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Review de Halo 3: ODST para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


No início, Halo 3: ODST era para ser apenas uma expansão por download do Halo 3. Depois a Microsoft anunciou que seria uma expansão stand-alone, ou seja, não seria necessário ter o jogo anterior para desfrutá-lo. Porém, no final, ODST não só virou um jogo propriamente dito, como se tornou item obrigatório para quem jogou Halo 3 e para aqueles que nunca pensaram que Halo poderia se reinventar.

Sai Master Chief, entra o novato
Primeiro é necessário entender os acontecimentos de Halo 3: ODST, que ocorrem entre o segundo e terceiro jogo da série. Nesta história não vamos encontrar o super poderoso Master Chief, e sim um grupo de soldados da Orbital Drop Shock Trooper, ou resumindo: ODST. Dentro desse batalhão, em uma cidade fantasma africana chamada New Mombasa, o jogador é apenas mais um soldado quieto e perdido. O nome não é importante, tanto que os outros o chamarão de novato. Diferente do Master Chief, a armadura não é tão potente a ponto de se recarregar sozinha. Na verdade, um medidor de vida na parte superior do vídeo mostra que danos são permanentes, a não ser que itens de cura sejam utilizados. O novato também não consegue usar duas armas ao mesmo tempo e muito menos dar altos pulos como o protagonista dos jogos anterior. Na verdade, quedas de locais mais altos infringem danos a ele.

O novato desceu ao planeta junto com o seu pelotão. Infelizmente, por problemas ocorridos durante a reentrada na Terra, ele permanece inconsciente por seis horas. Sem saber onde está o resto da sua tropa ele tem apenas uma certeza: as batalhas travadas não foram boas para os humanos. Agora resta descobrir o que aconteceu com os outros soldados que foram mandados ao planeta. Itens foram espalhados por todas as fases e cada um, ao ser encontrado, conta um pouco do que aconteceu. A diferença sensacional aqui é a forma que isso acontece. Não é só computação gráfica demorada e cansativa. Em Halo 3: ODST, sempre que parte da história é desenrolada, flashbacks acontecem, e o jogador, que estava na pele do novato, se transforma em parte do antigo esquadrão que desceu ali primeiro, vivendo a trama e compreendendo o que aconteceu de errado. Essa narrativa simulada em tempo real faz o jogo ser mais intenso e com raras pausas, uma estrutura muito boa quando compreendemos que a idéia por trás dele é trazer um Halo mais furtivo.

Nem melhor, nem pior: apenas uma nova jogabilidade
New Mombasa é diferente do que estamos acostumados. Quando assumimos o papel do novato, deparamos com uma cidade destruída e escura. Na verdade, a grande diferença entre o atual e os flashbacks que ocorrem é justamente o período do dia. Quando o aspirante a Master Chief está no jogo, tudo ocorre no final da tarde e início da noite, enquanto as lembranças são durante o dia. A jogabilidade se difere nesse ponto também. O novato procura entre várias saídas, qual delas é a mais curta e segura. Muitas vezes tem-se a impressão de estar em uma imensa sandbox atravessando as mais variadas portas para atingir o mesmo objetivo. Ao deparar-se com ele, volta-se aos acontecimentos antigos e ao estilo que se conhece de Halo onde se atira mais do que se fala.

Os soldados da ODST possuem um capacete diferente do de Master Chief. Nele se encontra o medidor de vida, que já foi descrito, uma bússola mostrando a distância dos objetivos e a adição do visor exclusivo do time da ODST. Esse visor é muito semelhante ao Detective Mode de Batman: Arkham Asylum, onde enxerga-se melhor à noite e destacam-se inimigos de amigos. Na verdade, quando se joga as fases noturnas a procura de aliados, é comum passar mais tempo usando o visor do que a visão normal uma vez que adaptar-se a ele é tão natural que se esquece de desativá-lo durante o jogo.

As fases estão bem ecléticas. Tem as furtivas, as que se deve destruir tudo e até os campos abertos onde se dirige os mais variados veículos. O equilibro entre elas é o que mantém o jogo interessante do inicio ao fim. Enfrenta-se uma horda de inimigos atirando para tudo quando é lado e em seguida o jogador é recompensado com uma fase um pouco mais calma e de exploração. Obviamente que a ação não foi deixada de lado nesse título, muito pelo contrário, ela está presente o tempo todo, mas não se fica apenas no shooting gallery de sempre, onde se mata e se avança o tempo todo. A dosagem está exata entre o tiroteio desenfreado e uma jogatina mais dinâmica, testando a capacidade do jogador em compreender o que está realmente acontecendo à sua volta.

