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Review de Delta Force: Land Warrior para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Se você é fã de simuladores de combate como Swat 3, Rogue Spear e Spec Ops, já deve ter ouvido falar da série Delta Force, da Novalogic. Além de ser especializada em temas militares, esta empresa européia fez fama ao redor do mundo - no início da década de 90 - ao inventar a tecnologia Voxel para representar cenários em 3D.

Depois do bom Delta Force 2, a Novalogic nos trás Land Warrior, uma pseudo-continuação da série que acabou de chegar ao Brasil pelas mãos da Brasoft. Vamos ver então o que o jogo nos reserva.

O Voxel ainda vive


A primeira coisa que notei ao instalar Delta Force: Land Warrior foi o suporte às placas 3D da 3Dfx, característica ausente na última versão. Pensei então: finalmente os caras da Novalogic aboliram o ultrapassado "engine" em Voxel e trocaram-no pelos velhos e bons polígonos. Tive até que baixar na Internet os últimos drivers para minha Voodoo 3, já que o jogo se recusava a rodar sem a última atualização.

Quando comecei uma missão rápida, apenas para dar aquela olhadela inicial nos cenários e gráficos, veio a decepção: Land Warrior ainda utiliza um "engine" em Voxels, embora esteja bem mais adaptado aos tempos modernos, com suporte decente à aceleração 3D e boa taxa de quadros por segundo.
Entretanto, comparando este Delta Force com "engines" atuais como os utilizados em No One Lives Forever ou até mesmo em Quake 3 ou Unreal Tournament, fica evidente que o Voxel é uma tecnologia ultrapassada e que deveria ser aposentada. Os gráficos do jogo seriam excelentes em 1997 ou 1998, mas não passam na prova de fogo do século XXI.

?? uma pena, pois Land Warrior tem alguns cenários muito interessantes, que poderiam ficar bastante realistas com a ajudinha de um "engine" moderno.

Muitas opções armamentícias


Um dos maiores atrativos de Land Warrior é a grande variedade de rifles, metralhadoras, pistolas, fuzis, explosivos e equipamentos disponíveis, baseados em protótipos utilizados pelos exércitos mais avançados do mundo e incluindo os mais novos armamentos produzidos em série.

Os fanáticos por armas terão a opção de experimentar o novíssimo fuzil de assalto OICW (utilizado pelo programa Land Warrior do exército americano), a precisa pistola SOCOM .45 (famosa nas mão do durão Solid Snake, de Metal Gear Solid), o popular AK-47 (fuzil produzido na Rússia e utilizado por terroristas de todo o mundo, além de traficantes brasileiros) e a simpática metralhadora Calico. Além destes, o usuário poderá escolher o equipamento certo para cada missão: explosivos, granadas, lança-foguetes, coletes à prova de bala, mira a laser para marcar os alvos para a artilharia, respirador, etc.

As armas são muito bacanas e fielmente retratadas neste Delta Force, tanto visualmente como sonoramente. Pena que, na prática, não dá para ver muita diferença entre elas...

One shot, one kill


Antes de entrar em detalhes sobre a jogabilidade de Land Warrior, vale citar que as "preliminares" são muito interessantes. Você pode optar por entrar em campanhas ou missões rápidas; e em ambas tens que combater terroristas por todos os cantos do mundo com seu esquadrão de elite. A novidade é que neste terceiro episódio da série, você poderá escolher 5 tipos de soldados, cada um com sua própria habilidade (tiro de precisão, força bruta, habilidade debaixo d& 39;água, velocidade, etc). Depois, resta escolher os armamentos ideais para cada missão, ou aceitar a sugestão do jogo.

Durante a jogatina, você tem algumas surpresas agradáveis como, por exemplo: o sistema localizador GPS (para amigos e inimigos), os cenários vastos, a morte realista dos terroristas (de acordo com a parte atingida), o excelente sistema de mira telescópica (você continua podendo se mover pelo cenário enquanto uma bola do lado direito da tela amplia a imagem), sons muito bacanas e um clima envolvente.

Mas, infelizmente, Land Warrior persistiu no erro e não evoluiu substancialmente perante os outros episódios da série Delta Force. Em primeiro lugar, vale citar que os gráficos não estão no padrão que poderíamos esperar para o ano 2000/2001; são muito simples e às vezes até patéticos.

O jogo também sofre da síndrome do "1 tiro", que significa que você quase sempre alvejará o inimigo - e o matará - apertando o gatilho de seu "sniper rifle" uma vez apenas; mesmo que ele esteja a mais de trezentos metros de distância. O vento, um dos fatores que acarretariam o desvio da bala, não é lá um grande empecilho, e continua com a mesma velocidade em qualquer no cenário, até mesmo dentro de uma pirâmide egípcia!

Outro fator que vale a pena citar é a péssima inteligência artificial dos inimigos. Eles são mais bobos que o Sérgio Malandro, e conseguem a proeza de ficarem parados olhando para a frente, mesmo sob fogo cerrado seu. Para um jogo que tem o realismo como principal argumento de vendas, estes desleixos são imperdoáveis.

Mais para Quake do que Rainbow Six


Podemos considerar Delta Force: Land Warrior como mais um legítimo jogo de ação, sem compromisso com a realidade, onde os objetivos se resumem a exterminar os terroristas e resgatar os reféns. Ficou constatado em dias de jogatina que os diversos tipos de armas, equipamentos e habilidades dos soldados são meros coadjuvantes neste lançamento.

O mais divertido é o anárquico modo via Internet, que permite o confronto de dezenas de jogadores ao mesmo tempo. Por esses motivos, acho até injusto comparar este jogo com concorrentes do quilate de Rogue Spear ou Swat 3, verdadeiros simuladores de combates táticos.
Se a Novalogic investisse um pouco mais no "franchise", poderia fazer deste (ou do próximo) Delta Force um clássico. Mas enquanto isso não acontece, eu o avalio com uma nota:

O Veredicto:
Delta Force: Land Warrior é igual a um filme de Schwarzenegger: cheio de ação e com muitos defeitos conceituais, mas legalzinho pacas. Vale a pena para quem é nitroglicerina pura.

Prós:
+ O clima do jogo é legal;
+ Muitas armas e equipamentos;
+ Vastos cenários;
+ O melhor sistema de mira telescópica já inventado;
+ Modo via Internet;

Contras:
- Inimigos bobões;
- Gráficos de 1997;
- Não faz jus à fama de simulador;
- O download de "patches" não resolve a maioria dos problemas.


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