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Review de Left 4 Dead para PC de Fliperama

por Giordano Trabach, fonte Fliperama, data  editar remover


Zumbis são e sempre foram um tema corrente no mundo dos videogames. E por uma boa razão: os desumanos seres são alvos excelentes e seu grande número garante que a ação seja constante. Entretanto, poucos jogos são capazes de demonstrar com tanta vivacidade esta temática, tão vital à mitologia que cerca os mortos-vivos.



O jogo, um multiplayer cooperativo em sua essência, segue a trajetória de quatro sobreviventes de uma violenta proliferação de comedores de cérebros enquanto tentam escapar e sobreviver de uma variedade de situações da melhor forma possível. Sobreviver, neste caso, significa mandar uma consistente e constante rajada de chumbo nos numerosos adversários. ?? por si só um design bem simples, que remete à temática de Team Fortress 2, da mesma companhia e que, novamente, demonstra que o foco não está em algum sistema profundo e complexo. A diversão do game está em seu ritmo: o jogador atravessa mapas que rapidamente se tornam lotados de zumbis e exigem dinamismo e pensamento tático.

Os zumbis desde título se distanciam dos mortos dos filmes de Romero, lentos e lamentosos, e se aproximam das criaturas de filmes como Extermínio e, embora pouco inteligentes, vencem pelo número e mobilidade superior. Os mapas são escassos, mas muito bem pensados, com uma certa lógica entre espaços abertos e corredores que cria um fluxo interessante de combate. Ironicamente, é comum se sentir mais inseguro nas porções abertas do cenário, pois os mortos avançam de forma imprecisa e, principalmente nas maiores dificuldades, podem facilmente cercar o time. O objetivo em cada missão é alcançar checkpoints e, finalmente, um ponto onde os sobreviventes possam fugir em um helicóptero. Em um primeiro momento, a meta é correr até o ponto de extração e, no fim, deve-se lutar para proteger a área e sobreviver até a chegada do veículo.

Vale dizer que, embora a AI do game seja competente, ciente dos outros integrantes, dos adversários e do cenário ??? devo dizer, entretanto, que algumas vezes eles travam em portas e corredores e impedem o avanço do jogador - a experiência é muito melhor online, com outros companheiros controlados por outros jogadores. ?? aí que se torna necessária a comunicação e o uso da tática que é, no fim das contas, o melhor da experiência. Não há divisões de classe, fazendo com que a escolha de armamento seja o único fator de diferenciação e que cada um tenha que tomar atitudes que não necessariamente são inerentes às suas preferências. Sendo assim, muitas vezes alguém que é perito no gatilho tem que bancar o médico e ajudar um companheiro de equipe ferido. O escasso número de jogadores por partida obriga que cada um cuide do outro e mesmo assim o ranking contabilizado no final de cada round (ao chegar em um checkpoint), que conta número de zumbis abatidos, headshots e proficiência no combate, propele uma certa competitividade entre os gamers e cria uma interessante dinâmica entre os competidores. Muitas vezes, para obter um score mais satisfatório, é interessante cobrir as costas de seus colegas e ampará-los com o uso de um finito número de kits de primeiros socorros. Tudo fica mais intenso no modo Expert, que apresenta uma dificuldade brutal e recomendo que os jogadores procurem mesmo as dificuldades mais avançadas: são nelas que o desafio é mais sentido e que a comunicação entre jogadores é mais vital.



Se jogar com os humanos se tornar cansativo, é possível virar a mesa e jogar como um dos mortos-vivos. O game traz uma seleção de monstruosidades: o tank, uma enorme, porém ágil, criatura que tem a capacidade de lançar itens pesados nos sobreviventes, o boomer, que lança substâncias tóxicas ou explode em um spray de gosma, o hunter, que é capaz de percorrer longas distâncias em alta velocidade e cujo salto rende o oponente ao chão e o smoker, que usa sua extensa língua como arma. Todos estes seres são encontrados como adversários comuns no decorrer do game, mas controlados pelos humanos ??? o que ocorre no modo Versus, infelizmente fechado para apenas dois dos 4 cenários - cria uma tensão interessante: o time que controla os zumbis especiais deve ter um maior cuidado tático, pois tais criaturas são muito mais efetivas se usadas em grupo. O único problema é que o número escasso de cenários provoca rapidamente uma sensação de mesmice e acaba por cortar a vida útil do título. Nada impede que a Valve lance novo conteúdo por meio de expansões, mas o fato é que o pacote original parece um pouco incompleto por causa disso. O jogo também é um pouco exigente, no sentido em que pede por uma boa e estável conexão banda-larga para rodar bem. A experiência, ainda assim, ainda é um pouco suscetível à lags, mas nada que atrapalhe a partida ou lance o jogador para fora do jogo. A principal razão para isso é o que é chamado no game de ???Director AI??? que garante um ritmo diferente em cada partida, mudando os ângulos do avanço dos mortos, a variedade e locais onde as hordas se organizam e afins. ?? um sistema consistente e realmente consegue dar um gosto diferente a cada embate.

O jogo funciona em cima da engine Source, que, embora não apresente texturas e resolução tão impressionantes quanto outros games desta geração, consegue criar belos cenários, de uma agradável complexidade estrutural. Os jogos de luz são eficazes e os cenários criam todo um clima, desde ruas escuras até regiões florestais cobertas de bruma. O conceito de cada mapa é montado como uma série de filmes e os menus até se parecem com pôsteres de thrillers. Cada um dos sobreviventes é visualmente diferente e composto de um grau de detalhismo satisfatório e expressões faciais realistas, mas há um porém: toda vez que um sobrevivente morre, outro toma o seu lugar e, embora o game avise que o grupo encontrou um novo herói, o modelo continua sendo o mesmo do sobrevivente morto. O uso do som é eficaz na geração do clima tenso, contando com gemidos e gritos ??? como os estridentes sons produzidos pela witch, uma das mais poderosas criaturas do jogo ??? e palavras de ordem da parte dos sobreviventes.

Left 4 Dead é um game que agrada não por uma complexa trama ou por um profundo sistema de jogo, mas pelo mero ritmo e dinâmico do shooter ??? é comum chegar à um checkpoint quase sem kits de primeiros-socorros e seco de munição. ??, entretanto um jogo que vale ser jogado online, pois o fator humano acaba pesando muito na experiência final.


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