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Review de Overlord II para PC de MSN Jogos Br

por Giordano Trabach, fonte MSN Jogos Br, data  editar remover




A idéia de uma sequência é, desde o início dos videogames, instituir novos padrões de jogabilidade ao mesmo tempo em que conserta as mancadas do jogo que a precedeu. "Overlord II" falha miseravelmente nesse quesito - e a Codemasters, produtora do jogo, nos entregou uma experiência ao mesmo tempo confusa e pouco intuitiva.

Ainda assim, o fator de diversão mais uma vez é o diferencial: a interação com escravos, humanos, vítimas e até memos o cenário em que se passa cada missão são incrivelmente bem-feitos, e apesar de serem muito comuns, ainda arrancam boas risadas. A análise detalhada desse jogo você confere nas páginas a seguir.

"Overlord II" segue o mesmo mote de seu predecessor: você controla um lorde do mal, e deve montar seu exército e levantar seu império, atacando e saqueando vilas, matando e escravizando humanos, animais e todo tipo de ser vivo (e alguns não necessariamente vivos). O mestre atual - você - é filho daquele que você controlou no primeiro jogo, o qual sofreu uma morte, digamos assim, indigna da realeza.



Predestinado a tomar o lugar do Overlord anterior, você deverá enfrentar algumas facções novas que surgiram durante a ausência de um governante de peso: um império de humanos odiadores de magia e elfos excessivamente afeminados cujo objetivo primário é "proteger os seres fofos, lindos e felpudos do mundo". Você, como novo chefão do pedaço, deverá mostrar serviço às entidades demoníacas que o escolheram como mestre - e dar cabo de todos os seus opositores.

Você, como Overlord, é o cara mais malvado que existe no mundo dos games. Não tem nem mesmo uma linha de diálogo, mas suas ações falam por si: quer evitar se gastar em uma batalha? Arremesse seus escravos em direção ao inimigos, mande suas hordas atacarem injustamente e sem ética de combate. Aqui, literalmente vale tudo para dominar. Entretanto, se o primeiro tinha ares mais pesados, esse segundo título - previsto para o público adolescente segundo entidades de classificação etária - remove toda a violência explícita e substitui por um modelo mais cartunesco, "engraçadinho".

A chave do sucesso aqui reside nos escravos que você comanda. Poucos no início, eles são constituídos de 4 tipos diferentes: marrons, que adoram um "quebra-quebra" generalizado e ideais para um ataque frontal; vermelhos, que podem disparar bolas de fogo e limpar o caminho do mestre sem muito esforço; verdes, especialistas em invasões e ataques furtivos; e os azuis, especialistas em operações aquáticas. Conforme você vai avançando no jogo, dúzias e mais dúzias deles são disponibilizados para uso, então saber administrar quais tipos levar para certas missões será vital para o bom andamento do seu governo.



Cada tipo de escravo também possui uma fraqueza e um inimigo especificamente poderoso contra ele, mas para contornar isso, é possível comprar upgrades para cada um de seus combatentes, indo desde armas mais pesadas até roupagens que conferem habilidades especiais. Não que você vá precisar muito disso: raras são as ocasiões em que você não leva um monte de marronzinhos e manda 20, 40, 50 para atacar um inimigos de cada vez. Em suma, não há muita escolha a se fazer aqui a não ser matar os humanos ou escravizá-los, o que vai determinar se você é "um pouco mal" ou então "malvadaço ao extremo" - e mais uma vez, isso faz pouca diferença no andamento da partida.
Ao menos, o senso de humor de fato diverte - para quem entende inglês e não se importa em comédia pastelão em um videogame - além da partida em si ser deveras longa, o que aumenta consideravelmente o fator replay e a diversão do jogo. Aliado a isso, os gráficos não são bonitos, mas não são feios também, o que é um alívio imenso. Em todo caso, a jogabilidade variada, com golpes de combate corpo-a-corpo e magias dos mais variados tipos e efeitos complementam a experiência.

No final, o slogan do jogo é bem verdadeiro: "?? bom ser mal, mas é melhor ser terrível".




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MSN Jogos Br
8/ 10
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