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Review de Assassin's Creed para PC de AIguy

por AIguy, data  editar


Assassin???s Creed PC Review

Desde que a série Prince of Persia estreou no mundo dos videogames em 1989 e arrebentou com seu reboot em The Sands of Time, um certo diretor criativo tomou o desafio de inovar a fórmula da série com a vinda consequente dos consoles da nova geração. Porém, após pesquisar profundamente raízes históricas sobre um grupo de assassinos que agiam temivelmente durante a época da Terceira Cruzada, seu projeto estava tomando um rumo totalmente diferente das aventuras do príncipe. Seu nome: Patrice Desilets. Seu projeto: criar um jogo em mundo aberto onde se possa interagir com tudo e todos como lhe convir. Algo muito ambicioso para a época de The Sands of Time e que teve que esperar até o final da série para prosseguir. Feito isso em 2005, com The Two Thrones, seguiu-se o projeto e em 2007 surge Assassin???s Creed para PS3 e X360. Um ano depois o PC tem sua chance de experimentar esse novo conceito de game, mas será possível que algo tão radical pode marcar presença para os gamers ou apenas difamar a História em algo apenas baseado em promessas?

Enredo

Não espere que seja uma aula de História qualquer, onde você pode se pegar babando de sono, ou quem sabe... Enfim. Estamos no famigerado ano de 2012, encarnando a pele de Desmond Miles, um pacato barman, raptado pela indústria laboratorial Abstergo. Ele se vê como um rato de laboratório, prisioneiro de guerra até, sendo forçado a participar de experimentos com uma máquina chamada Animus, que permite, através da análise de DNA, recriar não só memórias do indivíduo, mas também dos seus antepassados virtualmente. Mas Desmond não parece ser um qualquer, pois para ter sido raptado deve haver algo de importante com ele. E há. Desmond tem como ancestral uma longa linhagem de assassinos profissionais. Warren Vidic, o principal idealizador do projeto e seu raptor, procura uma memória específica, e para isso você deverá revisitar memórias de Altaïr Ibn La-Ahad, membro da Ordem dos Assassinos (ou Hashshashin) no ano de 1191 D.C. Com a ajuda do Animus, Desmond vivencia o momento em que Altaïr está com seu irmão Kassar e seu companheiro Malik nas ruínas do Rei Salomão em busca de um artefato a mando de seu mestre, Al Mualin. Porém Altaïr se porta mal como assassino, matando um inocente pelo caminho e pondo em risco a vida de seus companheiros ao tentar atacar com tudo os Templários que estavam à busca do artefato no local, sendo um deles Robert de Sáble, seu futuro ???encrenqueiro??? durante a história. Altaïr retorna a Masyaf, a cidade e ???quartel general??? dos assassinos de mãos vazias. Lá, é surpreendido por Malik, que retorna sem um braço e recebe a notícia que seu irmão morreu, porém o artefato foi recuperado. Após uma invasão dos templários a Masyaf, Altaïr é julgado por Al Mualin por ter traído a irmandade e desobedecido às regras ao expor seus companheiros e matar um inocente, sendo esfaqueado. Mas isso não passava de uma ilusão de morte. Al Mualin dá a ele mais uma chance de se redimir e o manda em uma missão para eliminar nove homens responsáveis pela desordem da Terceira Cruzada. Ainda há o que descobrir sobre essa história, mas só vale a pena se for jogar. De fato, existiu uma ordem de assassinos durante a época citada, e com o mesmo nome, e no mesmo local também, o que faz dessa história bem plausível, mas lógico que foi adaptada ficticionalmente, a fim de criar um enredo mais cinematográfico. Conforme você avança em missões e diálogos, descobre mais sobre a trama, que envolve uma grande conspiração durante a Idade Média que pode existir até os dias atuais. O grande problema é que não há legendas, dificultando o compreendimento do enredo e seu final deixa em aberto muitas questões sobre o futuro do game e dos personagens, como se simplesmente desaparece do roteiro. Seu resultado é uma história lenta e confusa, longe de ser épica e empolgante.

