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Review de Gabriel Knight 3: Blood of the Sacred, Blood of the Damned para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Quem nunca brincou, quando criança, de detetive e assassino? Lógico que brincar de "médico" sempre foi mais interessante, mas aqueles que possuíam uma afeição especial por descobrir várias pistas até desvendar os mistérios agora têm uma razão concreta para desfrutar de suas habilidades de Sherlock Homes barato. Gabrel Knight 3 vai lhe mostrar que esta brincadeira não é pra qualquer um. Principalmente quando se trata com vampiros.

O Schattenjäger está de volta


A estória do jogo se desenrola quando Gabriel, seguindo os seqüestradores do filho do Príncipe James, acaba em uma pacata cidade da França, Rennes le Château. Neste local, ele encontra com um grupo de turistas muito atípicos que estão em busca do tesouro de que várias lendas e mitos milenares afirmam se encontrar nos arredores desta cidade. Surpreendido com este tão comentado "tesouro" (o que inclui o conhecido Holy Grail) e contestando a verdadeira atividade fim deste grupo, Gabriel começa a desconfiar de que exista um relacionamento de alguma destas pessoas do grupo com o seqüestro.

Com a chegada de sua parceira, Grace, eles se juntam ao grupo, auxiliados pelo amigo policial Mosely que por "coincidência" está com os turistas, e começam a coletar dados, escutar estórias, ler sobre as lendas da cidade e conversar com os nativos do local. Cada um tem as suas teorias, seus segredos e suas finalidades, que muitas vezes contradizem às dos outros, e acaba que não se pode confiar em ninguém; todos são suspeitos.

Coquetel de idiomas chacoalha o cérebro


?? até difícil de explicar, mesmo em português, a bagunça que é este jogo. Gabriel, o personagem principal, é um Schattenjäger (significa Caçador de Sombras) nascido em New Orleans e descendente de alemães; Grace Nakimura, parceira dele, já dá pra ver pelo nome que têm vínculos com japoneses; Butchelli, um dos turistas, é italiano. Emilio Baza, outro turista, é de origem desconhecida mas lê livros em hebráico; Os demais personagens são franceses. Resultado disto: on ne comprends rien et on se deviens fou (Isto mesmo, não consegui entender nada e fiquei desesperado).

Em meados do jogo, tantos nomes de pessoas, locais e objetos em diversas línguas, embolam todo o raciocínio. Não sabia mais quem é quem, se este nome é de gente, de cidade ou de sanduíche novo do Mc Donalds.

Mas com a ajuda de Sidney, o mágico notebook de Grace que faria qualquer Bill Gates ficar boquiaberto, as coisas facilitam um pouco. Ele traduz, "escaneia" qualquer coisa, têm um banco de dados enorme e outros truques que perde a graça se eu contar.

Sangue Profano... Que sangue?


A estória, criada pela escritora Jane Jensen, é fantástica e apreensiva. Muito mistério envolve todo o jogo, com enigmas muito inteligentes e complexos. Esqueça aquela moleza de achar algumas pistas e solucionar os problemas. Várias pistas são encontradas, mas tem que pensar muito para conseguir um relacionamento entre elas. Você tem que prestar atenção em cada palavra, analisar mapas, comparar impressões digitais, matutar mil vezes em cada dado de um inventário de itens pouco convencionais neste gênero, e só então chegarás a conclusão que tem todas as peças de um quebra-cabeça mas não consegue encaixar nenhuma."Os segredos estão nas entrelinhas" e isto certamente irá mudar a sua concepção sobre solução de enigmas.

Na estória, tudo gira em torno de vampiros, fazendo com que eu esperasse muito suspense e muito sangue. Neste aspecto me decepcionei um pouco, principalmente com o final estilo Scooby Doo: "E o vilão éééé... Ruivo ??ring.

E mais: o jogo faz apologias a Jesus Cristo, montando uma estória paralela à da Bíblia, onde o filho de Deus teve filhos e vários outros santos e demônios se envolveram ele. Algumas cenas deixariam qualquer um abismado, como uma que mostra Jesus sendo crucificado. Com esta estória um tanto quanto anti-católica, o nome mais sensato seria Gabriel Knight: O Jogo Profano.

Carrinho bate e volta


Requisitos de máquina: computador potente e placa 3D; Requisitos de cultura: inglês fluente e francês; Requisitos de cérebro: paciência e extrema atenção.

Os gráficos são lindos e requintados. O som é muito bom, com falas e vozes presentes sempre, e a música dá um feeling perfeito. A jogabilidade é boa mas pode te prejudicar pois o sistema de câmeras é um pouco complexo e faz com que você tenha uma certa dificuldade em encontrar alguns itens. Os ambientes são pouco vastos, porém muito ricos em detalhes o que gera um excesso de load times que às vezes dão nos nervos. Isto, somado com um vai e volta de locais causa uma certa frustração.

O Veredicto:
Muito mistério, pouco suspense. Se estes quesitos fossem mais balanceados, Gabriel Knight 3 seria excelente... Porém, não deixa de ser uma opção magnífica para os fãs de investigação e um ótimo divertimento para quem curte o gênero. Au revoir!

Prós:
+ Gráficos soberbos;
+ Personagens intrigantes e misteriosos;
+ Estória excelente para quem não espera muito suspense;
+ Sons, falas e ruídos muito bons;
+ Interação com o ambiente é muito boa;
+ Enigmas inteligentes demais, que parecem sem solução;

Contras:
- Load times em excesso;
- Palavras e conversas até em latin embaralham seu cérebro;
- Vai e vem de locais aborrece;


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Outer Space
8/ 10
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