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Review de Half-Life: Opposing Force para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


O soar das cornetas mostra o nascimento de um novo dia no quartel. O sargento comparece no dormitório dos soldados, todos se levantam, se direcionam para o pé da cama, estufam o peito, erguem o nariz e escutam: "Despertem bonecas, meu nome é sargento T-Bornes, estou aqui para lhes ensinar tudo que vocês precisam saber. A primeira e a última coisa que eu quero ouvir de suas malditas bocas é "senhor". Fui claro? Aqui as coisas funcionam do meu jeito e a partir de agora vocês serão minhas marionetes: só falam quando eu perguntar, só dormem quando eu mandar. Quando eu disser pule, vocês perguntarão: que altura? Agora, você soldado, mecha sua bunda gorda até o campo de treinamento..." Começa então o mais novo episódio para o bem sucedido Half-Life. Assim, como alguns requisitos mínimos de sua máquina (Pentium 133 Mhz, Windows, 24 MB de RAM, 200 MB de espaço livre no disco rígido e o Half Life antigo) são fundamentais para jogá-lo, é fundamental e recomendável alguns requisitos físicos, como o uso de massa cinzenta. Afinal, Half Life, apesar de ser gerado no mesmo sistema gráfico de Quake, sempre esteve longe de ser um "mata-mata". Continuação ou não? Parece um bom começo, não? Mas isto é apenas o tutorial. Ao contrário de uma entrada triunfante por metrô como em Half Life, nessa continuação você chega a base por helicóptero após ser bombardeado pelo arsenal inimigo. Eu disse continuação? Na verdade, Half Life - Força Oponente é uma estória paralela ao primeiro Half Life, onde o personagem incorporado dessa vez não é o cientista Gordon Freeman e sim o militar Adrian Shepard. Interessante? A princípio sim, pois, por vários momentos, soldados de elite perguntam por Gordon e você chega até a encontrá-lo em ação, mas com o passar do tempo percebe-se que o enredo vai ficando cada vez mais fraco. A ausência de filminhos e da participação dos personagens controlados pelo computador é sentida, e faz com que a estória deixe de ser interessante. Mas é empolgante saber que o estilo do consagrado Half-Life não mudou em nada. Você continua não sendo o centro das atenções, ou seja, várias ações simultâneas acontecem independentemente da sua presença no cenário. Por exemplo, no quartel você pode presenciar um soldado fazendo flexões, ou correr até o portão de uma área restrita para observar os soldados entrando no helicóptero que decolará em instantes. Por falar em cenários, estes continuam criativos. Há lugares em que a estória o levará pelas mesmas fases do antigo Half Life.

Novos personagens Pelo fato de você ser um militar, há um enfoque maior na ação. Logo, em lugares onde o fogo inimigo espanta até os mais destemidos, o uso do rádio para chamar reforços é sempre bem vindo. Ao contrário de apenas cientistas e policiais, a ajuda virá com sangue de Pitbull nas veias, por isso, não se surpreenda se soldados despencarem do céu como bananas, ou saírem arrombando portas ao seu encontro. Dentre esses novos reforços destacam-se o médico (bastante experiente no manuseio da seringa), o mariner (grandalhão e rabugento, no estilo Silvester Stallone) e o meu preferido: o engenheiro, que equipado com seus cigarros Marlboro e um poderoso maçarico, não há porta que o impeça de arrombar (o melhor é que se você cansar dele, você pode usa-lo como bomba humana devastando todos os inimigos que estiverem ao redor, basta atirar no tubo de oxigênio que carrega nas costas). Deleitoso e inúmero armamento
Assim como no programa do Bozo, onde "o melhor sempre é sorrir", Half Life - Força Oponente lhe dará também vários motivos para mudar de semblante. Com inúmeras armas novas (para ser preciso nove) somando um total de vinte e três armas e alguns novos inimigos extremamente inteligentes, a diversão é fator determinante para o seu contentamento. Dentre as novas armas destacam-se: rifle sniper (bom para aqueles alvos distantes), rifle de choque (parece uma formiga alienígena), lançador alienígena (lembra uma lombriga, só que em foram de arma), pistola Desert Eagle com mira laser e fuzil M-249. Com inúmeras armas e texturas de pele, o modo multiplayer ficou ainda mais bacana, mas nada que se compare visualmente a um Quake Arena ou Unreal Tournament. Os ambientes estão mais agradáveis, próprios para o estilo mata-mata, pois as fases não são muito grandes e possibilitam o encontro com o inimigo a toda hora. Só senti falta de um modo contra o computador em multiplayer. Uma pena. "As Leis de Murfhy no Combate" O "manual do soldado", que vem no pacote distribuído pela Brasoft, oferece algumas informações interessantes. Nele você pode achar "As Leis de Murfhy no Combate", que são imprescindíveis para qualquer apreciador de combates em campo aberto como eu. São elas: "jamais se esqueça de que sua arma foi produzida pelo fabricante que ofereceu os menores preços", "todos os estopins de granada de cinco segundos queimam em três", "se é algo estúpido, mas funciona, então não é estúpido", "Murphy serviu no Vietnã" e etc. Cômico, não? Gráficos e sons Aparentemente, não se percebe nenhuma diferença gráfica, a não ser pelo belo menu inicial, o qual exime um efeito temático de fundo com soldados correndo e helicópteros sobrevoando o campo de batalha. As músicas, se é que podemos encontrar alguma de verdade aqui, deixam a desejar. Em momentos realmente raros de pura ação, você pode sentir o CD rodando dramaticamente para tocar uma musiqueta medíocre. Medíocre mesmo! Sua cabeça irá doer como se Carlinhos Brown e o Olodum em peso batucassem freneticamente em seus tímpanos, suas orelhas irão torcer como um burro pronto para dar um coice e lágrimas escorrerão parecendo que você acabou de cortar uma cebola e de tomar vinagre no bico. Resumindo é um show de mau gosto. A dublagem, que era um bom atrativo em Half-Life, perdeu o seu encanto na sua sequencia. Diversos "bugs" deterioraram as falas dos personagens, comprometendo o quesito qualidade. O mais frustrante é que o problema ainda persistiu mesmo depois de instalado o último patch. Mesmo assim a sonoplastia desta expansão de Half Life continua sendo de alto nível na maior parte do jogo, dando um o clima hostil e bastante envolvente.

O Veredicto:
Para aqueles que curtiram de montão Half Life e para aqueles que não tiveram a chance mas pretendem curtir algo do gênero, Half Life - Força Oponente é uma boa pedida. Leve em consideração a ótima idéia de uma estória paralela, os novos armamentos, fases e inimigos, e entenderás o que digo. Ele tem meu jóia.

Prós:
+ Excelente jogabilidade;
+ Armamento da pesada;
+ Boa climatização sonora.
+ Team Force Classic incluído.

Contras:
- Bugs sonoros;
- Multiplayer fraco;
- Música?;
- Half Life antigo instalado.


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