GameVicio Entretenimento: GameVicio | FlashVicio | Hhide.ME | ClubVicio | Fórum | Flow | MovieVicio

Review de Gran Turismo 2 para PS1 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Data da Análise: 22/12/1999

Depois de um longo e tenebroso inverno, finalmente chegou às nossas mãos um dos jogos mais aguardados do ano.
?? fato que qualquer fã do automobilismo estava especialmente ansioso para conferir o que mudou na sequência deste clássico do Playstation, mas será que ela saciará aos seus mais profundos anseios gamísticos?

Terra ou asfalto? Simulação ou arcade? Você escolhe!


A primeira mudança visível é no número de CDs, agora o jogo vem em dois compact discs, um dedicado ao modo arcade e outro para quem deseja uma simulação mais "profunda".

O modo arcade, presente no primeiro disco, é direcionado para pessoas impacientes que queiram desfrutar de imediato o prazer de pilotar
perigosamente pelas pistas virtuais.

Já a simulação é um modo dedicado a aqueles que preferem ficar horas navegando pelos menus antes de jogar. A quantidade de informação disponível sobre cada uns dos veículos é enorme, um prato cheio para qualquer apaixonado por automóveis. As curvas de torque e especificações mais técnicas, são fabulosas principalmente se você entende o que elas querem dizer. Como no GT1, você poderá acumular riquezas ganhando corridas. Mas do mesmo modo que você recebe, você gasta. A tentação da compra de um novo carango para sua garagem ou do
"envenenamento" do ser veículo virtual é simplesmente real, isto é, o jogo te
força a correr mais e mais para você ganhar os créditos necessários e realizar seu sonho de consumo digital. Altamente capitalista e viciante.

Foram acrescentados também novos tipos de corrida. No enduro, o desafio se baseia em dar um número expressivo de voltas em uma pista. Este tipo de corrida é realmente interessante, pois GT2 lhe oferece circuitos
reais como o de Laguna Seca. Você poderá sentir todas as emoções envolvidas na
pilotagem de um foguete por quilômetros e quilômetros a fio.

Pela madrugada! Mais de QUINHENTOS carros!?!?


500 carros é carro pra burro!!! E por ser tão absurda tal cifra é o principal apelo mercadológico do GT2. São necessárias pelo menos três gerações suas para conseguir disponibilizar todos os veículos deste jogo.
Há uma infinidade de marcas e tipos de automóveis que vão desde uns humildes compactos, como o Mini Cooper e Ford Ka até potentes Mercedes e Corvettes para o seu belo prazer. De quebra ainda foram incluídos aqueles carrões dos anos 70 que usam testosterona ao invés de gasolina como combustível.

Grande parte da diversão e do sucesso do Gran Turismo original se devia ao comportamento realístico dos automóveis. Ciente deste fato, a Polyphony simplesmente repetiu a fórmula do sucesso e mais uma vez se saiu bem no quesito jogabilidade. Cada um dos mais de quinhentos carros presente em GT2 recebeu atenção especial com relação ao modelamento físico; tudo para garantir que cada um se comportasse com um absoluto realismo.

Paciência e dedicação são as palavras-chave para se extrair o máximo de GT2. Muitas batidas e a perda total do controle do veículo serão integrantes naturais das suas primeiras jogadas, principalmente nas pistas de rally. Isto se deve basicamente a sensação de realismo que os programadores tentaram transmitir. Mas após algumas tentativas, o brilhantismo com o qual as pistas foram traçadas se torna evidente e o sentimento de satisfação impera após cada curva tangenciada com sucesso.

A variedade dos cenários e circuitos é mais um aspecto positivo. Os circuitos são ambientados em locais que vão desde cidades históricas italianas até cenários metropolitanos, repletos de arranha-céus.

O Império Estético de Reiko Nagase


Infelizmente não trago só elogios para Gran Turismo 2. ?? nítida noção que o maquinário 3D por trás da jogatina é exatamente igual ao do antecessor Gran Turismo. Uns dois ou três anos atrás este mesmo maquinário causou um considerável impacto, mas para os padrões estabelecidos por jogos como Ridge Racer 4, os gráficos de GT2 comem poeira. Lamentável. Isto tudo nos leva a concluir que o jogo foi terminado meio às pressas apenas para aproveitar a correria natalina. Certos bugs na formação do cenário são constantes e simplesmente inadmissíveis para um jogo que exala realismo.

A fluidez dos gráficos também não se mantém constante, às vezes ela sofre uma considerável queda devido ao processamento pesado. Como o Silent Hill, este jogo deveria ser lançado exclusivamente para o
PlayStation2.

Em contrapartida, os carros são muitos bem feitos. Devem ter muito mais polígonos em um único veículo do que no cenário inteiro a sua volta e isso fica evidente nos replays - bem mais atraentes que aquilo que se vê na hora em que o jogo é propriamente jogado.

O Veredicto:
A atitude oportunista da Sony não me deixa outra escolha e a comparação é inevitável: Ridge Racer Type 4 tem melhores gráficos, música e um chuchu virtual chamado Reiko Nagase - um conjunto que supera facilmente GT2. Gran Turismo continua sendo um belo produto, mas nunca poderia receber o dois na frente do nome. Perante o consumidor, o mais justo seria classificá-lo como apenas um "add-on". Ainda assim, a variedade das pistas e o número gigantesco de carros digitais tornam este jogo uma excelente opção de compra e obrigatório para você que não possui o primeiro exemplar da série.

Prós:
+ Mais de quinhentos carros para o seu bel prazer;
+ Quase cinqüenta variações de circuitos;
+ Som dos motores é perfeito;
+ A mesma jogabilidade do Gran Turismo original;
+ Os replays continuam bons;

Contras:
- A mesma jogabilidade do Gran Turismo original;
- Gráficos horrendos na maioria das vezes;
- Oportunismo da Sony.


Nenhum comentário

comments powered by Disqus
Outer Space
8/ 10
Média da crítica
Média dos usuários
Sua nota

Sobre o colaborador

avatar de Giordano Trabach
©2016 GameVicio