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Review de Oni para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Um projeto ousado. Certamente quem acompanhou a longa novela que se tornou a produção de Oni tiraria uma conclusão parecida com esta. Uma mistura de animes, um bom sistema de combates, recheado com uma história futurista e cheia de ação poderia transformar o dinâmico mundo dos games e mudar o conceito de jogos de ação. Mesmo encontrando coisas parecidas por aí, como Tomb Raider, poderíamos dizer que a menina dos olhos da Bungie Software viria para figurar entre os sucessos do ano, não só pelo extenso número de fãs dos animes pelo mundo afora, mas também por implantar um modo de combates corpo-a-corpo, uma coisa que não se vê facilmente em jogos para PC. O produto final dessa nova empreitada, mesmo que bastante interessante, talvez não tenha obtido o sucesso almejado...

De volta para o futuro

O ano é 2032. Vivemos numa sociedade vigiada 24h por dia pelas autoridades, que nos compensam nos dando uma vida de alto padrão social. O governo de coalizão-mundial comanda a comunidade terrestre e a Força-Tarefa Contra Crimes Tecnológicos funciona como uma espécie de guardiã contra a onda de tecnofobia instalada no novo mundo. Você entra na pele de Konoko, uma agente da Força-tarefa, e vai investigar o sindicato, que entra sendo o "lado mal" do jogo. História complicada, não? Mas não se preocupe, pois você não precisa estar a par dela para se dar bem em Oni.

O jogo começa numa base de treinamento, onde Konoko aprende os movimentos e ações básicas para ingressar em sua primeira missão. Há um bom número de maneiras de escapar, atirar, fugir etc. Vários tipos de pulos, corridas, e os famosos chutes no ar, apelidados carinhosamente pelos gamers de "voadoras", mostram o cuidado e capricho na produção desse setor do jogo.

Começadas as missões, nota-se que, infelizmente, o complicado é conseguir aplicar isso no campo de batalha. Mesmo que se trate de um jogo de 3a pessoa, o modo de controlar Konoko é baseado nos FPS (First Person Shooters). Isso seria uma boa idéia, não fosse o péssimo sistema de visão implantado, controlado pelo mouse. Devido a essa falha, é muito fácil ser surpreendido por um inimigo que chega por trás (no bom sentido, é claro), pois demora uma década para você conseguir se virar e atacar o infrator. Principalmente quando atacado por dois inimigos, torna-se impossível de se aplicar os diversos tipos de golpes e de fugas, fazendo com que o jogador perca a técnica e saia apertando todos os botões que vê pela frente, aproveitando mal todo o trabalho que os produtores devem ter tido para programar o sistema de combate.

Outro quesito ruim na parte jogabilidade é o fato de Oni explorar pouco a inteligência do gamer. O jogo funciona num simples modo, onde o objetivo é pura e simplesmente seguir o radar que mostra aonde devemos ir, ativar o dispositivo de uma máquina, que abre mais portas. Aí abrimos as tais portas, seguimos mais uma vez o radar, onde encontramos mais uma máquina, que abre mais portas. No caminho encontramos alguns inimigos, alguns deles munidos de armas pesadas, e outros que vem no "mano-a-mano". Ao mata-los, alguns liberam um pote que repõe a energia. Até que, por final, chegamos a certo ponto onde a missão acaba, e ficamos no "e aí?".

Há também uma boa gama de armas a sua escolha, assim como muitos inimigos, que são classificados entre atacantes, ninjas, as tropas fúria, a elite e os tankers. Muitas vezes, você será surpreendido por alguns atiradores que se posicionam em lugares estratégicos, o que dá um ar de dificuldade e desafio ao game. Durante as missões, também encontraremos alguns reféns que lhe darão dicas, assim como terminais que darão informações adicionais, fazendo com que s objetivos das missões sofram constantes "updates".

Animações muito pouco animadas

Durante o jogo observamos variadas animações, se é que elas podem ser chamadas assim. Os personagens mal se mexem, e até no momento dos diálogos fica difícil de saber quem está com a palavra, não fossem os quadraditos com as fotos dos personagens, que aparecem quando há algum diálogo. A conversação é apresentada com legendas, que facilitam bastante o entendimento de um jogo para aqueles que não dominam o inglês.

A parte gráfica de Oni não é espetacular, mas é agradável. As texturas são bem produzidas, mesmo que para isso presenciássemos alguns slowdowns em altas resoluções. Infelizmente, notam-se alguns bugs nessa parte, quando, por exemplo, algum soldado está morto no chão e seu corpo atravessa a parede. Nada que tire pontos de diversão no jogo. Quanto à parte sonora, podemos dizer que ela não compromete. Uma musiquinha ali, alguns efeitos sonoros acolá, e a falta de um som 3D não a define como um ponto forte.

Um fator bem implementado no jogo, foram os save-games. O jogo salva em determinados pontos da missão com boa constância, fazendo com que você não tenha que ficar repetindo o que teve grande trabalho para conseguir. Já para carregar, você tem a escolha todos os pontos já salvos, para que não tenha o infortúnio de carregar o game com pouca energia ou munição limitada, o que acarretaria numa morte iminente.

O Veredicto
Mesmo que Oni não represente tudo aquilo que a maioria de nós esperávamos, ele continua sendo inovador e bastante interessante, até mesmo porque não se encontram jogos desse estilo facilmente, principalmente no PC. O sacrifício da história, um gráfico pouco chamativo, a jogabilidade muito normal, não tiram dele o mérito que lhe deve ser dado. ?? aquela velha história que aconteceu com Daikatana. Talvez se não tivesse sido tão cobrado, badalado e esperado, asssim como se tivesse chegado nas prateleiras das lojas no tempo prometido, poderia estar hoje sendo considerado por mim um sucesso absoluto. Talvez um modo multiplayer, que foi cancelado, prolongaria em mais algum tempo a diversão deste game.

Prós
  1. Idéia inovadora;
  2. Boa variedade de golpes e fugas;
  3. Falta de um concorrente a altura neste estilo.


Contras
  1. Falta de um jogo multiplayer;
  2. História poderia ser mais envolvente;
  3. Sistema de combate prejudicado pelo fator câmera.



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