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Review de Crysis para PC de GamesBrasil

por Giordano Trabach, fonte GamesBrasil, data  editar remover


Introdução


Em janeiro de 2006 o mundo dos games amanheceu com a notícia do desenvolvimento de Crysis, até então um shooter em primeira pessoa despretensioso da mesma criadora de Far Cry, porém desta vez tendo como parceira de publicação a EA ao invés da Ubisoft. O jogo foi mostrado "ao vivo" na E3 do mesmo ano a expectativa gerada entre os gamers foi enorme. A primeira impressão era de que estava sendo elaborado um jogo em nível de realismo até então nunca visto. Desde lá, muito marketing e espera - os jogadores acompanharam ansiosamente a cada vídeo, foto e notícia a respeito de Crysis. Até que, na metade de novembro de 2007, chegou ao mercado um dos jogos para PC mais aguardados da história!

Além de ser desenvolvido pelo estúdio alemão Crytek, que ganhou bastante sucesso logo no seu primeiro game, Far Cry, Crysis já nasceu com a promessa de um avanço da tecnologia revolucionário na parte gráfica, assim como um sistema de física ultra-realista e detalhes inimagináveis até então, como uma vegetação densa que reage em tempo real com cada movimento do cenário.

O enredo de Crysis se desenvolve tendo como cenário uma ilha paradisíaca no mar das Filipinas, onde um grupo de arqueólogos americanos envia uma transmissão alarmante para o governo dos Estados Unidos: o exército da Coréia do Norte invadiu a região e tomou o controle de tudo. Há fortes suspeitas de testes nucleares, todavia a invasão na ilha esconde um evento de proporções inimagináveis e graves conseqüências. Para resgatar possíveis reféns e investigar o que estaria por trás de tal invasão, os EUA enviam os homens de sua tropa de elite equipados com os mais modernos aparatos tecnológicos.

Jogabilidade


Não deve ser fácil renovar ou recriar um gênero já consagrado como o tiro em primeira pessoa. Para exemplificar essa constatação, basta observar os vários jogos no mercado que tentaram caminhos alternativos por meio da reciclagem de um ou outro aspecto, mas que no geral não passam de jogos razoáveis - e apenas isso. Por esta razão é surpreendente conferir o que a desenvolvedora Crytek conseguiu fazer com Crysis, que sem sombra de dúvida coroa o gênero de forma esplêndida, trazendo importantes avanços nos mais variadas áreas.

E apesar da semelhança de Crysis com o aclamado Far Cry é importante salientar que o primeiro possui a sua própria personalidade e jogabilidade. Quem jogou a demo pode até ter tido a impressão de que o game era monótono - ledo engano. ?? a partir dali que a o jogo fica interessante e reserva momentos de incrível intensidade e realismo.

?? claro que tudo vai acontecendo de forma gradual, sendo que o início do jogo é uma oportunidade para que o jogador se familiarize com os controles e o uso das capacidades sobre-humanas do traje especial (chamado de nano-suite). Aqueles que estão acostumados aos jogos de ação vão se sentir à vontade em Crysis. Os controles são aqueles universalmente usados (ASDW e mouse) para o movimento e quem possuir um mouse com o botão de scroll vai poder acessar a interface da suíte a partir dali.

Falemos então da nano-suite - um uniforme ultra avançado que você e seu seleto grupo de companheiros do exército norte-americano dispõem. Ela capacita o jogador para o uso de habilidades especiais, suprindo assim a grande desvantagem numérica quase sempre presente nas mais diversas situações de combate. Quando acionado o botão de controle respectivo, uma pequena interface aparece no centro da tela e o jogador pode escolher entre cinco opções rápidas, sendo que uma delas é a modificação das armas, que falaremos mais abaixo. Os outros quatro modos de combate são: Speed (velocidade) - a velocidade para andar é melhorada e o jogador pode correr alguns instantes bem acima do normal, característica que ajuda muito na exploração de grandes mapas e é útil para fugas emergenciais. Strenght (força) - neste modo de uso, obtêm-se duas vezes a força de um ser humano, permitindo dar grandes saltos e alcançar lugares inacessíveis, estabilizar a mira nas armas (de grande porte ou longa distância), pegar e arremessar objetos ou mesmo inimigos. Armor (armadura) - o jogador ganha uma proteção extra com a armadura, além da sua saúde regenerar mais rapidamente, dispensando assim o uso kits de primeiros socorros no cenário, comuns em outros games, que se mostra bastante útil para enfrentar grandes tiroteios ou saltar de um lugar muito alto. Cloak (camuflagem) - como no filme Predador, gera um escudo de camuflagem quase perfeito e o personagem ficará invisível por algum tempo.

