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Review de Prince of Persia: The Two Thrones para PS2 de GameVicio

por Natan Carlos, data  editar remover


Introdução


Prince of Persia: The Two Thrones foi lançado e publicado pela Ubisoft no ano de 2005 para PC, Xbox, PS2 e Game Cube. Este game é continuação direta do seu antecessor do The Sands of Time e Warrior Within, respectivamente 1º e 2º games. Foi muito aclamado pelos fãs do Sands of Time, porque retornou o estilo do primeiro game.

História


Após os fatos ocorridos em Warrior Within, o Prince mudou seu destino, traçado após os acontecimentos do primeiro game. Com isso, tudo que o Prince conheceu e fez na história do primeiro jogo, já foram anuladas, e neste, os personagens já vistos em The Sands of Time, nem sequer reconhecerão o Prince.

Após derrotar Dahaka (o guardião da linha do tempo) e fugir com Kaileena (a Imperatriz do tempo) da Ilha do Tempo, o Prince esperava seguir uma vida normal na sua cidade natal, Babilônia. Entretanto, para sua surpresa, quando chegava à cidade, ele a encontra sob uma guerra. Logo em seguida, o seu barco é atacado, e os soldados que lá estavam capturam kaileena, então o Prince vai tentar salvá-la.

No desenrolar da história, se descobre quem está por trás dessa terrível destruição: Vizir. Sim, para quem já conhece as raízes da série, é o mesmo vilão do The Sands of Time. Porém, agora mais poderoso e com maiores ambições. Ambições estas que são revelada logo de início, quando ele executa Kaileena e se transforma em um monstro. Assim, com sua cidade sob chamas e com a morte da Kaileena, o Prince vai atrás do Vizir para um acerto de contas.
Este jogo marca o fim da história e um final definitivo a ela.

As areias do tempo


As areias do tempo também estão aqui e funcionam basicamente como os anteriores (principalmente como as de Warrior Within). Elas estão presentes neste games graças à morte de Kaileena, pois no segundo game as areias haviam sido destruídas. Agora elas são controladas como no primeiro jogo da série, através de uma adaga. Temos alguns poderes que facilitam nas lutas (além dos famosos poderes de parar e voltar no tempo). Você deve avançar para ir descobrindo os novos poderes e habilidades com as areias no tempo. A diversão em controlar o tempo continua o mesmo, porém agora um pouco mais relacionado com o primeiro game, assim como quase todo o resto do jogo.

Jogabilidade


A jogabilidade sem sombra de dúvidas é o mais divertido neste jogo. Andar pelas paredes, pular e correr é sensacional.

Os produtores adicionaram uma nova forma de derrotar os inimigos: O Instant Kill. Com ele você pode chegar pelas costas dos inimigos, e executá-lo rapidamente, sem que ele tenha visto você antes. Isso é muito bom naqueles locais onde tem vários inimigos, assim, pegando um por um, fica mais divertido derrotá-lo. Porém em alguns locais, você precisa quebrar a cabeça para descobrir o lugar certo para pular, porque aqui você também tem a opção de correr pela parede e direto da parede pular nas costas do inimigo.

Os golpes estão basicamente os mesmos do Warrior Within. Quase nada muda. O sistema de lutas é o mesmo adotado no segundo game. Temos dos mais simples (apertando somente quadrado ou triângulo) até alguns mais complexos onde o jogador terá que fazer uma série de combinações para completar o combo. Tem controles fáceis, então um jogador mais casual não terá dificuldades nas lutar neste game. O único problema visível nele é a câmera.

Aqui os puzzles (quebra-cabeças) voltaram com força total. Assim como no primeiro game, o principal desafio são os cenários. Para abrir algumas portas, você precisará fazer certas combinações ou então buscar a forma de abrir a certa distância. Alguns puzzles são simples, outros mais complicados. Vai depender da facilidade de cada jogador com isso. Mas fica muito divertido porque caracteriza novamente a série.

