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Review de Super Smash Bros. Brawl para Wii de Fliperama

por Giordano Trabach, fonte Fliperama, data  editar remover


?? difícil de acreditar, mas faz nove anos desde que o Super Smash Bros.original trouxe pela primeira vez os mais importantes personagens da Nintendo juntos em um só game. O objetivo: encher a cara um dos outros de hematomas. Mas é ainda mais difícil de acreditar que há sete anos a franquia não recebe um novo título. O último lançamento foi Super Smash Bros. Melee, para o console Gamecube. ?? fato que os dois títulos da série foram aclamados pela crítica e por uma grande parcela do público e ainda são jogados como se fosse um estouro de novidade, provando sua popularidade. Não importa se você é um viciado em Smash Bros. ou um novato na arte do combate, a quantidade e a qualidade de conteúdo certamente irá te surpreender.



Para os desavisados, Super Smash Bros. é um jogo de luta 2D, em cenários renderizados tridimensionalmente, extremamente rápido e com suporte multijogador. A série apresenta todos os personagens mais importantes do universo Nintendo. Se você algum dia se achou discutindo com um amigo se Mario conseguiria derrubar Link numa luta um contra um, Brawl é o seu jogo, pois irá resolver a discussão na hora (aliás, para essa questão a resposta é fácil, pois Kirby iria devorar os dois). Personagens como Ike de Fire Emblem, Meta Knigth de Kirby, Fox McCloud de StarFox, Pikachu de Pokemon e tantos outros fazem parte da gangue de Brawl, aumentando a quantidade de personagens disponíveis para 35, 14 dos quais são secretos e tem de ser destravados. Pela primeira vez, a lista dos convidados inclui personagens que não são da Nintendo, como Solid Snake (da série Metal Gear) e Sonic. A quantidade é atrativa, mas o número de personagens que se tornam cópias de carbono de outros, com mecânicas similares disfarçadas em modelos diferentes acaba gerando uma certa redundância, mas nada que não vá impedir a diversão com a larga gama de mascotes.

O combate inclui até quatro jogadores brigando em estágios variados com temas de franquias e games da produtora Nintendo. O estilo de combate é menos parecido com clássicos do 2D do calibre de Street Fighter II Turbo, dando vazão a um sistema de combate mais acessível. A maioria dos inputs envolvem as 4 direções do direcional digital (baixo, cima, esquerda, direita) combinados a um dos botões. O jogo aéreo é mais importante, já que o oponente apenas perde a batalha quando for lançado para fora do certame, ação facilitada mais e mais conforme o oponente toma dano. A quantidade de dano que cada personagem recebe durante a luta é medida em porcentagem, e quanto maior a porcentagem, mais longe ele vai quando é acertado. As batalhas são rápidas e frenéticas, e até mesmo humorísticas e inusitadas, com muita coisa acontecendo no cenário, como tiros de canhão ao fundo ou plataformas que desaparecem sem aviso prévio. A natureza leve, descomplicada e divertida faz com que Brawl seja jogo perfeito para uma festa entre amigos. Entretanto, o sistema oferece profundidade aos mais dedicados e a dificuldade, que foi aumentada desde melee, certamente dá razões para que o gamer se aperfeiçoe e crie combinações e táticas próprias. Há apenas um porém: Super Smash Bros Brawl flui muito melhor num controle de Gamecube ou mesmo no Classic Controller. Jogar com o wiimote se prova uma experiência pouco intuitiva. Ações como agarrões (que funcionam por meio do d-pad) exigem que o gamer tire os dedos dos dois principais botões de ação (A e B) e dificulta combinações.

Facilmente, Super Smash Bros. Brawl é um dos jogos mais impressionantes de se ver no Nintendo Wii e, mesmo quando quatro jogadores estão batalhando ao mesmo tempo na tela nas maiores arenas, com explosões e partículas mil voando pela tela, o jogo não fica nem um pouco lento ??? roda em contínuos 60 frames por segundo - e tampouco se torna confuso. Todos os personagens estão fabulosos, com novos visuais, texturas detalhadas (as costuras nas jardineiras de Mario e Luigi são um ótimo exemplo) e uma profusão de cores que certamente torna a experiência muito mais cativante. Todas suas ações, desde provocações até expressões que fazem quando recebem o golpe final, estão muito bem animadas. Igualmente impressionante é a trilha sonora do jogo, que toca remix de quase 100 músicas de jogos da Nintendo, compostos por quase 40 compositores, gente responsável por títulos como Metal Gear Solid 4 e Killer 7. ?? um dos mais intricados trabalhos musicais em um game, desde os impressionantes scores da orquestra de Nobuo Uematsu do Final Fantasy. A trilha sonora é composta majoritariamente por um competente setor de metais, que, no fim das contas, consegue dar uma sensação dramática a todo o embate, e torna mesmo uma batalha entre dois novatos, um épico.

Embora a franquia Super Smash Bros. dependa muito da gama de personagens e cenários para diversificar cada entrada na série, Brawl, desta vez,traz novidades à mesa. A maior delas é um novo modo, chamado Subspace Emissary, que pouco tem a ver com a mecânica geral do jogo. Nele, diversos personagens do game percorrem um cenário no estilo plataforma, com um pouco de combate colocado no meio. A trama, relativamente confusa, é apresentada através de belos vídeos em computação gráfica, mas é assombrado por longos tempos de loading. Comparado ao conteúdo que permeia o resto do pacote, Subspace Emissary soa um pouco desnecessário e mesmo repetitivo, embora se torne um bom passatempo casual para os que se cansaram do combate ininterrupto.



Mas uma das maiores novidades está nas capacidades online do game. O modo também se prova um pouco restritivo: não há a possibilidade de voice chat ??? quem quiser conversar terá a disposição apenas quatro frases pré-escritas ??? e não há rankings ou estatísticas disponíveis ao jogador. Além disso, o game ainda exige friend codes para montar uma rede de amigos online. Não há como pular logo em um Lobby aberto e começar uma batalha com um alguém qualquer, como o que ocorre no sistema Xbox Live. Embora a decisão da Nintendo crie um ambiente online seguro, é ainda um pouco frustrante ter que correr atrás de códigos de amigos para, só assim, poder jogar partidas na rede. A experiência é consistente, mas acaba dependendo muito da distância física entre os jogadores. Quanto maior a distância, maior será a possibilidade de ocorrer lags e erros. No fim das contas, é um modo excelente que adiciona muito na experiência geral com o game e também mostra que a Nintendo finalmente anda experimentando com a funcionalidade online do console.

Com tantas qualidades, esperamos que não demore tanto assim para que uma nova versão usando ainda mais recursos do Nintendo Wii seja lançada. Porém, é bom saber que, mesmo que demore outros sete anos, este jogo ainda demorará para envelhecer.


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