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Review de The Saboteur para X360 de Eurogamer

por Giordano Trabach, fonte Eurogamer, data  editar remover


Desenvolvido pela Pandemic Studios e tendo como editora a Electronic Arts, The Saboteur é um jogo em que a história mais uma vez decorre na Segunda Guerra mundial. Talvez estejam a perguntar, mais um First Person Shooter? Não, desta vez a aposta é num género completamente diferente, um jogo na terceira pessoa com muita acção, aventura e espionagem. The Saboteur, é esperado com muita expectativa, contudo nem isso salvou a Pandemic Studios (que criou algumas das séries bem conhecidas tais como Full Spectrum Warrior, Star Wars Battlefront, Mercenaries e Destroy All Humans), que vê assim os seus estúdios fecharem. Será uma saída do mundo dos videojogos com sucesso?

Em The Saboteur estamos na Segunda Guerra Mundial no ano 1940, tendo como protagonista Sean Devlin, sendo a sua personagem baseada no herói de guerra chamado William Grover-Williams. Sean é um irlandês com sotaque típico e muito malcriado, sempre com um ar de duro, embora muito inteligente na forma de se relacionar com as mulheres. ?? um piloto de Grand Prix que possui muitos dotes de mecânico. Simplesmente ignorava a invasão dos Nazis que cada vez mais influenciavam o quotidiano da cidade.

Numa das corridas, Sean conhece o seu arqui-inimigo o alemão Kurt Dierker, que acaba por ganhar a corrida de forma suja. Com isso Sean e seu grande amigo prometem vingança. Devido a uma brincadeira com a pessoa errada, Jules, o seu grande amigo, acaba brutalmente morto. Tal como muitas outras histórias de acção esta também tem como tema a vingança. Sean consegue escapar e esconde-se num cabaré de nome Belle, em Paris. A nossa interacção com o jogo começa no quarto que fica mesmo na passagem do vestuário das lindas meninas que trabalham no cabaré, que entretêm os nazis apenas vestindo uma lingerie ou em topless.

Após essa excitação inicial, numa dessas noites no cabaré conhecemos Luc, um representante da ???Resistência???, que seguia Sean a várias semanas, para além de um pedido de ajuda nos incentiva ainda mais a lutar o que aumenta a nossa raiva contra os Nazis. Claro que o pedido é aceite e de imediato começamos a primeira missão com Luc, que consiste em conduzir o carro de Luc até um posto de combustível alemão para roubar explosivos. Mas antes disso, Luc não contém a sua raiva por ver nazis a agredir um cidadão e Sean é obrigado a ajudar o amigo. Isso serve para nos introduzir nas lutas de corpo-a-corpo, muito parecidas com outros jogos do género. The Saboteur usa quatro tipos de movimentos de ataque, socos leves mas rápidos, socos pesados mas mais lentos, pontapés e agarrar.

Depois dessa luta, Sean ganha regalias que irá aumentar as suas habilidades, como disputa, equipamento, explosivos, mira precisa de sniper, demolições, corrida, entre outros. Recebemos também várias missões de outras personagens no desenrolar da história, como no caso de Santos, um contrabandista da ???Resistência??? que nos fornece todo o tipo de armas, acessórios, upgrades para as armas e melhorar o nível da ???Resistência???. Para isso temos de apanhar todo o tipo de contrabando dos nazis ou destruir muitos alvos livres, como guardas nas torres, holofotes, armas anti-aéreas, postos de combustíveis, generais nazis e auto-falantes de propaganda.

No final somos recompensados monetariamente pelos danos infligidos nos nazis. No local onde se esconde a ???Resistencia??? temos um contrabandista a quem podemos comprar armas e também um mecânico com uma garagem, onde podemos escolher o nosso carro. Mas para isso temos de roubar carros e coloca-los na garagem, fazendo alargar a lista de carros disponíveis e até podemos reparar ou fazer upgrades nos carros para ficarem mais resistentes em caso de fuga dos nazis. As duas opções podem ser encontradas em vários pontos da enorme cidade, bem assinalados com os símbolos apropriados.

Na rua certos comportamentos irão chamar a atenção dos nazis e aumentar as suas suspeitas, como por exemplo: ter uma arma visível, plantar explosivos, lutas, subir edifícios, entrar em áreas restritas, chegar-se muito perto dos Nazis e das suas instalações, entre outras. Quando um Nazi repara em actos suspeitos de Sean, o medidor de suspeita começa a encher e fica amarelo. Para fazer descer o nível de suspeição, temos de parar o comportamento considerado suspeito ou afastar-nos da vista dos Nazis, assim o medidor desce e fica branco.