Para cada capacidade utilizada da suíte, há uma barra de energia que se esvai, limitando assim o seu uso. Isso evita que o jogador torne-se definitivamente um super-homem e exige a constante decisão estratégica para saber a hora certa de utilizar tais habilidades. A influência da suíte na jogabilidade é divertida e abrangente. O jogador pode, por exemplo, pular até lugares quase inacessíveis do cenário para se esconder ou surpreender um grupo de soldados. Ou, quem sabe, entrar "invisível" em um vilarejo repleto de inimigos e fazer uma abordagem discreta. Assim, de uma maneira geral, o jogador sempre terá uma liberdade incrível para se posicionar na maioria das vezes onde e como desejar.

Aliás, "liberdade" é uma palavra chave em Crysis. São poucos os games do gênero onde o jogador encontra a possibilidade para fazer o que quiser e a hora que desejar. Os cenários gigantescos apresentam diversos ambientes e caminhos a serem percorridos. O jogador escolhe por onde quer andar, se pelo meio da densa floresta, seguindo o fluxo da água, à pé ou usado veículos. Os veículos, inclusive, são alternativas interessantes, pois boa parte possui poder de fogo, como sub-metralhadora ou lança míssil. Entre eles temos carros, barcos, tanques, helicópteros e o ficcional VTOL, uma espécie de transporte aéreo - todos muito bem detalhados e convincentes. Os carros, por exemplo, podem ter seus pneus furados e se atiramos no tanque de gasolina veremos uma bela explosão. Enfim, tudo é possível - basta ter imaginação. Para ilustrar isso, em um momento do jogo conseguimos um veículo e aceleramos para cima de um vilarejo. O veículo passou por cima de uma pedra que serviu de rampa e caiu sobre uma cabana, desmontando-a por completo e matando quem estava embaixo.

A Inteligência Artificial do jogo é excelente! Prepare-se para ser literalmente caçado! Os inimigos se comportam como soldados treinados: eles perseguem, se organizam, atiram granadas, atacam pelos flancos e sempre surpreendem. Se estiverem em pouco número chamarão reforços e na maior parte do tempo se comportam de maneira convincente em suas táticas e ações. Mas o que realmente impressiona é como a Inteligência Artificial reage e se adapta às mudanças que fazemos no cenário, especialmente se destruímos tudo o que vemos pela frente. Os soldados pulam obstáculos, desviam de destroços, usam objetos como cobertura, resultando em experiência de combate muito intensa, realista e divertida, onde não há aparentemente ação pré-concebida. ?? claro que nem tudo é perfeito. Infelizmente há alguns bugs que atrapalham neste aspecto. ??s vezes os soldados ficam atirando sem parar ou ficam simplesmente imobilizados sem reação dentro de veículos.

Outro componente que beneficia e muito a jogabilidade de Crysis é o alto nível de interação e física. Muitos questionam o "peso" de Crysis no computador (falaremos disso mais abaixo), todavia tal peso parece ter sua justificativa. Crysis é certamente o título mais interativo que já passo pelas nossas mãos. Se o jogador andar pela vegetação, verá folhas se mexendo com o seu movimento. Se atirar nas árvores elas se quebrarão (e podem até matar alguém que estiver embaixo quando caírem). As cabanas do jogo são completamente destrutíveis. Além disso, você pode agarrar caixas, sacos, pedras, cadeiras, mesas, e boa parte dessas coisas se quebram aos pedaços quando arremessadas. A quantidade de objetos lançados por uma explosão é realmente grande e é muito comum chegar a um cenário paradisíaco e transformá-lo em ruínas após um explosivo combate.

O sistema de Ragdoll (a física para os corpos dos personagens) é bem mais realístico que boa parte dos games atuais, especialmente se compararmos com certos títulos onde os inimigos são lançados a 5 metros de altura quando levam um tiro na cabeça. Com tantos objetos e física, temos aqui também alguns problemas e bugs. Alguns objetos ou armas quando caem ficam vibrando no cenário, ao que parece tentando "se encaixar" no espaço. O jogador deve também tomar cuidado em passar perto do acúmulo de coisas nos cenários, pois se for ligeiramente "apertado" em algum vão, morrerá instantaneamente.

