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Review de MechWarrior 3 para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Após três longos anos de espera desde o lançamento de MechWarrior 2, chega às lojas a continuação da série mais consagrada de jogos de robôs, para saciar uma legião de fãs.

Depois do enorme sucesso sob o controle da distribuidora Activision, criou-se aquela sensação de "vão estragar tudo" devido à transferência da licença de Mechwarrior para a Hasbro. Será então que a qualidade se manteve? Vejamos.

Power up no sistema gráfico


Analisando pelo aspecto visual, a Zipper Interactive está de parabéns pelo trabalho executado em MechWarrior 3. O sistema implementado conseguiu unir uma física excepcional e gráficos soberbos rodando suavemente, mesmo em computadores não muito potentes. Um singelo Pentium 200 equipado com uma Voodoo 2 dá conta do serviço sem prejudicar o brilhantismo visual e a cadência do jogo.

Os cenários apresentados, apesar de pouco variados, são bárbaros. O detalhamento dos BattleMechs, suas texturas e a fluidez da movimentação das nuvens no céu, formam algo bonito de se ver. Agregando ainda mais valor, o espetáculo proporcionado pela física e pelos efeitos visuais chegam a ser surpreendentes. Na visão externa do Mech, nota-se a perfeição das mais variadas partes e articulações que se movimentam de forma independente e muito realista. As pegadas deixadas para trás, o fogo dos mísseis, o brilho dos lasers e as explosões magníficas montam um pacote visual atraente até aos olhos dos mais críticos.

Tiranossauros de Aço


A sensação de grandiosidade consegue lhe ser passada com perfeição ao pilotar um gigantesco BattleMech. Se equiparar, em tamanho, a uma torre, ou se aproximar de um veículo, dá uma noção exata de quão grande você é e, cá pra nós, pisotear alguns humanos que trafegam alegremente pelo cenário passa a ser um passatempo interessante. Conduzir estas engenhocas mecânicas de guerra, carregadas com 90 toneladas de armamentos e munições, também lhe dá uma sensação de poder sobrenatural.

O funcionamento do jogo é também um ponto que merece destaque. A priori, pelo excesso de equipamentos diferenciados que se pode escolher, Mech Warrior 3 se tornou mais estratégico. No laboratório de robôs, pode-se personalizar infinitas opções de armas e itens que são diferenciais enormes nas missões. O funcionamento do Mech é medido por um sistema de calor que limita o uso abusado de artilharia pesada e itens especiais. Ou seja, a utilização inadequada de armas pode gerar um superaquecimento e dar uma pane em sua máquina, e quando tal fato ocorre, necessita-se de um banho de rio, a utilização do sistema de resfriamento ou até um desligamento temporário de seu Mech, para que o calor possa ser dissipado.

Estes robôs são divididos em partes que sofrem reações distintas. Concentrando o fogo em uma determinada região do "corpo" inimigo, pode-se arrancar-lhe um braço e ver os fios pendurados, soltando faíscas; um excesso de tiros nas pernas, diminui a mobilidade do Mech e ele fica mancando até que seja reparado. E, se você tiver uma perna arrancada, "adios"... portanto, dividir a armadura entre todas as partes do corpo é fundamental.

Maior o tamanho, maior o tombo


O peso e a força são fatores predominantes. Você gosta de armas pesadas? Tudo bem, escolha-as, mas terás que agüentar o tranco que elas darão quando disparadas. A tonelagem de seu Mech influencia nos seus movimentos, ao mesmo tempo em que define sua performance durante as fases. Aquele mais leve e ágil não suporta armamento pesado e toma mais tombos quando recebe uma bordoada inimiga. Os mais robustos, agüentam mais as pancadas, mas perdem mobilidade. Tudo é tão bem feito que, para se ter uma idéia, o peso influencia no barulho que seu BattleMech faz quando caminha no solo, soando até como um batalhão do exército marchando.

Os sons não consagram Mechwarrior 3 como uma beldade sonora, mas exercem bem o seu papel. Vozes futuristas e sons mecanizados se aliam a ruídos de maquinaria em movimento que recria um ambiente muito similar ao filme Exterminador do Futuro. Sons de lasers e mísseis ecoam por todos os lados em um clima sombrio, caótico e hostil. A música passa um leve clima de suspense que imerge ainda mais o jogador nesta guerra frenética.

Fidelidade à série


A jogabilidade em MechWarrior 3 se manteve a mesma. A utilização do Joystick Force Feedback é algo de muito valor, pois as diversas funções, que geralmente são pouco exploradas neste controle, estão presentes a todo momento. Porém, ele não consegue substituir o bom e velho mouse, que é muito mais preciso em pontarias.

Uma novidade fica por conta da interação com outros Mechs amigos. Parecido com o jogo Swat 3, você pode comandar sua equipe, ordená-los a atacar um determinado alvo, proteger uma unidade, manter a vigia de um local ou ser reparado nas bases móveis. Legal, mas a escassez de comandos deixou um pouco a desejar. Nas missões, você vai pegando outros Mechs, armamentos, munições e equipamentos que poderão ser utilizados mais tarde.

Babando ovo?


Você deve estar pensando que este é o melhor jogo já feito pelos meus excessos de elogios. Mas não vá com muita sede ao pote... as coisas não são assim tão fascinantes e alguns problemas me atormentaram durante a jogatina.

A inteligência Artificial é um desses problemas. Não sei se uns Mechs são mais espertos que os outros, mas alguns deles chegam a ser idiotas, o que gerou uma instabilidade decepcionante. No lado do bem, uns são ativos, outros parecem uma plasta. No lado do mal, quando avistado um inimigo à distância, é só descarregar toda a munição de mísseis de longo alcance nele que o débil nem irá perceber que está sendo atingido. Acabando as cargas, volto às bases móveis, faço a recarga e continuo o mesmo processo até o infeliz morrer sem saber qual o motivo. Patético!

As batalhas ficam maçantes com o tempo. Pode esquecer o famoso botão "strafe" ou outras técnicas de esquiva, você está totalmente limitado. A falta de mobilidade defensiva acaba que assemelha um combate a uma briga de irmãos pequenos: eu te bato, você me bate, eu te bato, você me bate... até um começar a chorar. Acabou que este lenga-lenga fez com que o modo multiplayer se tornasse uma verdadeira balela, uma vez que só existe o popular Deathmatch. Basicamente, se resume em você ficar frente a frente com um caboclo, atirando e tomando tiro.

Apesar do grande número de missões, elas são muito semelhantes, com ambientes pouco variados e, pelo fato dos objetivos serem muito lineares, fica cansativo e restrito à "destrua tudo e pronto". Se não conseguir completar a fase, tem que começa-la desde o início e inimigos sempre aparecem no mesmo local (decorou, levou). Infelizmente, neste quesito a série continuou na mesma, e esta sensação não muito agradável de Déjà Vu nos objetivos cria um desânimo danado.

O Veredicto:
Os fãs da série Mechwarrior e do gênero simulação não têm o que reclamar: MechWarrior 3 é excelente e, de longe, o melhor simulador de robôs já feito. Recomendado!

Prós:
+ ??timo visual, sem exigir muito do computador;
+ Sons criam um ambiente tenso;
+ Enorme variedade de armas e equipamentos;
+ Boa diversidade de BattleMechs;
+ Física excelente;
+ Jogabilidade tradicional da série.

Contras:
- Modo multiplayer fede;
- Batalhas monótonas: toma lá, dá cá;
- Inteligência Artificial instável.


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Outer Space
8/ 10
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