Gráficos


No PS2 os gráficos são praticamente os mesmos do WW. Com algumas melhorias. O cenário está muito bem desenhado, de acordo com a proposta inicial da série. As características persas foram novamente adotadas aqui, diferentes do estilo ???dark??? e sombrio de Warrior Within. Agradou a muitos fãs por causa disso.

Não há muito que falar dos gráficos, pois estão realmente bons. Não espere encontrar os melhores gráficos de PS2, como os de Metal Gear Solid 3, God of War ou Shadow of the Colossus. Estes gráficos são bons porque combinam muito com o jogo e faz jus a série. Mas é claro que há aqueles famosos bugs chatos que às vezes atrapalham, mas nada que qualquer outro jogo tenha e isso pode passar despercebido tranqüilamente.

The Dark Prince


O game não trás a característica do seu antecessor, mas tem lá seus lados mais obscuros também. E esse lado fica visível com mais uma novidade deste PoP: a transformação do Príncipe para Dark Prince. A transformação é muito útil, pois facilita a alcançar alguns lugares, além de ser mais forte e eficiente contra os inimigos. Entretanto é preciso tomar cuidado quando usá-la, porque à medida que o tempo passa, a barra de vida vai diminuindo, e para fazê-la voltar ao normal, é preciso achar algo que contenha areias do tempo. Para isso basta quebrar algum pote ou recipiente no local, e também é possível consegui-las matando os inimigos.

Essa transformação não é controlável pelo jogador, ou seja, não espere que consiga se tornar o Dark Prince quando quiser. Ele aparece que momentos alternados do jogo, quando menos esperamos. Por ser vulnerável a água, ele se destransforma quando entra em contato com ela.

Voltando às origens


O que mais chamou atenção neste 3º e último episódio da série é a tão esperada volta às origens, que foi pedida pelos fãs do primeiro jogo e também para voltar aquele clima iniciado no primeiro game de todos, o de plataforma dos anos 80.

Muitos não sabem, mas a Ubisoft planejava continuar com a ???novidade??? apresentada no segundo game da série. O lado mais dark e heavy metal do Prince retornaria aqui. O jogo não se chamaria The Two Thrones, e sim Prince of Persia: Kindred Blades. Algumas imagens publicadas pela Ubisoft* eram desse projeto abandonado. Em alguns sites de vídeos contém algumas demonstrações apresentadas na E3. Porém, como o jogo foi deixado para trás, reformularam alguma coisa. Percebe-se que T2T é basicamente a mesma coisa do Kindred Blades, porém com mudanças no cenário, em algumas fases e no desenrolar da história. Para os maiores fãs das origens da série isso veio a calhar.

Graças a esse retorno as essências, T2T agradou e muito aqueles fãs decepcionados com o segundo game.

Sons e trilha sonora


The Sands of Time veio com uma trilha sonora belíssima, com áudio típico do oriente médio. Warrior Within por sua vez usou sons mais pesados, com maior parte da trilha feita a base de um heavy rock (rock pesado). Muita gente tinha se decepcionado com isso, pelo fato de ter se distanciado um pouco do primeiro game. Porém, como já foi dito aqui, a Ubisoft sabendo disso, trouxe também essa trilha mais calma e típica da Pérsia. Não há muito que dizer, o som melhorou consideravelmente em relação ao primeiro e segundo jogo, agradando muitos também.

Notas


História/Enredo: 9.0
Jogabilidade/diversão: 10
Desafio: 8.5
Áudio: 8.5
Gráficos: 8.0

Considerações finais


Se preocupando muito com os fãs da série, a Ubisoft fez o 3º Prince of Persia com características baseadas no primeiro game e também nos clássicos. Gráficos não mudaram muita coisa, jogabilidade e diversão também não. Os sons foram relativamente melhorados e a história termina muito bem neste último capítulo da trilogia The Sands of Time. ?? uma pena o game ser um pouco curto e não possuir extras jogáveis. Mas o que o game tem, pode ser muito bem aproveitado.


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