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Review de Drakan: Order of the Flame para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


As musas estão sendo retiradas das passarelas, onde deveriam estar exibindo a última coleção de Calvin Klein, para adentrarem no mundo virtual e partirem para carnificina contra as criaturas mais malignas. Apesar da contradição sensualidade/briga, estes jogos estão em alta e, para a alegria do público masculino, Drakan é mais um dos descendentes de Tomb Raider que entrou de cabeça na ênfase da expressão corporal. Rynn é gostosa, mas o jogo presta?

Pirralho perdido


Ambientado no mundo de Drakan, você é Rynn, uma guerreira que luta bravamente para salvar o seu irmão mais novo, que foi raptado por monstros. Com uma espada em mãos, tudo estava sob controle para nossa heroína, até que ela descobre que, por trás de tudo, estavam envolvidos elementos paranormais e mágicos. Sem condições para lutar neste meio de feitiçarias, Rynn recorre ao poderoso dragão vermelho, Arokh. Este réptil então resolve ajudá-la, mas, para isso, eles têm que fazer um pacto sagrado: serão unidos em uma só alma, ou seja, se um deles morrer, o outro vai junto.

O primeiro pecado de Drakan começa em seu enredo. Um jogo de aventura épica, repleto de mitos e mistérios, deveria ter uma estória muito mais consistente do que "tenho que salvar meu irmãozinho".

Programadores safados


Drakan é um jogo em terceira pessoa que mistura Tomb Raider, com muita ação, e Ultima IX, com ambientes medievais e um grande inventário de armas rústicas e magias.

A dificuldade de Drakan é mediana: ao mesmo tempo em que as batalhas com Rynn são difíceis (chegando até a serem monótonas) devido à força superior dos inimigos, os enigmas são simples. Quando com Arokh, a jogatina toma outro rumo, se torna um show à parte. Incinerar Wartocks é divertido, mas enfrentar outros dragões em um confronto aéreo é um páreo duro. Apesar de Rynn ser uma mulher e possuir todos os atributos que atraem um macho, Arokh rouba seu brilho nas batalhas tanto no modo Single Player quanto no modo Multi Player.

A enorme diversidade de armas e itens se contradiz com a quantidade que pode ser carregada pelo personagem. Fica aquela dúvida cruel e frustrante entre ficar com um cajado que será útil em batalhas futuras ou pegar uma singela chave que é necessária para progredir. Resultado: joguei fora itens precisos várias vezes, pois não tinha espaço para levar mais um.

O que me chamou muita atenção foi o fato da equipe da Surreal gostar muito de mulher. Apesar de ser parecidíssima com Lara Croft e ter pouca personalidade, Rynn é boa pacas e um colírio para os olhos masculinos, principalmente quando está pelada. "Você disse pelada?". Com a utilização deste arquivo, criado por um nerd norte-americano tarado, pude deliciar Rynn nua em pêlo, sem censura (só não contem para seus pais que foi eu que lhes dei isto).

Altos e baixos


A desenvolvedora parece ter feito uma opção: vamos exagerar em alguns quesitos e deixar os demais de lado? O visual do jogo é lindo: escarpas montanhosas, cachoeiras, muitas árvores, cavernas, casas e construções abandonadas formam um belo conjunto. Os ambientes, distribuídos em 11 fases, são tão vastos que chegam a assustar, e um sistema de neblina restringe um pouco a visibilidade para manter o jogo rodando em uma velocidade suave. Acabando com as frustrações comuns como "não sei o que fazer agora" ou "acho que estou perdido", os mapas são muito eficientes e lhe auxiliam na conduta dos objetivos e no seu posicionamento cardeal. Tudo é bacana, visto de longe.

Aproximando-se de quaisquer objetos, a pobreza no detalhamento gráfico fica evidente. Os personagens são tão quadrados que dá para se contar quantos polígonos os formam. As texturas do chão, das paredes, das pedras e até da água parecem isopores coloridos, como um cenário de teatro.

E o Oscar vai para...


Drakan. Sem sombra de dúvidas, os efeitos visuais e sonoros são os melhores já mostrados em um jogo de PC. A física perfeita foi utilizada em demasia, fazendo com que Rynn e Arokh possuam centenas de movimentos, todos eles muito realistas. Os efeitos de luz, reflexo e fumaça também nunca foram exibidos com tamanha qualidade. As sombras, geradas em tempo real, refletem exatamente todas as movimentações dos personagens, e variam de posição de acordo com a localização do sol ou de alguma outra fonte de luz que projete a silhueta no chão ou nas paredes; as chamas de uma flecha atirada em uma caverna escura ilumina todo o seu trajeto; os raios expelidos por magias chegam a ofuscar a vista.

Os efeitos sonoros também são bárbaros. O tilintar de um machado ao bater nas paredes, o ruído peculiar de uma espada quando atinge um oponente, os barulhos emitidos pelas magias, os gruídos dos monstrengos... tudo ganhou parabéns. Como utilizei um esquema de som com 4 caixas posicionadas ao meu redor, sendo que duas delas possuem um sistema de sub-woofer, o barulho das explosões chegaram a me deixar surdo. As músicas são boas, nada de impressionante, mas condizem com o jogo. Elas são utilizadas apenas para dar uma sensação de imersão e não para criar um fundo musical.

Caramba, fantasmas


Um erro comprometeu o jogo e pesou demais em minha análise final: os bugs. São milhares, milhões... a cada instante um acontecimento mais fantasmagórico aparecia. Mesmo depois de um árduo e demorado download de um patch para corrigir os problemas, de 8 MB, itens sumiam de meu inventário, meu personagem se agarrava em passagens estreitas e não saia mais, inimigos me auferiam apenas um golpe e eu já morria e por ai vai. ?? deprimente ter que aturar estes tipos de defeitos. E para piorar as coisas, uma opção Auto Quit deve estar embutida pois, de repente, no meio de um objetivo, o jogo dava um "boot" e fechava sozinho. Pelo amor de Deus, isto é inaceitável.

O Veredicto:
Em minhas primeiras impressões, eu já estava convicto que Drakan era um jogo memorável, merecedor da minha mais alta recomendação, porém, o tempo mostrou que nem tudo são flores. Mesmo com alguns erros fatais, este jogo é excepcional e merecedor do preço pago por ele.

Prós:
+ Efeitos visuais e sonoros são os melhores que já apareceram neste gênero;
+ Ambientes vastos proporcionam liberdade para exploração;
+ A fluidez da velocidade é constante e suave;
+ Física magnífica;
+ Rynn é uma delícia e Arokh é legal pacas;

Contras:
- Modo multiplayer sem sal;
- História fraca para o estilo do jogo;
- Pouco espaço para carregar itens;
- Bugs irritam profundamente.


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8/ 10
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