Quando não conseguirmos fugir, o medidor fica completamente cheio e vermelho e os Nazis tentam soar o alarme através de um apito. Todos os Nazis irão disparar e perseguir Sean, sendo que só há duas únicas hipóteses, fugir do raio vermelho indicado no mapa ou usar esconderijos estratégicos. Eles também investigam todos os sons suspeitos, como disparos de armas e explosões. Há que ter em atenção a condução agressiva junto dos Nazis, eles não gostam de exibicionismo.

As áreas restritas são campos de bases Nazis, postos avançados e outras áreas fora do limite. Estes locais estão assinalados no mapa com um efeito à sua volta, um género de arame farpado, por isso não se armem em espertinhos e não entrem nesses locais ou serão fuzilados de imediato. Mas claro que há sempre uma hipótese de entrar, para isso temos de adquirir um uniforme, e para isso têm de matar um Nazi, em lutas de corpo-a-corpo ou em modo Stealth, no caso de matar um nazi com uma arma ou explosivos, o uniforme fica danificado e não é possível usar como disfarce.

Um ponto importante é verificar se alguém se encontra a olhar para nós, portanto só depois disso, é que podemos aproveitar e vestir o uniforme sem problemas. Como já referi, só com o uniforme podemos entrar em locais restritos e andar com a arma à vista. Mesmo assim, não podemos ter comportamentos suspeitos, nem parar ou passar muito próximo dos Nazis, o melhor mesmo é manter a calma e tentar atacar em modo Stealth. Outro ponto importante, o círculo amarelo que aparece no mini-mapa, à volta do nosso ponto, esse círculo define a distância de segurança que devemos ter para com os nazis. Por isso quando estivermos próximos deles, devemos carregar em L2(PS3) para Sean andar e ter uma postura como os nazis, evitando a desconfiança dos mesmos.

Inicialmente, em todas as localidades o efeito preto e branco é predominante, ocasionalmente é visível algumas cores, tudo muito ao estilo de ???Sin City???. Isso indica que são dominadas ou controladas pelos Nazis, mas as acções de coragem de Sean, inspiram as pessoas na localidade onde se encontram e com a ajuda da "Resistência", essas mesmas zonas passam a ter cor, ou seja, a "Resistência" domina a maior parte desses pontos da localidade, mas isso não impede de os Nazis se encontrarem lá, apenas encontram-se em menor quantidade.

A característica principal do jogo é as variadas missões que possui, que vão desde corridas de automóvel, espionagem, fugas, perseguições, assassinatos, salvar reféns, roubar, e muitas mais missões. Para além disso, temos inúmeros alvos livres pela cidade, como destruir com dinamite postos de combustível, escalar prédios e destruir armas anti-aéreas, sabotar tanques e outras coisas mais. Temos uma opção excelente de sabotagem, digna dos grandes filmes de acção, basta localizar Nazis com um carro, fazemos mira, armadilhamos o carro com dinamite e depois é acelerar na direcção deles e saltar antes do embate e pummm..... Começa a chover Nazis.

Nem sempre conseguimos lidar com todos os Nazis, em caso de dificuldade é possível pedir ajuda à ???Resistência???. De imediato chega um carro com vários homens no local onde se encontra o jogador. Mas tenham cuidado, só devemos fazer isso em caso de extrema necessidade, já que eles têm tendência de disparar de imediato no caso de avistarem nazis.

O mapa do jogo da cidade de Paris é enorme, com muitas zonas citadinas e arredores da cidade, portanto temos muito para explorar e para brincar. The Saboteur é um conjunto de vários jogos, mas dois jogos vêm logo à nossa memoria. O primeiro jogo é o GTA, por diversas razões como o mapa enorme, liberdade, assaltar carros e as lutas de corpo-a-corpo. O outro jogo é Assassins Creed, tal como Ezio, Sean também sabe escalar prédios, anda sobre eles e passa de um prédio par outro através de cabos.

Foi uma aposta arriscada, que no final teve um bom resultado, mas o mesmo não se pode dizer do grafismo que até podiam ter tirado ideias dos mesmos dois jogos. Não é que o grafismo seja muito fraco, mas poderia ser muito melhor, principalmente quando subimos a um prédio, ao longe é tudo muito desfocado e com baixo nível de texturas, mesmo algumas texturas tanto no ambiente como nas personagens estão fracas. Fica muito aquém de jogos do mesmo género, o grafismo é mesmo o calcanhar de Aquiles em The Saboteur.

The Saboteur foi a última esperança por parte da Pandemic Studios, talvez não seja um grande jogo, mas as boas ideias estão lá, aliadas à boa e viciante jogabilidade. O enredo é agradável, mas peca pelos diálogos, expressões faciais das personagens e o seu grafismo que podia ser melhor. O som do jogo também não é nada apelativo. No final The Saboteur é um bom jogo que fará todos os fãs deste género ficarem contentes, é uma pena que a Pandemic Studios não possa aprimorar este jogo numa próxima versão. Ou talvez haja esperança para uma sequela.


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