Visual

Cidades históricas costumam ter aquela beleza inconfundível por si próprias, apresentando vistas de pontos turísticos incríveis. Em Assassin???s Creed não é diferente. A equipe de desenvolvimento se esforçou intensamente para recriar as características e ambiente das cidades de Damasco, Jerusalém, Acre (não o estado) e Masyaf detalhadamente durante o século XII. Então se você duvida, pode abrir seu Google Earth e verificar com os próprios olhos, mas leve em conta que se há uma diferença de séculos entre os mapas atuais e os do game. Mesmo assim, muitos pontos vão se encontrar exatamente nas respectivas cidades. Todas elas são divididas em distritos, dos mais pobres aos mais ricos e com devida diferenciação. Com a ajuda de gráficos estonteantes, tudo ganha vida. O visual ficou bem caprichado, mostrando detalhadamente uma cidade populosa, pessoas se esgueirando pela multidão, os trajes de Altaïr e sua movimentação, seja correndo, andando, esbarrando nos outros ou escalando os edifícios, tudo fica bem realista. A iluminação não peca em detalhar cada objeto contido no mundo do game. O ideal é mantê-lo com altos gráficos para que se possa aproveitar o máximo do visual. Mas sempre tem algo fora do comum para se encontrar, o problema é quando chega a atrapalhar o vislumbre geral. Eventuais bugs ocorrem, como quando você mata um guarda e seu corpo se movimenta no estilo ???boneco de posto??? feito louco ou quando Altaïr cai na água e automaticamente morre, sem poder nadar. O pior é que esse bug é proposital do game, mais precisamente do Animus. Outro erro não trabalhado foi a mudança de tempo, sendo sempre dia, podendo Altaïr ficar parado sem que haja uma sombrinha surgindo lentamente sobre ele. Mas ainda assim é possível se agradar com o que se vê.

Jogabilidade

Intuitividade é o que destaca Assassin???s Creed nos controles. Tudo o que se faz se baseia em dois tipos de comando: em baixo perfil e alto perfil. Os controles são representados pelas partes do corpo de Altaïr: cabeça, mão vazia, pernas e mão armada. Em baixo perfil, Altaïr caminha normalmente com os direcionais do teclado; se curva para passar de monge sob os olhares dos guardas, segurando a barra de espaço; dá um ???gentil empurrão??? (livremente traduzido) em quem se encontrar em sua frente, com o Shift esquerdo; usa sua ???visão de águia??? com o botão E, que lhe permite identificar esconderijos, aliados e inimigos e ataca silenciosamente com o botão esquerdo do mouse. Para entrar em alto perfil, basta segurar o botão direito do mouse, mudando os comandos anteriores. Assim, com os direcionais se corre; segurando a barra de espaço se corre livremente, sobe paredes e pula obstáculos e com o botão esquerdo se ataca mais perceptivelmente. Altaïr é capaz de escalar qualquer estrutura, quase como Prince of Persia; lutar; se disfarçar e esconder entre monges, montes de feno, cadeiras públicas e lugares escondidos nos telhados quando necessário. Apesar das diversas habilidades, controlá-lo é bem fácil. Dispondo de suas próprias mãos, uma lâmina escondida, uma espada, uma adaga e facas para lançar, Altaïr está sempre preparado para o combate. Escalar estruturas fica fácil porque ele automaticamente ???gruda??? nas fissuras das paredes por onde se locomove, bastando apenas se direcionar. Para atualizar o mapa da região, deve-se subir nos pontos de vista localizados pelo símbolo de um pássaro no mapa, sendo possível apreciar a vista bela do local visitado. Mesmo com o poder nas mãos de um verdadeiro assassino, há o que contestar nessa parte. Começando pela organização das missões. O que antes era prometido para ser em mundo aberto acabou por ser um tanto linear, sendo aberto mesmo só as localizações para ???dar um passeio???. Há missões de assassinato, interrogatório, escolta de membros da irmandade, salvar civis de guardas e, decididamente a pior de todas, a de investigação, onde você deve simplesmente sentar em um banco próximo do seu alvo e ouvi-lo conversar para recolher informações. Pode parecer implicância minha, mas esperava fazer mais como um temido assassino, pior ainda por ter que repetir o mesmo tipo de missões a cada segmento do game. O mundo aberto cai por terra nessa parte. Mesmo seguindo a fórmula de GTA, ainda faltou capricho para valer a pena explorá-lo. O medidor de energia mostra, na verdade, a taxa de sincronia com a memória, que pode ser aumentada conforme cumpre missões e recebe upgrades e que se regenera automaticamente quando Altaïr se fere ou desobedece as regras da irmandade, como matar inocentes ou companheiros. Um pouco fácil, assim vejo. Quando na pele de Desmond, você pode perambular pelo laboratório e puxar conversa com Vidic ou Lucy Stillman, a ajudante de Vidic na pesquisa. A grande pena é que só se resume a isso, podendo no máximo vasculhar os computadores dos dois quando não estiverem por perto, mas apenas em determinado momento no game. A IA do game pode ser bem justa, mas também bem débil. Muitas vezes, guardas perdem você de vista quando vira ou quem sabe os contorna. Ela só chega a ser agressiva quando há uma horda de inimigos a sua busca.