Gráficos disfarçados e trilha sonora suprema
?? visível o envelhecimento da engine de Halo. Muitos jogos já mostram superioridade tecnológica em relação ao que se vê aqui, porém a equipe de programadores tentou dar uma boa disfarçada para trazer o jogo ao patamar dos mais atuais. ?? possível notar uma melhora se comparado ao seu sucessor. Tentaram, é fato, mas não conseguiram. Halo 3:ODST é a prova que a engine já deu o que tinha que dar e, se não quer passar futuros vexames, deve aposentar-se o quanto antes aproveitando enquanto ainda tem seus momentos de glória.

Se os gráficos deixam a desejar, o som é de encher os ouvidos, a começar por um detalhe: ele está dublado também em português brasileiro, e essa dublagem está excelente! Quem teve a oportunidade de jogar outras traduções já está acostumado com o grau de competência e isso não foi deixado de lado nesse. Tanto as vozes masculinas como femininas são fielmente interpretadas na história, passando emoção, raiva e outros sentimentos necessários para incorporar na trama. O problema que isso gerou na versão nacional foi a perda do sincronismo labial. Volte e meia o personagem acaba de falar alguma coisa, mas a boca permanece se mexendo depois que ele termina. ?? rápido e pouco perceptível, mas é um detalhe que não acontece na versão americana.

Se algum jogo deve ganhar o prêmio de melhor trilha sonora do ano, eis que surge o vencedor. A série sempre foi conhecida por ter belas músicas, mas dessa vez se superou. Quando estamos explorando os cenários nas fases do novato, temos músicas calmas e relaxantes, que muito lembra as do filme Blade Runner. No momento da ação, batidas frenéticas aumentam a tensão do jogo combinando com harmonia os efeitos sonoros aos tiros e explosões.

O renascimento do multiplayer
O jogo acompanha dois discos. O primeiro com o modo campanha e o Tiroteio, uma inovação para a série, mas velha conhecida dos jogadores de Gears of War 2. A opção nada mais é que uma versão com nova roupa do antigo Horde do Gears. Agora, um grupo de até quatro jogadores deve sobreviver a ondas de inimigos que surgem de todos os cantos. Para se defender a equipe conta com alguns poucos kits de energia, armas deixadas por inimigos abatidos e cinco vidas compartilhadas entre todos. Definitivamente esse é o multiplayer mais divertido de todos os disponíveis. Cada estágio é divido em três etapas compostas por cinco levas de inimigos. Sempre que uma etapa é concluída a dificuldade aumenta adicionando uma nova caveira, as mesmas que tinham em Halo 3, ou seja, inimigos que jogam mais granadas, o escudo não recarrega, e por aí vai. O número de inimigos ao mesmo tempo na tela impressiona, ainda mais com diversas explosões e tiros poluindo a tela deixando o pessoal ainda mais nervoso. Uma única partida do modo Tiroteio e já se nota a necessidade de saber a hora certa de pegar kits de energia, evitar ficar sem munição e trabalhar em equipe.

Também é possível jogar a campanha normal em modo cooperativo com até quatro jogadores. Nada diferente de Halo 3, tudo funciona da mesma forma e sempre é uma mão na roda de quem quer terminar na dificuldade Lendário.

O segundo DVD, intitulado Multijogador, nada mais é que uma compilação de todos os mapas disponíveis e já lançados para Halo 3. São 24 cenários que vão do Mysthic Pack, Cold Storage, Legendary Pack e algumas novas e agradáveis surpresas como o Midship (do Halo 2) refeito e três totalmente novos e exclusivos para jogadores da ODST. Sua jogabilidade é idêntica ao antigo episódio com Master Chief e, inclusive, para jogá-lo dispensa a necessidade do DVD do antecessor.

O Veredicto: O que começou como uma expansão se tornou em um jogo único e inovador dentro da franquia Halo. A trama contada aos poucos, em diferentes períodos nas idas e vindas dos flashbacks, mostra que a Bungie está mudando a imagem que um bom FPS não tem uma história bem contada. Em Halo 3: ODST ela acontece durante o jogo, sem interrupções. O multiplayer, que já era bom, conseguiu ficar ainda melhor com a adição do modo Tiroteio e os novos mapas. Se existe algum ponto negativo certamente são os gráficos ultrapassados, culpa da engine obsoleta do antigo Halo.

Prós:
  1. Modo Tiroteio é desafiador;
  2. A melhor trilha sonora do ano até agora;
  3. O enredo bem elaborado e mesclado com a trama;
  4. Dublagem em português.


Contras:
  1. Gráficos ultrapassados.



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Outer Space
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