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Review de Assassin's Creed: Bloodlines para PSP de GameTV

por Giordano Trabach, fonte GameTV, data  editar remover



Quando Assassin???s Creed: Bloodlines foi anunciado para o PSP foi uma festa danada. A Sony até anunciou o jogo com toda pompa e gala durante sua coletiva de imprensa, só para falar que ele teria conectividade com o Assassin???s Creed II. Porém, muito mais do que um jogo para o portátil o medo era se a matança iria dar certo no portátil ??? e deu, mas poderia ser melhor.

Quem já jogou o primeiro game da série sabe que Altair é o tetra tetra tetra tetra tetra bisavô de Desmond, um sujeito que foi capturado por ter em sua corrente sanguínea o DNA de um assassino. Com esse DNA ??? e a máquina conhecida como ???Animus??? ??? é possível fazer viagens no tempo para presenciar os fatos que ocorreram há milênios. Mas e se você não jogou? Bom meu caro, então se prepare para ficar boiando feito um corpo jogado no meio de um lago, pois Bloodlines não faz questão de ensinar nada sobre o que acontece nos bastidores.

Vamos seguir Altair, ver o que ele fez depois de conseguir a ???arma triunfal??? dos cavaleiros templários. As locações são um pouco longe de Acre, Jerusalém e Damasco: Chipre, uma ilha situada no mar Egeu ao sul da Turquia. Lá a cidade é dominada por soldados do Papa que têm em mente outra conspiração de proporções mundiais. Para ajudar a pesquisa, Altair terá a ajuda de Maria ??? uma figura conhecida para quem jogou o primeiro game. No início ela é até relutante, porém depois de um tempo ela ajuda o assassino em sua missão.

Tudo bonito e belo. Com o andar da carruagem até parece que o jogo vai ser daqueles muito bons: sair correndo de telhado em telhado acabando com todos os inimigos é uma coisa muito fácil. Os controles ficam localizados da mesma forma que você havia se acostumado antes. O problema está (sempre) na câmera. Será que ninguém vai conseguir fazer um jogo em terceira pessoa sem ter este problema? E porque raios a câmera tem que ser atrás do protagonista? Não dava para fazer algo como em God of War: Chains of Olimpus com uma câmera fixa? Não poderia ser um game em duas dimensões? O passado mostrou que este tipo de jogo no PSP não dá certo e dificilmente um dia vai dar.

Mas deixando a frustração com a câmera de lado e falando mais do esquema do jogo, você verá que as missões seguem a rotina sendo o mesmo que no primeiro jogo: coletar informações para depois assassinar alguém. A forma na qual é estruturado é que determina o quanto é legal ficar com os olhos enfiados na tela do PSP: diverte no início, enjoa duas horas depois. A diferença é que a Griptonite Games conseguiu pegar algumas inspirações de ACII, para quebrar a lógica de sair matando os seus adversários sempre seguindo os mesmos esquemas empregados anteriormente.

Em uma das primeiras missões, Altair deve entrar em um castelo e acabar com um cavaleiro. Mas para fazer isso o assassino não deve ser visto. A tarefa não é muito longa, dá até para jogar no ônibus no caminho da escola. Claro que alguns erros de pulo aqui e ali serão comuns ??? e compreensíveis ??? mas no final o que importa é derrubar o cara e sair no pinote logo em seguida.


Mas não pense que a escapada será fácil. Isso porque a cidade não é livre para exploração contínua: ela é dividida em distritos e cada um deles possui seu próprio load time. O carregamento não é longo, mas realmente quebra o ritmo do jogo ??? principalmente durante as fugas, já que os soldados vão conseguir correr mais do que o assassino ??? e isso resulta em quebra pau.

No combate, Altair tem em suas mãos o mesmo material que antes: lâmina escondida, adagas de arremesso, espada e o bom e velho punho. Cada arma tem seus pontos fortes e fracos como, por exemplo, as lâminas de arremesso acabam com o alvo com um acerto simples, mas elas são difíceis de se encontrar ??? a guilda dos assassinos fornece munição de graça para os sócios, mas voltar toda hora é um saco.

Os movimentos são bem simples e também são usados os padrões do primeiro jogo, porém a estratégia é usar as combinações de ataques no lugar de ficar concentrando nos contra ataques. Dois ou três ataques feitos em rápida sucessão levam para o golpe fatal que vai tirar os caras da sua cola.

Visão da águia
O que o pessoal da Ubisoft fez direito foram os gráficos. Basta olhar para ele e tentar imaginar como seria se Assassin???s Creed fosse feito para PlayStation 2 ??? e o resultado é muito bom. As animações estão muito bem feitas, a construção do cenário é bem convincente, incluindo aí a grande quantidade de pessoas transitando pelas ruas ??? mesmo que seja em andando círculos.

A conectividade com Assassin???s Creed 2 não chega ser estupenda. O que você consegue são algumas armas novas para Ezio ou mais barras de sincronização para Altair dependendo da quantidade de páginas traduzidas do Codex ??? ou seja, nada demais e tão vital para o progresso em ambos os jogos.

O que fica claro é que este jogo só vai atrair as pessoas que estão acostumadas com o universo de Assassin???s Creed. A história é bem divertida, porém há algumas falhas que eram previsíveis. Olhando com aquele semblante frio e calculista de um assassino dá para dizer que este é um game passável, porém nada mais do que isso.


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