Som

Em vez do clima das arábias de Prince of Persia, Assassin???s Creed apresenta uma trilha sonora mais profunda, misturada com ritmo Techno. Graças à Jesper Kyd pode-se ter orquestra e eletrônica mixadas perfeitamente, principalmente em sequências de perseguição e lutas. O seu trabalho pode ser verificado em outros games, como Hitman. Seu toque musical fica notável, mas ainda não chega a ser tão épico ou empolgante. Indo para a dublagem, temos um elenco de vozes bem esforçado, com Nolan North, de Uncharted, fazendo Desmond; a atriz Kristen Bell como Lucy Stillman e Philip Shahbaz como Altaïr. Todos os personagens ganharam características únicas com suas respectivas vozes. A ambientação sonora é espetacular, recriando detalhadamente o ar de cidades populosas, com anunciadores públicos gritando sobre a invasão dos Cruzados para o povo, pessoa reagindo às suas andanças pela cidade e os irritantes mendigos clamando por um pouco de dinheiro. Contudo, em sequências de luta e cinemáticas faltou a calibragem, acontecendo eventuais sons antes do momento certo, como espadas cortando antes de perfurarem o inimigo ou bocas falando ao vento sem palavras.

Conclusão

Com extras sem atrativos, como coletar bandeiras de vários tipos pelas cidades e a falta essencial de um modo multiplayer fazem do produto final uma experiência única no mal sentido, em que só é agradável jogar uma vez, duas se for para compreender melhor a história. Com base histórica forte e enredo á lá Matrix, Assassin???s Creed apresenta enredo interessante sobre eventuais modas a respeito do ???dia do juízo final???, mas com final sem respostas claras e com um paço lento e monótono. O desafio de recriar ambientes históricos é de certa forma vencido, com locais renderizados com qualidade gráfica superior, pouco vista em outros games da atual geração. O que fica defasado são os bugs feios encontrados e a repetição de NPCs das cidades, além de haver 24 horas de sol sobre a cabeça de Altaïr, sem sequer uma passadinha de noite. Jogar pode ser bem intuitivo, mas é duro prosseguir sem se pegar bocejando pela monotoneidade e repetição de missões. O legal fica, de fato, sendo perambular por cidades e apreciar as vistas e ir descobrindo a história, mas isso custa seu tempo. Jogar como Desmond é a verdadeira ???azeitona na empada???, sendo apenas um detalhe sem nenhum atrativo ou graça. Trilha sonora composta por ritmos eletrônicos e orquestra chegam a dar mais euforia ao título, mas ainda passa despercebida, exceto em momentos mais empolgantes. A dublagem se destaca por trazer seriedade aos personagens, com nomes recentes no ramo. O pecado grave foi se esquecer de fazer movimentos labiais mais condizentes e calibração entre imagem e som em sequências de luta, mesmo em computadores mais robustos. Uma promessa é difícil de cumprir quando acarreta um grande esforço, e isso é possível de ser visto em Assassin???s Creed. Talvez a questão de trazer um mundo totalmente diferente dos mostrados em outros games possa ter ofuscado Patrice Desilets em de fato desenvolvê-lo. Além do intermitente paradoxo de belo e repulsivo, o game parece ter sido um prêmio de consolação para as atuais plataformas, ou um aviso de ???espere por mais??? do que virá, e, provavelmente, mais uma review minha.


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Otimo game o unico problema é a jogabilidade repetitiva que pode enjoar um pouco. continua »
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Esse jogo e muito bom ! O Altair e muito fera ! bom de ... continua »
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Jogo Otimo, Bons Graficos, Boa jogabilidade, Historia dele tambem e boa, o que ficou faltando mesmo so foi a tradução da GV. fora isso jogasso continua »
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Gostei muito do jogo, com graficos legais, boa jogabilidade, só que tem muita falação, e o jogo chega a ser um pouco repetitivo em alguns apectos e não tem tradução. Mas o jogo não deixa de ... continua »
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Jogo muito bom, Gráficos excelentes, a falha do jogo ou eu não encontrei foi as legendas do game, mas a história é muito boa. Um dos melhores do gênero. continua »
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AC realmente muito ótimo jogei demais logo no lançamento ate hoje jogo. Gráficos bons jogabilidade ótima, cenário ótimos,Historia não muito compreensível mais da para entender muito bem a ... continua »
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O jogo é legal,porém,por ser muito longo torna-se enjoativo também.Achei muito repetitivo e as senas de conversação são muito demoradas.O final deixou muito a desejar e faltou história no ... continua »
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Para mim não tem essa, zerei o 2 e 3 etal, achei super doido baixei o 1 só pra sacar a onda da história mesmo, e parece que o Assassin's Reveletions vai ser a última infelizmente :/ mais minha ... continua »
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usuário AIguy
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