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Review de Homeworld para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Quem curte a jogatina estratégica está fadado a vegetar permanentemente diante da tela do computador neste segundo semestre. Isso graças a lançamentos como Command & Conquer 2 Tiberian Sun, Age Of Empires 2, Total Anihilation Kingdoms, Seven Kingdoms 2 & 150; todos continuações de jogos de sucesso - e este que promete ser o mais inovador deles: Homeworld.

A mesma fórmula


De fato Homeworld é inovador, mas não deixa de herdar os
princípios básicos ditados pelo velho Dune & 150; o verdadeiro pioneiro dos jogos de estratégia em tempo real. Aqui também a estratégia começa em um centro construtor, representado pela magnífica nave mamãe. Dela saem suas unidades de combate e exploração, como naves de mineração, naves de reparo, sondas exploradoras, caças e fragatas com enorme poder de fogo. Minerar asteróides e nebulas rendem RUs, o dinheiro espacial, que serão convertidos em seu exercito de naves. A manutenção de um exercito eficiente com o mínimo de recursos continua sendo a essência da jogabilidade em Homeworld.

Aliás, em Homeworld, o bom aproveitamento de tudo que o espaço
sideral lhe oferece é um fator determinante para a vitória. Se você perder uma nave mineradora, uminha só, pode ser fatal. Ou, se ao invés de construir uma nave com canhão de Íons, você optar por dezenas de pequenos caças, você fatalmente irá ser exterminado em questão de segundos. As missões em Homeworld seguem um roteiro, como num filme, e, a não ser que você jogue uma mesma missão várias vezes, o que vem pela frente em cada capítulo é de uma obscuridade sem cabimento. Esta incerteza de como agir e impossibilidade de se prever o amanhã no jogo ajuda a elevar o suspense, é claro, mas não deixa de ser uma generosa dose de frustração. Assistir ao fracasso do seu exercito e ter que recomeçar, as vezes de até 2 capítulos atrás, é o destino de qualquer jogador de Homeworld. Esteja preparado para isso.

Ao contrário de outros jogos de estratégia em tempo real, a
continuidade da história de Homeworld faz com que cada novo capítulo (fase) mantenha o jogador com o que ele colheu na missão passada. Ou seja, se você terminou um estágio com apenas 1 caça e um minerador, na próxima missão você começa com seu 1 caça e 1 minerador, e dane-se se lá vem uma frota de 10 canhões de Íon pra cima de você. O espaço é cruel, baby!

Mas, pelo menos os espertos programadores da Relic Entertainment
tentaram te dar um handicap para evitar reinícios freqüentes de missões. Em certas etapas, o número de naves inimigas que vem te atormentar é determinada pela sua situação inicial. Portanto, nunca é bom terminar no fundo do poço, mas não vai adiantar muito se você mudar de fase com um exercito de milhões, se sentindo o todo poderoso senhor do cosmo.

??xodo interplanetário


O jogo conta a história do êxodo de um povo que descobre, enterrado no deserto, um mapa de seu planeta natal. na missão de volta pra casa tem que enfrentar alienígenas mal intencionados.

Entre as missões, cenas não muito excitantes, feitas de desenhos
em preto e branco que parecem remanescentes dos primeiros rascunhos dos designers, narram esta epopéia espacial. Isso justifica a batalha espacial e o faz muito bem. Dá para ficar realmente curioso sobre o destino da infeliz raça de viajantes.

Infelizmente para o modo multiplayer, o jogo bem baseado numa
história limita tudo a dois exércitos: Kushan e Taiidan & 150; com diferenças apenas estéticas, do desenho das naves & 150; a não ser por duas unidades realmente exclusivas de cada um.

Como você já deve ter percebido, Homeworld se passa no vazio do
espaço. Não há obstáculos para movimentar seu exercito. Por isso, é bom que seu cérebro esteja adaptado para o movimento tridimensional. Bom, mesmo que esteja acostumado, ainda assim navegar pelo nada é extremamente complicado e custa dias e mais dias de prática.

Imagine uma batalha de seus 20 pequenos caças, mais 5 dos grandes
& 147;destróiers& 148; contra mais um tanto do inimigo. O que se vê na tela são rastros de luz pra todo lado e um monte de pontos (ah, tem os pontos dos tiros também viajando neste espaço). Fica muito difícil localizar & 147;aquela& 148; nave no meio deste caos.
Esses são os contras de se fazer um jogo 3D na imensidão do espaço sideral.
Mas, os produtores fizeram um excelente trabalho com a interface do
jogo. Um menu para selecionar naves com mais precisão e comandos rápidos de avanço e recuo de tropas seria uma opção bem vinda aqui, mas... do jeito que Homeworld está, já é um feito e tanto.

??pico


Agora, o que é realmente bacana em Homeworld é a sensação de
imersão que se tem nas batalhas. Curto e grosso: os gráficos 3D de Homeworld são maravilhosos e isso, por incrível que pareça, não depende tanto de uma placa 3D.

Tudo em Homeworld é épico. Da trilha sonora, que varia da new-age
& 147;Agnus Dei& 148; (uma das músicas mais usadas na TV quando se quer emocionar) a uma frenética fanfarra techno no calor das batalhas. Pela primeira vez em um jogo de estratégia o impacto sonoro e visual supera a racional administração de recursos.

O Veredicto:
Homeworld é o jogo de estratégia mais bonito de todos os tempos. Se você está vagamente interessado em estratégia ou simplesmente aprecia os mistérios do espaço, não deixe de conhecer esta obra prima! Recomendado por mim, o todo poderoso senhor do cosmo (mas que foi dizimado em 1 minuto por um nerd americano ao testar o modo multiplayer).

Prós:
+ Imersivo como nenhum outro.
+ Gráficos soberbos.
+ Música soberba.

Contras:
- Controle espacial é complicado demais.
- Frustrante em alguns momentos.


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