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Review de Battlefield Heroes para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Battlefield, desde o seu lançamento em 2002, é uma série sinônimo de inovação. Primeiro trouxe mapas extensos, a não linearidade e diversos veículos disponíveis, enquanto seus concorrentes ainda tentavam se desprender da velha temática de andar, matar e passar de fase dos FPS. O tempo passou, a série saiu da segunda guerra e perambulou pelas mais diferentes batalhas, tanto reais como futuristas.

Se novidades sempre foram um diferencial, Battlefield Heroes saiu na frente, deixando o FPS e entrando no gênero TPS (Third Person Shooter) da melhor forma: de graça, sendo sustentado por um modelo experimental de venda de itens e publicidade da EA. A instalação é bastante rápida, não é preciso fazer longos downloads para começar a jogatina.

E tudo começa pelo site


Para começar a jogar é simples, basta entrar no site (http://www.battlefieldheroes.com/), fazer seu cadastro na EA e baixar um plug-in para Firefox ou Internet Explorer (funciona somente em PC por enquanto). O download não ultrapassa 30 minutos, até mesmo para conexões de banda larga humildes com menos de 1MB, o que é vantajoso e encoraja até quem não é fã do gênero. No que o download termina, o jogador está apto a começar a brincadeira, mas antes de qualquer coisa é necessário criar o personagem e isso é feito com poucos cliques no site.

O primeiro passo da criação é escolher o exercito que vai defender. As diferenças são nulas entre Royal Army ou National Army, mas logo após, três classes estão disponíveis e agora sim diferenças são visíveis. As três classes têm suas características: Gunners são lerdos, mas equipam armas de grosso calibre e tem 50% mais HP que o normal, enquanto Soldiers usam submetralhadoras, granadas e são ágeis. Já os comandantes são fracos, contudo abusam da sniper e ficam invisíveis aos adversários quando querem.

Como se pode ver, todas as classes são diferenciadas e uma necessita da outra para uma boa estratégia durante a campanha online. Em um primeiro momento, o jogador pode sentir falta de outras classes, ainda mais se ele jogou outros jogos no mesmo estilo. Principalmente se ele jogou Team Fortress 2 que, embora em primeira pessoa, partilha de muitas semelhanças com Battlefiled Heroes. Não se engane: as três únicas classes encontradas no jogo são suficientes e bastante distintas. A única grande perda foi a ausência de um médico que muitas vezes se faz necessário.

Após criar seu personagem chegou a hora de ir para as partidas online e se estiver sem sorte é o início das dores de cabeça. O jogo faz uma rápida verificação para encontrar servidores com jogadores compatíveis ao seu level. Muitas vezes, essa busca acaba sem encontrar nenhum online ou com vagas. Talvez a pior parte possa acontecer quando o jogador consegue logar no servidor e acaba ???chutado??? por causa do ping alto. Paciência é uma dádiva, dizia o poeta, porém até o poeta se irritaria após uma tarde perdida tentando permanecer conectado por muito tempo. A explicação dada pela empresa é a falta de servidores instalados fora dos Estados Unidos e que em pouco tempo, com a maior popularização do título, empresas do mundo todo disponibilizarão novos servers. Até que servidores brasileiros apareçam, os jogadores vão precisar ser insistentes e pacientes.

Dentro do desenho animado


Os gráficos são cartunescos, seguindo o estilo dos desenhos animados mais atuais. Abusando da tecnologia de cel-shading, as batalhas são engraçadas, deixando a violência de lado e apostando no bom humor. O que mais chama a atenção em suas fases é a paleta de cores vivas com árvores verdes, céu azul e nuvens que mais lembram algodões voando em cima da cabeça dos jogadores. Essa tranqüilidade só é quebrada com o fiel som das armas sendo disparadas e explosões que jogam terra para todos os lados. A escolha desse estilo não assusta hardcores e ainda atrai novos jogadores a se aventurarem em meio as belas e animadas paisagens da segunda guerra.

Uma vez dentro do jogo a diversão toma conta. O objetivo é simples: junto com seu time, conquiste locais estratégicos. Ganha o time que terminar a rodada com maior número possível de bandeiras erguidas. Jipes, tanques e aviões estão disponíveis para os jogadores e funcionam exatamente como em outros Battlefields possibilitando mais de um jogador embarcar em cada veículo. Interessante ver que a EA e a DICE (desenvolvedora) se preocuparam em fazer algo novo, gratuito, mas sem esquecer-se de pontos que são marca registrada da série.

Outras melhorias são as características de RPG e evolução do personagem. Assim como visto em Call of Duty 4 e 5, agora a batalha começa com um personagem sem experiência, e à medida que se joga vai ganhando pontos e ???upando ??? o soldado. A cada dois níveis um ponto é ganho e uma nova habilidade pode ser adquirida. Essa é uma das partes mais legais de Battlefield Heroes. Cada classe tem uma árvore de habilidades diferente que vão de curas extras a balas explosivas que fazem toda a diferença durante a batalha. Para manter o servidor equilibrado, o jogador sempre vai entrar apenas em jogos com adversários de nível semelhante, ou seja, cuidado quando for jogar com seus amigos para não subir de nível e deixá-los para trás.

Para as pessoas que querem evoluir rapidamente ou apenas dar um novo visual ao seu personagem é possível comprar Battlefunds, uma espécie de moeda virtual comprada com dinheiro real. Essa prática é muito comum em jogos de MMO gratuito e é uma boa alternativa para as empresas lucrarem e custearem servidores e atualizações. Infelizmente os jogadores brasileiros desprovidos de cartões de crédito internacional não vão conseguir comprar créditos. Esse seria um bom momento para a EA Brasil adotar a idéia e buscar alternativas para ampliar sua rede de vendas.

A loja de itens é bastante completa e tem desde coisas realmente úteis, que aumentam consideravelmente a velocidade de up do jogador, até roupas supérfluas que servem apenas para mudar o visual de seu personagem.

O maior pecado do jogo é o fato de ter apenas quatro mapas. Provavelmente a EA planeja ampliar sua quantidade com o passar do tempo e novas atualizações resolveriam isso, porém nada foi pronunciado ainda. Quem costuma jogar frequentemente vai acabar cansando das repetições. Como não existe a possibilidade de escolher um servidor ou qual fase se quer jogar, o jogador é lançado no primeiro server vago encontrado, podendo ser chutado automaticamente pelo ping alto, muitas vezes culpa do tráfico internacional. Por esta razão é comum ficar preso em um cenário por um longo tempo.

O Veredicto:
As dificuldades encontradas para se jogar, como o ping inadequado para os brasileiros, ainda não são suficientes para ofuscar o brilho de Battlefield Heroes. Sua diversão supera qualquer obstáculo presente. Os defeitos encontrados no jogo são problemas que, ao que tudo indica, vão ser contornados facilmente em atualizações futuras. A jogabilidade é simples e conhecida tanto por jogadores de MMO como de FPS agradando apreciadores dos mais diversos gêneros. Fazendo todas essa análise é impossível não crer que Battlefield Heroes irá atrair muitos jogadores que buscam um meio termo no mundo virtual.

Prós:
- ?? gratuito;
- Evolução integrada na jogabilidade;
- Todas as características mais marcantes de Battlefield foram preservadas;
- Pára-quedas.

Contras:
- Servidores fora do Brasil o que dificulta a vida dos brasileiros;
- Sem cartão de crédito internacional, sem extras;
- Poucos cenários.


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