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Review de Sacred 2: Fallen Angel para PC de GameVicio

por Anônimo, data  editar remover


Indrodução/Enredo


Sacred 2 - Fallen Angel é o segundo jogo dessa franquia a ser lançado pela Ascaron, e é uma prequela que ocorre 2.000 anos antes dos eventos narrados no primeiro jogo da série. No mundo de Sacred, chamado de Ancaria, existe uma força misteriosa chamada de T-Energy, e seu formato mais comum é um líquido azul que pode ser encontrado em diversas áreas do jogo. Essa é a fonte de toda a magia, e de acordo com as lendas, também é origem da vida no planeta. No passado apenas uma antiga raça conhecida como Seraphim possuía o controle sobre ela, mas com o passar do tempo eles perderam totalmente o interesse pelo mundo, e passaram seus conhecimentos a uma nova raça, os High Elves. Graças a isso, os High Elves são agora a raça dominante no mundo de Ancaria. O enredo básico de Sacred 2 gira em torno nas guerras entre as raças buscando dominar a T-Energy.

Um dos principais destaques de Sacred 2 está em seu mundo, que usa o princípio dos jogos sandbox. Ou seja, semelhante a jogos como Oblivion e GTA, Sacred 2 possui um gigantesco mundo "aberto" para ser explorado. A transição entre as áreas do jogo é gradual, e não existem loadings - exceto no caso das dungeons. As áreas encontradas no jogo são bem variadas, não faltam praias, desertos, florestas, cavernas, gramados e muitas outras áreas. Sem contar que o jogo oferece um ciclo de dias e noites, e até mesmo chuvas eventuais. Como o mundo é aberto, ele incentiva a exploração, e você pode encontrar novas Quests em locais escondidos, ou até mesmo itens. Claro que sempre com o risco de encontrar inimigos mais fortes do que você.

Gráficos


Sacred 2 é um jogo muito bonito de se ver. Com seu cenário enorme, a sensação de andar pelos campos e outras áreas do jogo realmente cria a ilusão de que você está passeando por um mundo vivo e pulsante. As texturas são de boa qualidade e você dificilmente encontrará muitos problemas com elas, a menos que você insista em jogar com o zoom máximo, o que convenhamos, beira o impossível. Mas para o pessoal hardcore, Sacred 2 em sua versão "The Collector's Edition" ainda oferece um "addon" chamado Elite Graphics, com texturas de altíssima qualidade. A única desvantagem é que são necessários 7 gigabytes de espaço em disco (além dos 12 gigabytes já usados pelo jogo) para suportar as novas texturas.

A animação dos personagens é boa, embora não seja nada revolucionário. Cada nova peça de armadura tem seu próprio gráfico, que vai mudando a aparência do seu personagem, algo que é divertido de se ver. Mas o que chama mesmo a atenção é a vegetação do jogo, que em alguns momentos, te passa a sensação de que você realmente está passeando naquele lugar. A forma como as árvores e a grama se movem, por conta do vento, cria um efeito belíssimo, que muitas vezes não pode ser bem descrito por screenshots do jogo. Além disso, para os portadores de placas de vídeo da NVidia, vocês podem ainda ativar os efeitos da tecnologia PhysX, que acrescenta vários novos detalhes nos ambientes, como folhas voando e poeira, e nas magias, como efeitos de partículas voando.

Mas nem tudo é perfeito, e talvez a pior parte dos gráficos de Sacred, são os momentos em que você não vê esses gráficos. Esse problema ocorre de duas formas. Uma delas é que o campo de visão do jogo é bem limitado, você não é capaz de enxergar mais do que alguns metros na frente do seu personagem. Isso não costuma ser um grande problema, visto que a câmera do jogo é presa acima dele. No entanto, em certos momentos quando você se encontra no topo de montanhas, acaba enxergando a "fumaça" que limita sua visão. Quando lembramos de diversos outros jogos lançados na mesma época que possuem um campo de visão enorme, é aceitar essa limitação da engine de Sacred 2.

Mas esse não é o pior problema - afinal, é algo que você não costuma encontrar. Muito mais chato do que isso é o que você passa durante as dungeons. Quando a câmera fica atrás de uma árvore, um efeito de transparência aparece, para que você enxergue o personagem. O detalhe é que esse efeito não funciona em paredes. No mapa principal isso não chega a ser um problema, bastando mudar o ângulo. Mas nas dungeons, que muitas vezes possuem corredores minúsculos, você pode acabar se irritando por não conseguir ver para onde está indo, ou pior ainda, por não conseguir nem mesmo clicar nos inimigos, enquanto olha para o teto preto do cenário. Estranho o fato de, até hoje, não existir um patch para corrigir esse problema.