Quanto às armas, Crysis disponibiliza um bom arsenal. Começamos o game com algumas armas interessantes, mas logo somos forçados a trocá-las por falta de munição. A velha máxima que diz "a melhor arma do jogo é a que o inimigo está utilizando naquele momento" também se aplica aqui, obviamente por causa do maior número de munição disponível. As armas do jogo são: pistola (podendo usar uma em cada mão), metralhadora sub-automática, espingarda, Scar (rifle híbrido de assalto), FY71 (rifle de assalto norte coreano), rifle de precisão, mini-canhão (pesado e letal), rifle eletromagnético e lança mísseis. Como já dissemos, trata-se de um bom armamento tanto para curta, média e longa distância.

A bem-vinda novidade em relação ao armamento é que o jogador pode modificá-lo em tempo real. Apertando a tecla C (ou pelo menu da suíte) o jogador pode, numa fácil e rápida interface, personalizar sua arma e deixá-la com as características para o seu estilo de jogo. Há mira de precisão, mira de assalto, módulo de lanterna, mira laser, dispositivo lançador de granadas, dispositivo tático, silenciador e módulo flash / laser. Tais modificações sempre trazem vantagens e desvantagens, como a redução do poder ou até menor precisão na mira. Entre as granadas temos as de fragmentação, de fumaça (para enganar o inimigo) e flashbangs (que cega temporariamente quem olhar para a explosão, provocando desorientação). O jogo disponibiliza ainda mais armas no modo multiplayer, como veremos mais abaixo.

Saindo agora dos detalhes e observando Crysis de uma maneira geral, em dois terços do tempo de jogo combatemos soldados na mata. Neste aspecto, Crysis se comporta muito bem como um shooter clássico. Já perto do final, os Aliens entram na história e a partir daí temos uma modificação significativa na jogabilidade. Tomando cuidado para não adiantar nada a você leitor, o mínimo que podemos dizer é que a fase da micro-gravidade é completamente desorientadora e original. Seu level design é incrível e os ângulos modificados com o movimento do mouse só aumentam a sensação de estranheza. Muitos podem não gostar muito da abrupta mudança que ocorre, já que não há mini-mapa e uma boa dose de paciência é exigida para passar esta etapa. Entretanto, a mudança funciona mais como prelúdio daquilo que está por vir, sendo acima de tudo uma experiência visual incrível.

As missões do jogo são em sua maioria voltadas para ação e combate, não permitindo que o jogo caia no marasmo. De tempos em tempos o jogador é lembrado de seu objetivo, mas sempre com muita liberdade para cumpri-los no momento e da maneira que desejar. Caso o jogador explore o cenário, aparecerão missões secundárias. Mesmo assim, com cenários enormes os desenvolvedores poderiam proporcionar ainda mais missões para que não ficasse muito patente a sensação de "quero mais". Já as fases finais do jogo infelizmente não são tão interessantes como no começo, pois apesar da intensidade do confronto com os alienígenas, a estratégica de combate fica menos desafiadora. Nada que chegue a atrapalhar ou ofuscar a experiência que o jogo proporciona, afinal, Crysis deve ser visto como o primeiro de três jogos - e o final deixa exatamente um ótimo gancho para o que vem por aí, um jogo que deverá misturar ambos os tipos de ação.

Quanto à longevidade, Crysis apresenta no single-player ótimos motivos para jogar novamente. Os mapas das fases são passíveis de uma exploração pacienciosa, o que se for feito vai proporcionar uma experiência mais imersiva e longa. Entretanto, se o jogador se ativer apenas aos objetivos e missões, Crysis não será um jogo tão longo, podendo ser finalizado em menos de 15 horas.

Os jogadores brasileiros contam ainda com a chance de optar pela compra da Edição de Colecionador que vem em um Box muito bem feito, incluindo CD com trilha sonora, DVD-ROM de bônus como screenshots, story board, arte e making of e um encarte de algumas páginas com a arte do jogo, além de um veículo especial que pode ser jogado no multiplayer. Uma rara chance de obter uma edição especial a um valor compensador oferecida pela EA.

