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Review de Need for Speed: Undercover para X360 de Eurogamer

por Giordano Trabach, fonte Eurogamer, data  editar remover


Longe está o tempo onde o que importava num título Need For Speed era carregar no acelerador. Desde que a Black Box ficou responsável por este franchise ??? já lá vão quase 7 anos - que a série tem sofrido várias mutações. Estas mudanças são tão antagónicas que basta dar o exemplo de Most Wanted (onde temos um mundo livre e a polícia à perna) e Pro Street (onde subimos na carreira até alcançar o título de melhor do mundo, isto em circuitos fechados). Depois da desilusão que foi este último, era necessário cativar os fãs, e Undercover surgiu como resposta ao problema.

Need For Speed: Undercover, numa abordagem cinematográfica, conta a história de um agente que se encontra infiltrado no mundo das corridas ilegais. Nós, encarnando essa personagem, temos que nos afirmar neste submundo, ganhando as várias provas que nos são propostas.

Na totalidade existem 7 modos de jogo que estão distribuídos por dezenas de missões que temos de cumprir. Alguns deles, como o ???Sprint??? ou ???Circuit???, são bem conhecidos de todos nós, mas há algumas novidades, como o modo onde temos de roubar alguns bólides e entregá-los num tempo limite, sem os estragar??? pelo menos muito.

Algo que transitou de Pro Street são os circuitos fechados. Isto porque, apesar de todo o jogo e eventos se passarem em três cidades distintas, cada vez que entramos num deles, o circuito que temos de percorrer é delimitado por paredes. Claro que isto não se aplica a todos os modos de jogo, como é óbvio, mas retira grande liberdade de movimentos ao jogador, pois seria preferível criar o nosso próprio trajecto passando por vários pontos obrigatórios.

A cada vitória que passa, mais pontos acumulamos nas diversas ???Driver Skills???. O que isto faz efectivamente é recompensar o jogador pela sua prestação nas provas, aumentando a qualidade das várias componentes do automóvel, como a suspensão, nitro, motor, entre outras. Mas não são só estas componentes que aumentam de nível. Também nós vamos subindo os degraus dos vários patamares de reputação, que nos dá acesso a novos casos para investigar, sempre sob o olhar atento da bela agente federal Chase Linh.

Situados estrategicamente estão vários pontos de destruição. Para que servem? Imaginem que estão a ser perseguidos por vários polícias. Se estiverem com atenção ao GPS, situado no canto inferior esquerdo, vão notar que em alguns locais aparece um símbolo semelhante a um sinal triangular. Se passarem por um destes locais vão gerar algo semelhante a uma derrocada de betão, ferro ou troncos de madeira, dependendo da situação em questão, fazendo parar os perseguidores. Apesar de ser competente, visualmente não é agradável, pois existe a sensação de que é algo forçado, já que os carros, na maioria das vezes, têm espaço para se desviarem dos obstáculos.

A componente gráfica, infelizmente, também não sofreu o ???upgrade??? que desejávamos. Apesar de não termos razão de queixa dos modelos dos veículos, tudo o resto está um pouco pobre para um jogo que se quer assumir como um dos melhores do género. A situação piora com as frequentes quebras de ???framerate??? e dos???popups??? ocasionais, algo inadmissível para um título que não puxa propriamente pelas capacidades da PS3 e Xbox 360, e além disso as estradas não estão apinhadas de carros civis.

A jogabilidade deste novo Need For Speed sofreu algumas alterações que deitam por terra o realismo. Esta é completamente viciante e só é possível graças ao Heroic Driving Engine, que nos permite fazer todo o tipo de acrobacias que, por exemplo, vemos em filmes como ???2 Fast 2 Furious???.

Sendo a alta velocidade a palavra de ordem, é natural que em algumas ocasiões os choques frontais sejam uma realidade. Contudo, por breves segundos, podemos abrandar o tempo, o que nos permite desviarmo-nos de um obstáculo, por exemplo.

O mundo do jogo apresenta quatro locais distintos, ligados por uma enorme rede de estradas e auto-estradas, e cada um deles apresenta ambientes distintos. Palm Harbor é a zona citadina, e também a primeira que nos acolhe; Port Crescent é a área portuária, rodeada de vários armazéns, acompanhada por uma palete de cores acastanhadas; já em Sunset Hills predomina o sol, o ambiente árido, quase sufocante. Para culminar existe Gold Coast Mountains, uma harmoniosa região, que faz lembrar uma bonita manhã de Outono.

Apesar de agradáveis, as 3 cidades não oferecem motivações para as explorarmos. Ao contrário de outros jogos, onde somos incentivados a fazê-lo (Burnout: Paradise, por exemplo), aqui o que vemos é o que temos, e, sendo assim, não existe nenhum pretexto para voltar ao local. A juntar a isto tudo está a ausência de um ciclo dia/noite e de alterações climatéricas, o que retira grande interesse ao título da EA.

Need For Speed: Undercover também não prima pela dificuldade, o que, em alguns casos, chega a ser ridículo. Onde é que já se viu um Audi TT ser mais veloz que Lamborghini? Em Undercover acontece, e não apenas nas fases primárias do jogo. Para dizer a verdade, não importa o carro que conduzam, pois não será muito difícil ganhar a prova em questão.

A componente ???Tuning??? não podia faltar, e apresenta-se neste título de forma mais simplificada. Na vez de comprarmos ???upgrades??? mecânicos individualmente, podemos optar por adquirir o ???pack??? completo. Ao todo existem 3, que vamos desbloqueando ao longo do jogo. A personalização a nível visual também se encontra disponível, permitindo aos jogadores criarem um carro ao seu gosto. Infelizmente, não existem tantas opções como seria de esperar, mostrando que esta componente foi deixada para segundo plano.

A loja de carros também está disponível desde início, e é aí que podemos perder a cabeça e gastar todo o nosso dinheiro em mais um bólide para a nossa garagem. Contudo, apesar dos carros mais potentes estarem disponíveis de início, não será possível comprá-los??? a não ser que o façam com dinheiro real, mediante a PlayStation Store ou o Marketplace. Uma jogada suja que para alguns poderá valer a pena.

Para complementar o jogo existe ainda o ???Photo Mode???, que, como o nome deixa antever, nos permite fazer sessões de fotográficas. Para isso, a qualquer momento, basta fazer pausa, e no menu escolher a respectiva opção. Depois é só eleger um ângulo e premir o botão de acção. Mas avisamos que as fotos não são guardadas no HDD, mas sim enviadas para o site NeedForSpeed.com. Também neste site podemos ver as proezas (Troféus e Achievements) já alcançadas, assim como detalhes sobre o modo carreira e online.

Para culminar, não podia faltar o modo em rede, uma excelente adição ao jogo, onde predomina o ???Polícias e Ladrões???, onde os ladrões têm de recolher uma encomenda e entregá-la num ponto do mapa. O papel da equipa de polícias é detê-los.

Need For Speed: Undercover, pelo segundo ano consecutivo, não consegue atingir o patamar desejado. Apesar de ser um bom jogo, não se destaca dos vários do seu género, assim como de antigos títulos da série, sendo Most Wanted um exemplo disso. Assim sendo, é preferível optarem por Burnout: Paradise ou até mesmo Midnight Club: Los Angeles.


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Eurogamer
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