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Review de MDK 2 para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Quem não gosta de sentar em frente ao micro para jogar um jogo de ação bem rápido, nem que seja para aliviar as tensões do dia-a-dia ou simplesmente para dar um descanso daquele RPG complexo que já está te dando nos nervos? Pensando em você, a Bioware, especialista em bons RPGs, como Baldur& 39;s Gate, fez MDK 2; um jogo cheio de coisas estranhas, mas que vai fazer você se divertir por horas a finco.

Minutos depois...


MDK 2 faz referência a 3 personagens muito malucos: o Dr. Fluke Hawkins, que é um gênio cientista excêntrico cheio de pensamentos e idéias mirabolantes; Kurt Hectic, que é um humano tímido, assistente do doutor e que serve de capacho e cobaia para seus experimentos; e Max, um cão robô bad-boy de 6 membros, criado por Dr. Hawkins.

Para quem não conhece o enredo do primeiro MDK, aprofundarei nele: Sendo caçoado pelos seus colegas cientistas, que o chamavam de nerd e biruta, Dr. Hawkins parte, em sua nave espacial Jim Dandy, em busca de alguma coisa que pudesse provar sua sanidade. Neste tempo, ele consegue criar seu primeiro ser dotado de inteligência 100% artificial: o robô-cachorro Max, que não foi lá grandes coisas, mas pelo menos não tentou matá-lo e nem tinha planos para dominar o mundo. Em meio desta bagunça, alguns aliens malvadões resolveram invadir a Terra (quem diria...). Então, nossos heróis se armam para poder enfrentá-los. Com a batalha concluída, os benfeitores estavam prestes a descansar quando uma nova onda de ataque começa... A história de MDK 2 se inicia, minutos após o término de MDK.

Cada louco com a sua mania


Cada personagem traz um estilo bastante diferente de jogar, devido às suas características físicas, habilidades e armas bem distintas. Max é um adepto das armas de fogo e faz uso de pistolas Magnum, sub-metralhadoras Uzi, escopetas e metralhadoras pesadas; Dr. Hawkins, como é um cientista e não um guerreiro, usa da loucura pra se defender, criando armas como uma torradeira turbinada, que atira pães atômicos, ou coquetéis molotov feitos a partir de bebidas; já o Kurt, possui uma jogabilidade bem parecida com a de MDK, com muitos tiros, saltos e itens. Ele tem um rifle de longo alcance, uma mini-metralhadora giratória e outros badulaques embutidos em sua armadura especial, a Coil Suit. Se, para você, tudo isso está parecendo muito estranho, fique sabendo que esta é proposta do jogo: ser diferente.

Inimigos doidões, chefes malucos, fases sem nexo, armas desengonçadas e missões atípicas acabam criando um clima bastante engraçado e divertido, sempre sem deixar de ser rápido e desafiador.

Reparando os erros


Depois dos erros cometidos em Messiah (feito pela Shiny Entertainment, criadora do MDK original), cuja jogabilidade não era muito amigável e o sistema de câmeras apresentava diversas falhas, MDK 2 (produzido desta vez pela Bioware) aparece trazendo uma simplicidade e uma praticidade enorme, e seu bom controle pode lhe render facilmente o título de um dos melhores jogos em terceira pessoa que utilizam o mouse (coisa que é difícil ficar bom).

Em MDK 2, os jogadores aproveitam tudo o que o gênero pode oferecer, pois ele proporciona perigo e tensão a todo instante, seja por monstros assassinos, enigmas confusos ou saltos matemáticos. Cada sala de uma fase tem sua dose de desafio, que não chega a irritar ou a frustrar por conseqüência de sua simplicidade ou complexidade. Em todos os locais existem muitas coisas para fazer, ver, matar e pensar.

Peidar de tanto rir


MDK 2 apresenta várias coisas cômicas, que por si só já valem a jogatina. Alguns objetivos chegaram a me surpreender, tamanha a dose de criatividade e humor. Por exemplo, em um banheiro, sentei no vaso sanitário e dei uma boa defecada, com direito a algumas flatulências bastante agudas, e o personagem começou a gritar tamanho o fedor que se encontrava no recinto. Um dos peidos fez com que alguns objetos do banheiro explodissem, liberando itens precisos como canos e secadores de mão. Estes, quando unidos, criam uma arma, o super soprador, que isola os inimigos com o seu vento... Vê se pode.

Tudo isso, aliado a várias seqüências de vídeos que introduzem a história no início de cada missão, proporcionam muitos risos e dão uma personalidade indiscutível a MDK 2.

Tecnicamente bom


Tudo no jogo é muito bom. Os gráficos são maravilhosos, com muita cor e efeitos de luz se misturando a todo instante. Este novo sistema gráfico criado pela Bioware especialmente para este jogo, o Omen, é excepcional para o gênero de ação. As fases tem texturas magníficas e acontecem em ambientes futuristas, onde quase sempre os cenários são fechados, como salas e galpões. Tudo rodando suave como a pele da Feiticeira, exibida com glamour na nova Playboy.

Na parte sonora, MDK 2 cai um pouco de qualidade em relação aos gráficos, mas não deixa a desejar. Os personagens resmungam a todo instante, as armas têm os seus ruídos peculiares, os monstros gruem como porcos selvagens. Porém, em alguns momentos, umas máquinas barulhentas demais chegam a irritar pela altura e repetição, além de sobressaírem sobre os outros sons.

O Veredicto:
A Bioware conseguiu mostrar a todos que é muito mais do que uma empresa que fabrica RPGs de primeira linha. MDK 2 pode ser classificado como um dos melhores jogos de ação deste ano. Ele pode ser tudo o que você sempre quis: belo, dinâmico, variado, engraçado, frenético e com um enredo consistente. Compre o seu já, e ???rache os bico??? de rir.

Prós:
+ Aglomerado bacana de coisas loucas;
+ Visualmente lindo;
+ A jogabilidade é uma beleza;
+ Personagens, objetivos e armas muito criativos;
+ Divertido pacas;

Contras:
- Falta um modo multiplayer
- Durabilidade não muito grande; Contemple algumas fotos abaixo:.


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Outer Space
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