Áudio


A bela e poderosa trilha sonora de Crysis foi produzida pelo famoso compositor Inon Zur, premiado por suas músicas em jogos de vídeo-game e outros filmes de sucesso tanto para o cinema quanto TV. O Box da edição especial do jogo vem com um CD de 22 faixas, dando assim a oportunidade de se ouvir atentamente cada composição. Trata-se de música da mais alta qualidade, carregada de percussão, metais e com uma orquestra tocando intensamente uma melodia incrivelmente inspirada e marcante. O tema é sempre repetido por meio de ótimas variações fazendo com que a melodia permaneça na mente do jogador. A sua execução no jogo é perfeita e sempre faz fundo exato à ação que ocorre na tela. Isso é possível pela engine do game, que não apenas reage aos eventos específicos e ações do jogador como calcula a distância do jogador entre certos objetivos para que a música se encaixe. O resultado é uma experiência de jogo onde tudo se "casa" perfeitamente.

O trabalho de dublagem também se destaca e traz o mais alto grau de profissionalismo (diferente das vozes estereotipadas de Far Cry). Há naturalidade, poder e talento nas vozes que preenchem os personagens. O herói, Nomad, não é como o silencioso Dr. Freeman de Half-Life. Aqui, o herói chega a falar e reage ao que acontece em volta (em momentos específicos), e tudo é feito de uma maneira tão harmoniosa com o contexto que nos esquecemos de que se trata de um jogo. Prova disso é na fase da micro-gravidade, onde nosso personagem relata o que vê de maneira tão natural e convincente que parece tirar as palavras de nossa boca.

Os efeitos do jogo carregam uma grande carga de realismo. As armas têm som autêntico, as granadas possuem barulho "seco" e o lançador de mísseis possui um som tão interessante e realístico quanto a destruição que causa. O combate com os coreanos é muito bem dublado, alguns deles gritam em desespero, outros informam seu status para conseguir ajuda. Nas dificuldades mais altas do jogo eles não falam em inglês e sim em coreano, tornando a experiência de jogo ainda mais autêntica.

Multiplayer


Crysis apresenta um multiplayer animador com suporte para VoIP e capacidade de até 32 jogadores por LAN ou online. O jogo é enriquecido com a presença de 10 novas armas exclusivas para o modo, sendo que a novidade é a possibilidade de usar algumas da tecnologia alienígena para congelar inimigos.

Os modos de jogo são dois e trazem experiências bem distintas. O primeiro modo é o Instante Action, um deathmatch clássico no qual cada um joga por si. A ação é ininterrupta e os poderes da Nano-suite adicionam diversão e estratégia no combate, já que podemos ficar invisíveis e pegarmos alguns inimigos de surpresa. Os jogadores ressuscitam no mesmo instante após morrer e as armas podem ser coletadas em lugares específicos.

O segundo modo, Power Struggle, lembra o famoso Counter-Strike, embora apresente uma complexidade bem maior e exija uma curva de aprendizado longa para que o jogador conheça a particularidade dos cenários (que são enormes). Para obter sucesso é necessário trabalhar em equipe, além de assistir um tutorial, que ajuda, mas não exime o jogador de penar um pouco aprendendo. Cada equipe deve conseguir dominar pontos estratégicos do mapa, que liberam recursos como armas avançadas e os mais variados veículos. Conforme o jogo acontece, acumula-se pontos para serem usados na compra de armas e veículos na base.

No geral os dois tipos de jogo são divertidos e sólidos. A única limitação que encontramos é a falta de mais jogadores nos servidores para preencher este segundo modo de jogo, onde os cenários são enormes.

Gráficos


Nem as screenshots e nem as palavras fazem justiça àquilo que os gráficos de Crysis realmente representam. ?? preciso ver em tempo real no modo máximo para sentir do que é capaz o motor gráfico CryEngine 2.

No aspecto realismo, o nível dos gráficos para PC foram elevados a um novo patamar. Tanto as texturas estão detalhadas, como cada objeto está perfeitamente renderizado. Não apenas os exteriores (como em Far Cry) mas os interiores também estão à altura. Tudo é altamente foto-realístico e há alguns momentos em especial que chegamos a parar só para observar o cenário. A ambientação é ótima. Na ilha tudo parece vivo e é caracterizado em todos os pormenores. O já amplamente utilizado ciclo dia/noite está presente, além de chuva, dias limpos e neve. Esta última é uma das mais realísticas ambientações que pudemos ver num jogo para PC.

As sombras impressionam. Tudo gera sombra dinâmica, inclusive o próprio jogador. Se no pôr do sol subimos em uma casa, por mais alta que seja, vemos ao longe a sombra em perfeita harmonia física com o sol. Até mesmo a posição do sol deixa as sombras mais compridas ou curtas, e também debaixo das árvores é possível percebê-las em tempo real. A iluminação do jogo é portentosa e alcança seu clímax visual no amanhecer e pôr-do-sol, extremamente realistas e convincentes.

