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Review de Crimson Skies para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Depois de explorar os céus virtuais das mais variadas maneiras possíveis com as séries Flight Simulator e Combat Flight Simulator, a Microsoft resolve trazer um jogo de ação aérea que promete inovar. E consegue: Crimson Skies traz a diversão de uma forma há muito tempo não vista, mas traz também diversos probleminhas e bugs que podem irritar. Confira por que.

Ação nos céus


Devido à crise norte americana, que está dividindo o país em diversas nações isoladas, o tráfego aéreo de aviões, pequenos helicópteros e Zepelins tem aumentado e, com ele, o número de contrabandistas e piratas do ar. Neste ambiente entra você, assumindo o comando de Nathan Zachary, líder da gangue de piratas Fortune Hunters, que luta por interesses próprios. Como se pode perceber, não existe uma história com uma linha de raciocínio lógica em Crimson Skies, você basicamente vai conduzindo Nathan e sua trupe pelos diversos objetivos que vão surgindo.

Crimson Skies segue o estilo mais arcade, onde a ação e a simplicidade substituem a complexidade existente nos simuladores. O jogador não fica obrigado a se preocupar com algumas tarefas e características complicadas de aeronaves reais, como decolagens, pousos, perdas de sustentação (stall) ou mesmo manuseio de flaps.

Ao mesmo tempo em que este lado menos realista de Crimson Skies é um atrativo aos leigos que nunca pilotaram virtualmente antes, ele pode causar um certo desconforto aos fãs hardcore do gênero, em um primeiro contato. Mas não pense que pelo fato de ser um jogo mais arcade, significa que ele seja fácil. No modo de carreira, sua dificuldade começa bem amena e qualquer jogador será capaz de concluir os primeiros objetivos. Mas com a evolução das fases, os inimigos começam a ficar mais espertos, chegando a um ponto em que até os jogadores mais avançados sentirão uma boa dose de desafio.

Seguindo a onda da simplicidade, está a jogabilidade. As aeronaves do jogo são muito fáceis de manusear e um joystick - no caso utilizamos o Microsoft Sidewinder Precision 2 - é suficiente para utilizar todas as funções principais, necessárias para se progredir nas missões. Esqueça ter que decorar um punhado de comandos de teclado, o que comumente ocorre em simuladores mais avançados como Flight Simulator.

Show pirotécnico


?? medida que se vai evoluindo, novas aeronaves ficam disponíveis para voar. No entanto, um modo interessante permite que você customize suas engenhocas voadoras, que é o de construção de aeronaves. Nele, você escolhe uma carcaça, um motor, as armas e a blindagem, e deve unir tudo sem exceder o limite de peso da carcaça. Com tudo pronto, é só comprar a belezura e sair dando tiros por aí. Este modo é bastante útil, mas sinceramente não deveria chamar Construção, e sim & 147;personalização& 148;. Na verdade, você não constrói o avião, mas simplesmente o diferencia da maneira que quiser. Por exemplo, um Bloodhawk é, por padrão, mais ágil e rápido, mas tem poucas armas. Se você quiser, pode tirar da velocidade para colocar no armamento, criando um Bloodhawk modificado.

Crimson Skies já dá um show de visual em sua apresentação e em seus menus de navegação. Tudo, desde cores, fontes, fotos, vídeos e sons, foram incrivelmente colocados de maneira a dar uma ambientação perfeita dos anos 30. Tudo parece antigo, e, para se ter uma idéia, até as seqüências animadas são em filme preto e branco, com algumas falhas de reprodução, exatamente como se via nos cinemas de muito tempo atrás.

Sem dúvida alguma, os gráficos de Crimson Skies merecem menções honrosas, pois são um dos mais belos já vistos no gênero. Os desenhos extremamente originais das aeronaves dão um ar de criatividade incrível, ao mesmo tempo em que os ambientes ficaram muito detalhados, coloridos e bem reproduzidos. Efeitos de luz e fumaça também pipocam a todo instante, criando um visual belo. Agora, temos um pequeno porém aqui: não sei se foi por erro de programação ou um mau dimensionamento das fases, mas algumas delas sofre uma queda perceptível da taxa de quadros por segundo. Tudo roda bem, mas principalmente na última fase (Manhattan), a queda de quadros é enorme, destoando totalmente de tudo que tinha sido mostrado anteriormente.

