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Review de Messiah para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Brincar de Deus pode ser muito perigoso, principalmente quando se tem ideais satânicos... depois de nos apresentar personagens um tanto, digamos, estranhos, como são os casos dos famosos Earthworm Jim e MDK, a Shiny Entertainment resolve tocar o horror com as leis divinas lançando Messiah. A proposta de trazer um jogo inovador resultou em 3 árduos anos de desenvolvimento, e o fim de tudo foi, por incrível que pareça, um jogo incompleto e um pouco ambicioso demais.

Rouba-almas


Tudo acontece na cidade futurista de Faktur, aonde uma nova espécie de seres malignos, os Fathers, quer dominar as forças do bem e do mal. Para impedir tal catástrofe, Deus (sim, o Todo Poderoso) envia para o planeta o anjo loiro Bob que, apesar de ser extremamente frágil e indefeso, tem alguns truques divinos como voar e possuir a alma de qualquer ser que atravessa em sua frente. E é neste ponto que esbarramos no quesito inovador de Messiah: o fato de possuir um ser a qualquer momento, passando a utilizar suas habilidades e armas, realmente é algo novo.

Sendo uma criatura divina, sua imagem pode causar um certo pânico aos cidadãos de Faktur, por isso ele deve entrar nos corpos e assumir a identidade do respectivo indivíduo, para que possa passar desapercebido entre os demais.

Como o anjo é fraco em resistência, os corpos dos possuídos passam a servir como armaduras ao nosso frágil herói alado, que pode utilizar dos atributos característicos deles para evoluir no jogo. Por exemplo, no corpo de um policial, habilidades como utilizar armas poderosas, utilizar miras telescópicas e ter acesso a áreas restritas da policia, são as mais relevantes. Esta troca de habilidades e a cautela em ter que se camuflar são os pontos mais fortes e divertidos.

Falhas... muitas falhas


Messiah é bastante completo e variado, com uma extensão de aproximadamente 15 horas de jogatina. Na maioria do tempo, deve-se tentar passar desapercebido nos locais, andando pelas sombras ou possuindo os corpos das diferentes classes de seres para não alardear os demais. Quando você é descoberto, prepare-se pro pau, pois a inteligência artificial difícil e assassina de Messiah costuma ser irritante. Finda que, em um tiroteio, eu não conseguia matar ninguém; ia morrendo e trocando de corpo freneticamente, até que todos fossem mortos pelo próprio computador.

Alguns outros pontos frustrantes em Messiah são a jogabilidade, cheia de comandos complicados e com resposta ruim por parte do personagem; os enigmas, que são pobres; e o fato de ter pular de plataformas durantes as missões. Tem coisa mais irritante do que ficar pulando abismos, caindo toda hora, reiniciando a fase várias vezes e tendo que pular tudo de novo? Argh!

Nos demais quesitos técnicos, Messiah fica na média: os gráficos - quando funcionam - são realmente espetaculares, formado por uma quantidade razoável de cores, belas texturas e animações bacanas. Os sons, que também não costumam funcionar todo o tempo, são bons, merecendo destaque para os gritos dos seres agonizantes, quando estes estão morrendo. A música, que vem em um CD separado, faz bem o seu papel, mas não merece destaque.

Tele-exorcismo, boa tarde


Os problemas mais graves de Messiah são seus incontáveis bugs, que aparecem nas mais diversas mutações visuais e sonoras possíveis. Jogando com uma placa de vídeo Voodoo 3 3000, experimentei uma aglomeração de problemas por mim nunca dantes vistos em um PC: Messiah travava, reiniciava, desligava, desaparecia objetos, tornava paredes transparentes e "suicidava" meu personagem. Visto que meu PC estava rodando outros jogos perfeitamente e eu já havia tentado todas as configurações possíveis em Messiah, resolvi apelar e chamar um padre exorcista em minha casa. Não conseguindo retirar o capeta de dentro do meu computador, o padreco me receitou o download de um patch que corrigiria vários bugs. Segui o conselho do velho homem e instalei o tal programa. Plim! Num passe de mágica, todos os problemas desapareceram, mas levaram junto o som e as músicas do jogo. Por estes e outros motivos que não merecem citação, Messiah recebeu o meu troféu CCE de "um dos jogos mais problemáticos da história", muito merecido por sinal.

O Veredicto:
Um jogo muito bom, sem dúvida, e que merece a atenção de quaisquer seres adoradores de uma boa ação. Infelizmente, por questões técnicas de funcionamento, recomendo a compra de Messiah apenas após o lançamento de um patch que realmente corrija todos os seus defeitos.

Prós:
+ A proposta de ter que possuir seres é bacana;
+ Gráficos belos e coloridos;
+ Parte sonora faz bem o seu papel, sem impressionar nem decepcionar;

Contras:
- Jogabilidade, que era pra ser um dos pontos fortes, ficou frustrante;
- Inteligência Artificial sanguinária;
- Pulação de plataformas e solução de enigmas bobos irritam;
- Excesso de bugs estragam por completo a fluidez de Messiah.


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