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Review de Wario Land: Shake It! para Wii de Fliperama

por Giordano Trabach, fonte Fliperama, data  editar remover


A Nintendo, como uma tradicional publicadora e desenvolvedora de jogos, conta com um invejável leque de personagens, cenários e histórias, e é interessante ver como ela se utiliza desse grande acervo ??? uma verdadeira memória sobre a História da indústria ??? para criar densidade emocional em seus jogos. Seja em embates inusitados como Super Smash Bros. Brawl ou mesmo toques mais sutis, como uma música familiar no decorrer de Galaxy, a empresa sempre tenta encaixar uma dose de nostalgia nos seus principais títulos. Com Wario Land: Shake It!, a empresa decidiu se voltar para as raízes de seus jogos plataforma, pegando inspiração para um jogo que, mesmo não sendo inovador, sem dúvida define o gênero para uma nova geração de gamers.



A história envolve Wario em outra aventura, desta vez para resgatar a rainha do reino de Yuretopia, raptada pelo rei Shake. Obviamente, Wario não é nenhum altruísta e logo sabendo da existência de uma sacola mágica que guarda uma quantidade infinita de dinheiro sob a posse do rei, ele decide energeticamente partir para o resgate da pobre dama. ?? uma narrativa surreal e nonsense, típica do personagem e serve apenas como um motor indireto para os acontecimentos do jogo. O foco, como em toda boa plataforma, está na jogabilidade em si, e nesse setor o design de Wario Land mostra certa idade. Claro, o jogo é todo desenhado para o uso do Wiimote: ao agitá-lo, o jogador pode criar terremotos, arrancar itens dos oponentes e controlar veículos, além de poder usá-lo para lançar oponentes numa dada direção. O resto da jogabilidade, entretanto, vai soar bem familiar para veteranos e Hardcores. Durante todo o jogo, dividido em cinco estágios, o Wiimote será usado de forma a simular um controle do velho NES, usando-se apenas o direcional digital e os botões 1 e 2. Talvez o design de controle ultrapassado poderia ser um problema, mas ele cria uma experiência muito fluída, intuitiva e, finalmente, divertida de jogo. Controlar Wario através do cenário é um ato ágil e simples e há muito a fazer além de esmagar inimigos - Wario pode usar barras no cenário para pular como um trapezista, se pendurar em cordas, além de ativar mecanismos que fazem com que o personagem corra em alta velocidade, quebrando paredes pelo caminho.

A variedade é um ponto forte do game e, embora a aventura seja curta ??? por volta de cinco horas de duração ??? o jogador pode ir atrás de colecionáveis espalhados pelo mapa e itens para comprar na loja da Captain Maple Syrup. A ida e volta em estágios para conseguir fundo suficiente para comprar aquele upgrade a mais de vida pode parecer uma mecânica barata para prolongar o jogo, mas o design das fases é tão bem produzido que o vai-e-volta se torna um detalhe. Cada um dos cinco mapas ??? que também devem ser adquiridos das mãos da pirata - conta com diversas fases, cada uma com progressão linear da esquerda para a direita e de volta no final ??? normalmente como uma corrida contra o tempo, utilizando uma rota alternativa. A fórmula é quebrada algumas vezes, com fases em um submarino aquático que funcionam como um shooter e outras com um monociclo, usando o wiimote para se equilibrar em uma corda. Cada estágio tem uma quantidade de desafios opcionais a serem completados, como vencer o estágio sem tocar na água ou sem derrubar nenhum oponente. O design é até bem aberto, com caminhos múltiplos dentro do cenário e permite, pelo menos na ida, passear tranquilamente. O desafio é um pouco escasso e a curta vida útil ??? somada a uma falta de suporte para multiplayer ??? acaba derrubando um pouco o game.



O departamento artístico implora para que o jogador pare e olhe. Embora não conte com avançadas técnicas gráficas como bloom lighting, motion blur, texturas dinâmicas e nem mesmo múltiplos efeitos de parralax ou mudanças de background 2D, todo o cenário conta com um estilo que remete ao Metal Slug. Os cenários são todos desenhados à mão, em uma palheta eclética e bem leve, num efeito quase aquarela. O resultado final faz Wario Land se parecer com um desenho animado interativo ??? aliás, o título é entrecortado por competentes animações feitas pela japonesa Production IG. A animação dos personagens também auxilia na sensação de dinamismo dado pela arte, com Wario e cia. se movendo de forma fluída pelos cenários, portas de aço rebatendo do chão após terem sido bruscamente fechadas e adversários cambaleando depois de terem sido agitados pelo anti-herói. São excelentes toques que complementam um pacote visual agradável e que remetem um pouco aos jogos de antigamente. Um grande porém é que o game não dá suporte para televisores widescreen.

Wario Land: Shake It! é um game que tira boa parte de sua inspiração dos antigos jogos de platafoma, enquanto tenta angariar um público mais casual com sua mecânica de jogo. Ele tem um appeal interessante tanto para Hardcore ??? embora eu imagine que o desafio escasso vai ser um ponto contra - quanto para o Casual e, finalmente, embora não seja um jogo perfeito, nem tampouco inovador, é um game plataforma muito competente, que vale uma conferida.


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