Os sons e músicas também ficaram de ótima qualidade. Os aviões têm seus barulhos de motores distintos, assim como as armas também emitem ruídos de acordo com seu poder e calibre. As músicas estão de ótima qualidade, porém são relevantes basicamente nas telas de briefing e nos menus, tendo um ar de passado bem coerente com o jogo em si. As dublagens idem, ficaram perfeitas. Durante toda a missão, seus companheiros vão falando coisas e dando instruções de vôo muito úteis.

Diversão à toda prova


Voando, você terá que cumprir um total de 25 missões. Os objetivos são muito interessantes, porém eles, infelizmente, não fogem do que já existe no mercado, como atacar outros aviões, abater caças, proteger bases, resgatar indivíduos, destruir um alvo e fugir, etc. Mas acredite, mesmo sendo um pouco repetitiva, a diversão proporcionada consegue sobrepor este aspecto negativo, tornando as fases sempre agradáveis. Foi simplesmente uma honra, para mim, jogar Crimson Skies do começo ao fim.

Aliás, o ápice do jogo se encontra em sua diversão. Tanto no modo single player quanto no modo multiplayer, jogar Crimson Skies é um prazer desgraçado. ?? claro que o destaque fica para a ação sem tréguas via internet, pelo servidor de jogos MSN Gaming Zone, da própria Microsoft. Até 8 pessoas podem jogar simultaneamente e a velocidade flui tranqüilamente, sem maiores problemas mesmo com uma conexão de baixa performance. Os modos de jogo são Deathmatch, Capture the Flag e Zeppelin vs. Zeppelin team battle e as outras opções para a jogatina multijogador são via rede local, modem-modem e internet (conexão direta por IP).

Embora o site da Microsoft fale que Crimson Skies tem uma história interativa, não senti esta característica como relevante no desenvolvimento de minha carreira aérea. Os personagens não aparecem, não mostram como são, e também não existe alguma maneira de se comunicar com os companheiros de esquadrilha, onde se poderia dar comandos ou definir estratégias de combate mais inteligentes. O que tem de interessante na história são os momentos de briefing, onde as várias pessoas da Fortune Hunters conversam, contam piadinhas e utilizam um humor bem antigo, próprio da época, para explanar os objetivos de cada missão. Ok, isso é bacana, mas não o suficiente para definir o enredo como interativo.

Pau aqui, pau acolá, mas tudo bem


O maior problema fica por conta de alguns bugs e pequenas falhas de programação. Apesar de não serem absurdos, um deles merece um destaque: a perda do save game. Acredite, se você iniciar uma campanha e depois jogar um pouco o modo Instant Action ou Multiplayer, seu save game é simplesmente apagado. Como pôde a Microsoft disponibilizar um produto assim no mercado? Imagine-se na última fase, depois de ralar por horas, e simplesmente perder tudo por uma falha do produto? Lastimável. (Para que este Mega Bug não o atormente, você deve instalar um patch de 2 MB). Outra falha aqui é que o jogo salva automaticamente sua evolução, não existe aquela opção dar um nome do save game ou criar vários deles. Seu jogo é sempre sobrescrito, ou seja, se você criar uma nave e não gostar dela, dane-se, já salvou.

No entanto, outros probleminhas como o sumiço de alguns sons, a impossibilidade de destruir um inimigo quando este estiver parado no solo, e algumas outras travadas que deram esporadicamente também perturbam, mas não o suficiente para comprometer a diversão.

O Veredicto:
Crimson Skies consegue fazer um feito difícil no mundo do entretenimento eletrônico: unir criatividade, aventura, imerssão e diversão em um só produto, cujos defeitos quase não aparecem devido à alta qualidade dos demais aspectos. Talvez, se ele tivesse sido acabado com um pouco mais de carinho, seria perfeito, mas mesmo assim não deixa de ser uma obrigação para qualquer jogador interessado em voar.

Prós:
+ Um dos gráficos mais belos da aviação virtual;
+ Vozes, sons e músicas, em geral, soberbas;
+ Ambientes detalhados e texturas excelentes;
+ Divertido demais e muito prazeroso de se jogar;
+ Dificuldade gradual atrai jogadores casuais e não espanta os harcore;
+ Modo multiplayer gostoso de se jogar, aumentando a durabilidade;

Contras:
- O bug do Save Game pode ser caracterizado como um absurdo;
- Algumas falhas de áudio, de programação e travadas frustram;


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