Crysis utiliza os mais modernos e variados efeitos especiais para adicionar requinte e características de cinema ao visual. Explosões geram partículas, pó, fogo e embaçam a vista do jogador. A profundidade de campo é utilizada quando o personagem aproxima o olho da das armas, conseguindo assim imitar o olho humano. Até a própria tela (que representa os "olhos" do jogador???) pode ficar suja ou molhada, dependendo da situação. E quanto a este último aspecto, a água só faltava molhar a tela, porque de resto é a mais convincente que já vimos! Mesmo debaixo dela, quando nadamos com o nosso personagem, o fundo da praia é extremamente bem feito, com reflexos e pormenores. Com certeza estes efeitos vieram para se tornar padrão daqui em diante nos jogos da nova geração.

A direção de arte do jogo reserva momentos inspiradíssimos. Um deles é quando uma montanha desaba ao fundo. A perspectiva de profundidade do cenário foi muito bem trabalhada e dá o tom certo para o suspense. Também a fase da micro-gravidade reserva uma experiência visual magnífica e em um momento específico lembra muito à experiência visual do astronauta do filme "2001: Uma Odisséia no Espaço".

Os NPCs são perfeitos. Quando pegamos um binóculo e aproximamos, conseguimos ver detalhes e pormenores impressionantes. A animação é muito natural e superior a tudo que já vimos. Eles pulam, agacham, não encontram problemas com os cenários e apresentam movimentos fluidos. Suas expressões faciais exprimem a exata idéia do que está acontecendo no momento.

A maior parte das características que dissemos até agora pode ser conferida na qualidade média do game. Porém, é na qualidade máxima e com DirectX 10 que vemos o que Crysis é capaz de fazer. E é aí que se encontra o "calcanhar de Aquiles" deste título. A CryEngine 2 é uma engine tremenda, porém uma vez que possui mais de um milhão de linhas de código, 1 GB de textura e 85.000 shaders, tudo com alto grau de interatividade e efeitos visuais de última geração, podemos afirmar com certeza que é quase impossível haver milagres de performance aqui, e computadores medianos para baixo vão sofrer para rodá-lo.

Crysis é um jogo intenso, não apenas para o jogador, mas para o seu computador. Mesmo em uma máquina de ponta para os dias atuais é possível conseguir entre 25 a 30 frames nas resoluções mais altas. Ainda assim haverá momentos tão intensos na tela (leia-se no seu processador, VGA, etc) que tudo vai virar um grande "slow down" - motivo da revolta para os usuários que compraram as últimas placas 3D do mercado esperando uma jogabilidade fluida. Por isso, fique avisado, as últimas peças de hardware do mercado atual ainda não dão conta de Crysis em todo o seu potencial.

Este é o maior entrave para os jogadores com PCs modestos, já que Crysis ficará um bom tempo inacessível para eles - pelo menos no seu modo visual mais impressionante. Quem sabe daqui há dois ou três anos, poderemos jogá-lo em todo o seu esplendor com 60 ou mais frames por segundo, como hoje fazemos com Far Cry. Quem viver verá!

Conclusão


Um jogo intenso, realístico, marcante e incrivelmente bem produzido. Cada detalhe de Crysis vale à pena, tanto como arte, tanto como jogo ou como diversão. No seu aspecto técnico, coloca os jogos eletrônicos em um novo patamar de interação e realismo. Para todos os gamemaníacos, Crysis é um jogo que honra cada centavo gasto, e que em nossa opinião, elimina facilmente os seus concorrentes na disputa do jogo do ano. Afinal, para os que gostam de jogos de tiro em primeira pessoa, Crysis não é apenas um jogo, é uma experiência única.

O grande problema com este título é o uso intenso de hardware. Não há atualmente uma máquina que rode bem o referido game em todo o seu potencial gráfico, o que o torna inacessível para a grande maioria dos jogadores. Mas para quem tiver paciência, Crysis ainda será um jogo apto para se rodar daqui há 1 ou 2 anos, quando o hardware suportar com alguma folga aquilo que ele pede. Sendo o primeiro de uma trilogia, aguardemos ansiosamente o que vem por aí - e é claro, com computadores cada vez mais rápidos!


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