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Review de Motocross Madness 2 para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Mesmo não sendo uma simulação ou um arcade perfeito, Motocross Madness foi um verdadeiro sucesso pela sua grandiosidade e selvageria. Agora, dois anos depois, é a vez de sua continuação roubar-lhe o trono, aparecendo em um patamar superior de radicalismo, além de contar com novas pistas, opções, manobras, roupas e equipamentos oficiais e trombadas ainda mais alucinantes.

Os modos de radicalizar


Com exceção do modo Pro-Circuit, que funciona de maneira similar a um modo de carreira, o jogo é totalmente livre de objetivos. Existem opções para todos os gostos, além de serem totalmente personalizáveis e poderem ser selecionadas a qualquer momento, que fazem com que MM2 satisfaça os anseios de qualquer motoqueiro virtual. Ainda, a simplicidade dos menus, que são deveras belos, faz com que selecionar as competições, as motos, o piloto, o número de oponentes e o número de voltas, seja mais simples do que tirar doce da boca de uma criança.

Os modos Nationals, Supercross e Baja são sensacionais como os do jogo original, e ainda estão mais detalhados graficamente. Os dois primeiros são corridas com uma pista pré-definida, onde se deve ter um bom balanceamento e saber utilizar com precisão o conjunto acelerador-freios, sendo que a única diferença é que o Nationals acontece em espaço aberto e o Supercross em estádios fechados. O Baja é um estilo mais simples, parecido com um rally, com depressões íngremes, montanhas e buracos, ideal para principiantes que ainda não têm muita habilidade.

O modo Enduro é a novidade preponderante nesta continuação da série. Em ambientes abertos e com uma vastidão impressionante, você deve guiar sua moto por fazendas, florestas, estações de esqui e desertos, sempre mantendo a constância. Diversos obstáculos aparecerão para dificultar a sua trajetória, e estes também estão mais belos do que nunca. São carros, aviões, trens, ônibus, caminhões, tratores, uma infinidade de veículos que ficam simplesmente trafegando pelos cenários, recriando com perfeição a realidade. Os obstáculos fixos, como árvores, casas, pedras e torres acabam por tornar os ambientes bastante densos e perigosos.

O modo Pro-Circuit é interessante também, mas menos impressionante. Ele tenta agregar durabilidade à Motocross Madness 2, utilizando dos conceitos de um modo de carreira, que se resume em correr, ganhar pontos e somar uma grana para comprar motos mais potentes e equipamentos. Porém, como os oponentes (mesmo no modo Easy) são durões pacas, acaba que a obrigação de ter que chegar na frente para receber uma propina razoável, torna a jogatina frustrante.

O modo multiplayer é outro aspecto brilhante de MM2. Uma adição interessante foi um sistema de pontuação para os pilotos que competem via MSN Gaming Zone (servidor de jogos da Microsoft), fazendo com que eles possam ser comparados entre si e formarem um ranking. Neste, os 100 melhores jogadores de todos os tempos são condecorados com placas numeradas, que os diferenciam dos demais. Além das corridas, o modo multiplayer conta com a opção Tag, em que os pilotos, divididos em equipes, devem tentar acertar os outros com uma bola gigante.

Bom para os olhos, ouvidos e mãos


Se você achou a parte visual de Motocross Madness estupenda, pode multiplicá-la por dez. Nesta continuação, nota-se a atenção no detalhamento gráfico através das montanhas arredondadas, motos idênticas às reais, batidas de alta qualidade e cenários abarrotados de objetos. Ele ainda conta com os fabricantes oficiais de motos e equipamentos, como Yamaha, KTM, Honda, Fox e Answer, que já são um bom diferencial.

O som do jogo é outra pérola. O roncar dos motores fori capturado das motos reais, formando uma experiência auditiva soberba, nunca antes escutada no gênero. Mas, com o tempo, eles chegam até a irritar, tamanha a barulheira estridente dos motores, que lembram "skretchs" de DJs de baile funk. A ausência de músicas foi uma escolha muito bem feita, deixando os sons fazerem seu papel sem nada pra atrapalhar. Os ruídos dos veículos que trafegam nos cenários também são muito realistas, assim como o grito da torcida em um circuito fechado é de arrepiar.

A jogabilidade de Motocross Madness 2 é uma divindade. Os comandos são fáceis e a execução de acrobacias podem ser feitas sem necessidade de treinamentos árduos ou adaptações demoradas aos controles, sejam eles pelo teclado, mouse ou joystick. Nunca foi tão excitante e simples fazer acrobacias enquanto executa um salto monstruoso em alta velocidade.

Ai meu sais, problemas!


Sem comprometer o jogo, os problemas ficaram por conta de uma câmera ruim na perspectiva em primeira pessoa e da falta de coerência com a realidade. A câmera na visão do piloto é simplesmente impossível de ser utilizada, pois não dá para ter noção alguma de distância e muito menos do balanceamento da moto, que é de vital importância. Já a física ficou louca o suficiente para torná-lo divertido, ao mesmo tempo em que ficou simples demais para torná-lo real. Este leve distanciamento da realidade é justificado pelo acentuado exagero utilizado para se ter um efeito máximo de radicalismo. Por exemplo, pilotando na neve, dá para se sentir a diferença na jogabilidade, mas a moto não chega a deslizar, rodopiar ou ficar quase incontrolável, como deveria acontecer. A produtora Rainbow Studios optou em acentuar a dificuldade para aumentar a durabilidade, enquanto em minha opinião, o jogo poderia ter uma tendência mais forte pela simulação, o que o tornaria mais ousado e atrativo. Algumas técnicas de pilotagem cairiam bem. Acabou que, mesmo com tantas novidades, MM2 chega a ser um pouco repetitivo, se jogado por mais de 2 horas seguidas.

Outros pequenos problemas ainda existem. Gráficos excelentes, objetos detalhados e ambientes vastos = máquina parruda para rodar. Pode esquecer seu Pentium 266 com uma Voodoo 2: Motocross Madness 2 é bastante pesado e 64 MB de RAM são mínimos. Consequência disto, necessita-se de uma conexão muito veloz à Internet para conseguir jogar com mais 7 pessoas.

Mais uma contravenção é que a dificuldade do jogo ficou um pouco além da cota. Ao mesmo tempo em que é bacana ficar arrebentando o piloto nas árvores e pilastras para rachar de rir, correr para ganhar é foda e não trará tantas alegrias assim para os impacientes. Ou seja, ao mesmo tempo em que o jogo é excepcionalmente divertido, ele consegue ser frustrante.

O Veredicto:
Os fãs que postulavam um jogo digno de motocross não precisam mais aguardar. Sem sombra de dúvidas, Motocross Madness 2 é o que há de melhor já lançado, principalmente pelo elevado grau de diversão proporcionado por batidas e pegas alucinantes. Vá logo acelerando o cartão de crédito, pois este merece um espaço em sua prateleira.

Prós:
+ Gráficos excepcionais;
+ Ambientes detalhados, principalmente os aberto;
+ Licença dos fabricantes oficiais de motos e equipamentos;
+ Sons de arrepiar;
+ Modo multiplayer é uma beleza;
+ Divertido ao extremo;

Contras:
- Pesado demais, necessitando de uma boa máquina;
- Câmera em primeira pessoa ruim;
- Física boa para diversão, mas não para aproximar da realidade;


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Outer Space
8/ 10
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