Áudio


O áudio de Sacred é um dos seus pontos fortes, que complementam a sensação que os cenários causam no jogador. Os efeitos de som enquanto o personagem anda sempre refletem o tipo de terreno que ele está pisando. Ao entrar em uma cidade você acaba escutando a conversa dos NPCs, falando sobre assuntos aleatórios, o que realmente cria uma sensação de que aquela cidade é um lugar movimentado e que os NPCs tem vida própria. Além disso, o seu próprio personagem costuma fazer comentários sobre diversas coisas no jogo, e muitos são engraçados ou interessantes. Infelizmente se você não sabe inglês, não irá perceber esse detalhe.

Além disso, sempre que você entra em combate uma música é iniciada, aumentando a adrenalina. ?? um toque interessante, embora nem sempre funcione: muitas vezes você irá derrotar seus inimigos bem antes da música parar de tocar, e outras, antes dela sequer começar. Se existe algum defeito na parte sonora, é a repetição. Depois de um certo tempo você vai começar a enjoar dos efeitos do jogo, principalmente das falas de seu personagem que se repetem bastante. Mas não é nada muito grave, e com toda certeza, não é nada muito diferente do que pode ser encontrado em vários outros jogos. Se esse fator nunca te incomodou ao jogar, não vai ser jogando Sacred 2 que ele irá fazer diferença para você.

Jogabilidade


Sacred 2 oferece seis classes diferentes de personagem: Seraphim, Shadow Warrior, High Elf, Dryad, Temple Guardian e Inquisitor. Cada uma dela possui suas próprias habilidades, e ao escolher uma classe, você também pode escolher uma divindade para seguir, e se você seguirá a campanha do lado do bem ou do mal. Dependendo dessas escolhas, as quests que você encontrará durante o jogo mudarão. Em uma partida, você poderá ter uma missão para proteger um NPC, em outra, para mata-lo. Vale lembrar que nem toda classe pode escolher toda divindade ou campanha, algumas são naturalmente malignas, outras não aceitam certos deuses.

Após o início do jogo, você percebe que a jogabilidade é exatamente a mesma dos jogos inspirados em Diablo. Clicando no cenário você faz seu personagem andar, clicando com o botão direito você pode ativar habilidades especiais. Use hotkeys para ativar outras habilidades e ítens, assim como para mudar as armas em sua mão. Você também pode controlar o movimento do seu personagem usando as teclas WASD, caso prefira dessa forma. Além disso, ao apertar o botão "Q" (ou como será configurado) você automaticamente pegar todos os itens que se encontram ao seu redor - o que é infinitamente mais prático do que sair clicando em cada um deles, como é normalmente o caso em jogos nesse estilo. Essa é uma idéia muito boa, que espero que seja copiada em novos jogos.

Diferente do que ocorre na maioria dos jogos, ao evoluir seu personagem você não obtém novas "skills". Você só irá ativar novas habilidades ao usar determinados itens que os inimigos deixam cair ao serem derrotados. E não se preocupe, eles deixam cair bastante. Mas aqui há uma armadilha: nem sempre é vantagem aumentar uma "skill" sempre que você acha um desses artefatos. Quando uma habilidade sobe de nível, aumenta também o "cooldown" - o tempo que você precisa esperar para ativá-la novamente. Se você aumentar demais o nível, você acaba com uma habilidade que só pode ser usada uma vez a cada 2 minutos, o que não é nada prático. O segredo é manter um equilíbrio entre o dano causado e o tempo de espera, ainda mais porque o jogo oferece meios para diminuir esse tempo.

Além disso, cada uma dessas "skills" pode ser ampliada, ganhando novos poderes. Você pode escolher sempre um, entre dois possíveis upgrades nos três "níveis de progresso" da "skill" - nível esse que é distinto do nível da própria "skill". Parece confuso, mas é bem simples. Basicamente cada "skill" tem um nível, e tem três upgrades possíveis que são completamente independentes do nível dela. Ao ativar esse upgrade, ele passa a fazer parte da "skill". Por exemplo, você pode ativar um upgrade que faz com que determinada habilidade cause dano em área. A partir desse momento, a "skill" sempre irá causar dano em área, de acordo com o seu nível. São seis upgrades possíveis, mas deles você só pode ativar três, por isso você precisa decidir com cuidado.

Ao passar de nível seu personagem automaticamente se torna mais forte. Mas além disso, você pode escolher gastar pontos de personagens em certos atributos. Você ganha pontos que podem ser gastos em suas características básicas, como força, destreza e vitalidade, e pontos que podem ser gastos em certas perícias. As perícias são diferentes das "skills" básicas, elas não são usadas, mas oferecem bônus em outras habilidades. Por exemplo, existem "skills" que aumentam a sua chance de se esquivar de ataques, outras aumentam o dano com o uso de certas armas, e assim por diante. Conforme você ganha novos níveis de personagem, você pode escolher novas "skills", e distribuir seus pontos nelas. Escolher boas "skills" é parte fundamental da construção de um bom personagem.

