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Review de Gears of War para PC de GamesBrasil

por Giordano Trabach, fonte GamesBrasil, data  editar remover


Introdução:


A história de Gears of War é contada em um planeta parecido com a Terra, chamado coincidentemente ou não, de Sera. Com um ataque de criaturas chamadas Locust, o planeta acaba com sua população quase que totalmente dizimada, sobrando para um prisioneiro levar a bronca e ser enviado em uma missão suicida, onde o objetivo é simplesmente adentrar no covil destes monstros e cortar o mal pela raiz.

Gears of War revolucionou a maneira de jogar online quando foi lançado no Xbox 360 em novembro de 2006, além de também ter um atrativo extremamente alto em seu modo campanha, a dinâmica diferenciada que o jogo apresenta. Tantas novidades assim acabaram se mostrando motivos mais do que suficientes para surgir a idéia de fazer uma conversão da franquia até então exclusiva do console da Microsoft para Windows, o que acabou se confirmando no meio de 2007, após vários rumores.

Logo no início, o jogador é apresentado a Marcus Fênix, o protagonista do jogo. Com seu humor refinado e ácido, logo é possível mandar bala nos monstrengos que infestam o mapa por meio de um buraco feito na terra.

Depois de ter saído da prisão, devido a um ataque organizado pelos Locust, Fênix se dedica a exterminar essa raça ameaçadora do planeta, mais tarde tornando-se capitão de um grupo de soldados das forças especiais COG.
Jogabilidade:

Um dos pontos mais fortes de Gears of War é a jogabilidade. Controlando um soldado em terceira pessoa, é possível ter uma visão aberta e clara do campo de batalha, além de poder realizar acrobacias para desviar de eventuais ataques inimigos. Claro que ao travar a mira em um inimigo, a visão fecha e torna mais apta a precisão ao acerto em pontos cruciais desejados, como a cabeça. Na versão para PC, foi implementado o uso do teclado e mouse, coisa que muitos dos jogadores da versão de Xbox 360 pediam a tempo. Porém, ainda há quem prefira o controle.

Com a implementação do teclado, a precisão da mira ficou mais prática de ser usada e a tecla "espaço" tornou-se o gatilho para pulos e acrobacias do personagem, como se encostar na parede ou outras partes do cenário, a procura de cobertura contra os inimigos. Foi também adicionado uma nova função nas teclas usadas para movimento com o uso dos dois toques, que funcionam da mesma forma que a tecla de "espaço", facilitando assim movimentação rápida em necessidade de desvio de tiros ou algo semelhante dentro do jogo. Aí, infelizmente, também encontramos um dos problemas do jogo: às vezes, o comando de desvio ou comando de se acobertar em alguma parede, por exemplo, é entendido de forma errada e acaba colocando o jogador em linha de frente contra os inimigos, tornando fatal o movimento.

O modo de jogo se tornou um atrativo para o game, sendo fácil e prático aprender a jogar. Uma vez que o game, em sua menor dificuldade, apresenta um certo desafio, que é o domínio dos controles que chega a ser um fator muito importante durante a jogatina. Claro, isto não é um obstáculo. A cada monstro vencido, o jogador se sente cada vez mais "experiente", aumentando o nível de interesse ao jogador no seu decorrer.

Na versão para PC, há a inovação de 5 capítulos a mais no final, que garante mais horas de diversão e uma complexidade maior na história. Desta vez, o monstro Brumak tem uma atenção maior - e diferente da versão do console, onde passa batido, sem muitos detalhes sobre o mesmo. As novidades da versão para Windows não mudam em nada a história geral em si, mantendo assim o mesmo final da versão encontrada no Xbox 360.

Áudio:


A parte sonora do game também é muito bem feita. A cada batalha, é possível ouvir gritos de guerra, rosnadas e cada tiro sendo atingido em objetos distintos como latas e pedra. Durante as batalhas, os soldados também costumam conversar, num tom de humor sarcástico, que torna a experiência ainda mais interessante, devido à inovação no jogo neste quesito.

Já a trilha sonora não é tão aparente no jogo. Sendo constituído em sua maioria de sons ambiente, a jogatina fica mais puxada para o real. Há logicamente momentos em que músicas são presenciadas, diga-se por sinal, totalmente apropriadas ao tema e estilo de jogo.

Multiplayer:


O modo multiplayer presente no jogo agradou levas de fãs pela Xbox Live em seu lançamento para o Xbox 360, tornando Gears of War o mais jogado na plataforma durante cerca de um ano. A receita para isso é a junção de uma excelente jogabilidade, gráficos muito bem acabados e um sistema de jogo via Internet muito bem acabado.

?? possível formar times de até 4 jogadores, entre as facções COG e Locust, travando assim uma batalha bem balanceada entre os 19 cenários e 5 modos de jogo diferentes. A novidade para a versão de PC fica para três novos mapas adicionados, além dos já disponibilizados por download pela Live e também um novo modo de jogo chamado "King of the Hill", onde os jogadores devem dominar certos pontos fixos do mapa e mantê-los em domínio durante o maior tempo possível.

O único fator negativo, que não é por uma falha e sim por uma limitação, é o fato de ser possível reunir no máximo 8 jogadores por sala (4 em cada time), o que pode frustrar aqueles que se acostumaram com os shooters mais modernos que chegam a suportar até 64 jogadores simultâneos. As partidas podem ser jogadas por meio da "Live List" para quem não tem assinatura Gold, mas para quem tem, é possível jogar partidas de ranking oficial na Live e também jogar contra outros jogadores assinantes Gold.

Ocorre que, para a nossa infelicidade, no Brasil ainda não foi lançado oficialmente o serviço da Live, o que impossibilita o jogador a realizar a assinatura do serviço.

Gráficos:


Na versão para PC, os gráficos de Gears of War estão mais bem acabados e mais coloridos do que a versão lançada no console. Logicamente, para usufruir do benefício é necessário utilizar uma placa de vídeo avançada e um monitor do mesmo patamar. Porém, mesmo com uma placa inferior, o jogo possui gráficos muito bem acabados e bem feitos, sendo possível conferir, por exemplo, até quantas cicatrizes Marcus Fênix possui em seu rosto. Este patamar gráfico é disponibilizado graças a engine Unreal 3, tecnologia usada também no jogo Unreal Tournament 3, que por sua vez tem gráficos bem parecidos com Gears of War.

Desta forma, os efeitos visuais, assim como os tiros, objetos, explosões e até pedaços e membros de personagens ao ar, estão extremamente bem acabados no jogo.

Para os padrões brasileiros de hoje, o jogo requer uma máquina um tanto potente para que possa ser rodado com performance satisfatória, assim como 12GB livres no HD. Porém, mesmo com as restrições, caso haja uma máquina ao menos com as configurações mínimas requeridas, o jogo flui de modo suave, de acordo com as opções especificadas pelo jogador. Isto se deve graças ao sistema de otimização que a Epic, desenvolvedora do jogo, utiliza em seus games.

Conclusão:


Gears of War é um jogo obrigatório para os amantes da ação contínua e principalmente para quem curte jogatina online frenética. Com gráficos de qualidade soberba, uma trama interessante com cenas empolgantes e um humor refinado de cada soldado de seu grupo, o jogo se destaca também por sua jogabilidade inovadora e o desafio constante a cada passo dado dentro do jogo.

Com um conjunto de qualidades tão benéficas para um game como encontramos em Gears of War, os pontos negativos passam até desapercebidos. No final das contas, valeu a pena esperar por este título de grande relevância agora também no PC, merecendo um sincero agradecimento à Microsoft e à Epic por terem atendido os pedidos dos jogadores.


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