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Review de Team Fortress 2 para PC de Fliperama

por Giordano Trabach, fonte Fliperama, data  editar remover


Se há algo que o pacote The Orange Box prova é quão competente a Valve é quando o assunto é tiro em primeira pessoa. A companhia que fez história com a série Half-Life lançou junto com o pacote um fps online baseado no primeiro Team Fortress, um MOD gerado em cima da engine source que fez sucesso em partidas online.

A natureza estritamente online do game dificulta uma análise concreta. A Valve já lançou diversos pacotes que refinam a experiência de jogo e muitas outras atualizações ainda estão a caminho, fato que torna o game um ser bastante mutante. A mecânica de jogo, entretanto, permanece a mesma. O jogador entra em partidas contra múltiplos jogadores, em um limite máximo de 32 por embate, e deve completar uma série de objetivos para vencer. TF2, diferente de games como Quake ou Call of Duty, é uma experiência focada completamente na disputa time-a-time. Isso significa que modos no estilo deathmatch (um-a-um) e king of the hill estão ausentes neste título, que foca mais em variantes do estilo capture the flag. O foco é proposital e gera uma experiência muito sólida por uma diversidade de motivos.



Uma delas é a divisão de classes. O game conta com nove classes distintas: Heavy, responsável pelas armas pesadas e com um foco mais defensivo, Medic e Engineer, classes de suporte, Scout, que aposta na mobilidade e em armas de baixo calibre, Sniper e Spy, classes de combate indireto, Soldier e Pyro, como personagens de mais agressividade e, por último, Demoman, especialista em explosivos. Como deu para perceber nesta enumeração, cada classe representa um estilo único de jogabilidade e se distinguem entre si o suficiente para terem personalidades próprias. Apesar de se diferenciarem bastante no campo de batalha, toda a mecânica é simples: cada classe conta com uma arma principal, outra de apoio e uma terceira para combate corpo-a-corpo. O sistema se diferencia um pouco no caso do Engineer ??? que leva um palm por meio do qual se planejam as construções de metralhadoras montadas, máquinas de teletransporte e de recarga de munição e energia ??? e do spy ??? que carrega um estojo de disfarces e uma máquina de camuflagem ??? mas nada que torne a jogabilidade extremamente complicada ou dificulte o acesso de jogadores casuais. Finalmente, a heterogeneidade entre as classes faz com que os times tenham uma dinâmica interessante: montar um time composto apenas por fortões como Heavy e Pyro parece uma boa idéia em curto prazo, mas logo se percebe que um time apenas consegue ter uma sinergia boa se for composto por um número mais eclético de classes, engenheiros fortalecendo postos de comando, médicos auxiliando as frentes de combate. Embora as classes subjetivamente se completem ou mesmo se anulem umas as outras em uma variedade complexa de formas, o Medic é o responsável principal por encorajar o jogo cooperativo: ele tem a capacidade de deixar um jogador invencível por um curto espaço de tempo, contanto que o outro jogador se preocupe em protegê-lo tempo o suficiente para que a habilidade seja carregada. O sistema é, assim, simples na superfície, mas complexo e mais recompensador, conforme se investe tempo nele.

Os modos de jogo incluem um capture the flag no qual o objetivo é roubar a valise de outro time, dois modos de control point ??? um de mapa único e mais linear e outro que consiste em diversos territórios, em que cada mapa representa um ponto de controle e a equipe vencedora que ganha o embate domina o mapa e o ponto ??? e um último que envolve uma competição no estilo cabo de guerra, em que uma equipe é responsável por levar um carrinho explosivo enquanto a outra tenta retardar seu avanço. Um ponto que vale a pena colocar é que, embora sejam modos bem variados, cada mapa equivale a um tipo de jogo. Não espere então poder jogar 2Fort como um mapa de pontos de captura. Isso, embora pareça limitar a jogabilidade, favorece o design e a dinâmica da fase, além de criar situações de combate melhor dirigidas.



O setor visual impressiona. Os designs iniciais da seqüência, lá para os idos da década de 90, previam um visual mais maduro, nos moldes de Counter-Strike ou SWAT. Desde os primeiros vídeos exibidos do novo game, a direção artística sofreu uma completa reviravolta. Os personagens se tornaram extremamente caricatos, com um design leve e orgânico. Os cenários são muito temáticos, combinando com filmes de espionagem da época da guerra fria: uma das fases começa em uma fazenda européia comum e esconde, em seus corredores, uma base militar de alta tecnologia, completa com mísseis nucleares em exposição. O resultado é um visual quase minimalista, colorido e suave. O jogo transpira humor e personalidade, boa parte também por causa da animação dos personagens, fluída e cômica. Cada classe tem lá seus trejeitos, facilmente perceptíveis mesmo no calor do combate, além de frases de efeito e comemorações. Um cuidado especial parece ter sido desprendido para injetar personalidade não só a cada personagem, mas a cada canto e dobra do game. A única reclamação está na escassa variedade de temas para os estágios: a palheta de cores é limitada a tonalidades mais quentes e tudo parece se passar sempre em alguma área rural européia, sem grandes variações nos panoramas do game. A interface é simples, com temas azuis e vermelhos, se torna pouco invasiva e extremamente dinâmica e informativa: tudo o que se precisa saber está na tela e avisos constantemente aparecem para deixar o gamer a par do que acontece no combate. Toda vez que o jogador é derrubado, diversas etiquetas aparecem enumerando partes arrancadas de seu corpo e um aviso surge mostrando o lado positivo de sua performance. ???Veja só, pelo menos você capturou mais pontos do que no round anterior!??? ?? um toque hilário que, sem dúvida, anima o combate e encoraja uma nova partida.

A experiência online é bem consistente. Há pouco lag e o jogo não costuma cair ou travar, embora exija um computador com configurações consideravelmente altas, visto a complexidade geométrica dos modelos dentro do game e a ação constante. O serviço Steam e a própria comunidade de jogadores garante que o jogo esteja em constante melhoramento. Finalmente, o game toma notas de diversos dados, como tempo jogado com cada classe, número de headshots e a pontuação com cada personagem, além de uma lista de desafios a serem completos ??? que geram achievements no sistema online do Xbox 360 e destravam novas armas.

O som completa o pacote com maestria. A trilha sonora tem um toque folclórico e campestre, contrastando com os constantes gritos de uma energética oficial russa e as expressões e frases exageradas dos personagens. Os efeitos sonoros são competentes, desde os disparos e explosões até o som ambiente, coisa que fica em segundo plano no meio da ação. Os temas de novo remetem aos filmes de espionagem e criam uma ambientação cativante e curiosa. Como uma última observação, o game oferece suporte para voice chat integrado, possibilitando um diálogo mais direto e ágil com os outros jogadores.


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