Uma característica interessante de Sacred 2 é um sistema de "combos" que ele permite que você use. O número de slots para se colocar "skills" são limitados, o jogo começa apenas com um, e você libera novos slots ao passar de nível. Logo, se você pretende usar habilidades específicas, as vezes é necessário abrir seu menu de "skills". Isso é proposital, para que você precise decidir que habilidades usar. No entanto, nos combos, você pode colocar diferentes "skills" para serem usadas em sequência, e um combo pode ser usado exatamente da mesma forma que uma "skill". Dessa forma, você consegue usar até três "skills" diferentes em sequência - com o tempo todos os seus slots acabarão sendo combos, já que é uma forma muito mais eficiente de se jogar.

O ponto negativo é que embora as combinações de combos sejam interessantes e variadas, são poucas as "skills" disponíveis para se combinar. No fim das contas você vai acabar criando uma ou duas combinações, e vai continuar usando elas por todo o jogo. Para quem gosta de variedade isso pode ser um pouco decepcionante, já que você tem a impressão de que está usando apenas uma "skill". No entanto, a grande variedade de classes permite que você experimente tipos diferentes de jogabilidade em cada nova partida, o que pode amenizar um pouco esse defeito para muitos jogadores.

Uma questão final para se lembrar, é que como o mundo do jogo é aberto, você tem liberdade para decidir quando vai progredir no enredo ou não. Existem milhares de NPCs espalhados pelo mundo, oferecendo quests diversas. Quando você aceita uma quest, ela ficará marcada em seu mapa, e você poderá cumprir quando quiser. O enredo central também segue esse modelo, e as quests da história também ficam marcadas. Se você não quiser avançar a história, basta evitar as áreas marcadas na quest central. Quando enjoar de cumprir as sidequests, basta ir para a área marcada para o progresso do enredo.

Multiplayer


Sacred 2 oferece um modo multiplayer, semelhante a Battle.Net da Blizzard. Quando você escolhe jogar na internet, você deve decidir se irá criar um novo personagem, ou se vai usar o seu próprio. No entanto, é preciso lembrar que usar seu personagem do modo singleplayer na internet pode ter efeitos devastadores: todo o progresso em sua campanha será zerado. Seu nível, habilidade, dinheiro e outros dados serão mantidos, mas todo o registro de que quests foram cumpridas, sejam elas do enredo ou não, será apagado de seu personagem, e um novo registro específico para a internet será criado.

Existem vários modos diferentes para se jogar na internet, muitos jogadores se divertem jogando PVP, testando seus personagens contra outros. Alguns outros preferem jogar o modo campanha em conjunto com outros personagem. Há também um modo "playground", onde você pode se divertir apenas cumprindo quests, sem nenhuma restrição ou limitação. Vale lembrar que há boatos de personagens hackeados no jogo, o que pode irritar alguns jogadores, assim como a lentidão de sua conexão pode atrapalhar, especialmente se você pretende jogar PVP. Não é nada divertido morrer por que sua conexão tem um LAG de mais de meio segundo.

Prós e Contras


Prós

> Um mundo gigantesco para ser explorado, com muita coisa para se encontrar, e muitas quests
> Gráficos lindos que criam uma boa ambientação, e empolgam o jogador.
> Quests variadas e bem humoradas, envolvendo loucuras como OVNIs, bandas de rock, e o que mais você imaginar
> Sistema interessante e inteligente de combos, que exige atenção


Contras

> Câmera que as vezes atrapalha, principalmente nas dungeons, que pode ser muito frustrante
> Pouca variedade de habilidades para se usar.
> A voz do seu personagem pode encher um pouco sua paciência depois de algumas horas de jogo
> Internet com poucos brasileiros, e possivelmente com personagens modificados

Conclusão


No fim das contas, Sacred 2 - Fallen Angel é um jogo que qualquer fã desse estilo de RPG deveria jogar. Ele não é revolucionário, e nem se destaca ao ponto de ser considerado um novo clássico. Entretanto, tem muitas qualidades, e com toda certeza ele chama a atenção quando comparado com outros jogos lançados recentemente. Se você nunca foi muito fã desse estilo, esse não é um jogo que irá mudar sua opinião; guarde seu dinheiro para algo mais próximo de seu gosto. Entretanto, se você mal pode esperar para ter Diablo 3 em suas mãos, e se você adorou Titan Quest, Sacred 2 é um jogo que tem muito para te oferecer, e você não deve em hipótese alguma deixar de jogar.


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