta é um jogo que deve ser repetido várias vezes, pois só assim é possível adquirir todos os itens. Como já referi antes, Rodin, um bartender de um bar chamado ???Gates of Hell???, é quem nos fornece todos os itens. ???Gates of Hell??? é o único sitio onde podemos gastar os anéis que vamos recolhendo ao longo do jogo. Podemos comprar novas armas, acessórios que aumentam as nossas habilidades, novos movimentos de combate e outros itens com poderes regeneradores.

A banda sonora do jogo é fenomenal, uma mistura de pop com jazz, é a combinação perfeita com o estilo de Bayonetta. Destaque para os créditos a tocarem ao som de ???Fly me to the moon???, é algo lindo de se assistir.

Por norma, os loadings nos videojogos são um bocado aborrecidos. Mas em Bayonetta isso não é problema. Durante os loadings em Bayonetta, podemos ir treinando os ataques e ir praticando uns combos. Uma excelente ideia para manter o jogador entretido.

O primeiro impacto que Bayonetta causa é fenomenal. Transborda acção e divertimento por todos os lados. A sua jogabilidade é rápida e agressiva, mas ao mesmo tempo bastante acessível. Bayonetta é sem dúvida uma obra-prima e o melhor jogo de acção dos últimos anos. Embora a versão da Xbox 360 seja superior à versão da PS3 a nível técnico, pelo menos na sua versão PS3 japonesa, penso que toda a gente devia no mínimo experimentar o prazer de jogar Bayonetta. Se Kratos é o Rei dos jogos de acção, Bayonetta é sem dúvida nenhuma, a Rainha.


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