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Review de Fate of the Dragon para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Fate of The Dragon é um jogo de estratégia em tempo real que lembra um pouco Age of Empires por abranger a história das civilizações (entre outras coisas), mas com algumas características bem inovadoras. A história se passa na China imperial, num período de 4.000 anos da Dinastia Xia, cerca de 2.100 a.c. até a abdicação do último Imperador, Pu Yi, em 1911. Nessa época surgiram três reinos com três heróis (Cao Cão, Liu Bei, e Sun Quan).

No jogo você deverá escolher um dos três exércitos para poder começar uma campanha histórica, um joguinho com seus amigos no modo multijogador, ou o modo Skirmish (você joga contra o computador uma batalha configurada por você). Até então não tem nada de mais, a não ser pelo fato de como funciona o próprio jogo em si...

Mão-de-obra, o motor das civilizações
Assim como em Age of Empires, e na maioria dos jogos de estratégia desse tipo, em Fate a força do império gira em torno do trabalho dos peões de carga (no Brasil atual esses peões são conhecidos como a classe operária remunerada com um salário mínimo). Com eles você deve construir, plantar, criar porcos, transportar material, minerar, criar cavalos, etc. Ou seja, deve recolher todos os recursos oferecidos pelo cenário (milho, carne crua, madeira, e ferro) e produzir alguns outros (vinho, comida). Este processo é bem interessante e inovador. Ao construir uma fazenda, por exemplo, você deve colocar os trabalhadores alojados dentro dela e ainda indicar a função de cada um, que pode ser: cultivar milho, criar porco, ou até mesmo descansar debaixo de uma árvore mascando um galho de capim. ?? vida boa, sô! O mesmo processo se aplica a outras construções como a oficina (nela se faz comida e vinho), a oficina de máquinas (produz unidades engenhosas), o estábulo (cria-se os cavalos), etc.

Dentre as construções descritas acima, o estábulo é a mais interessante, não pela arquitetura, mas pela produção. Os cavalos, ao contrário de grande parte dos jogos de estratégia, são independentes, ou seja, você quando os cria não vira dono exclusivo deles, e também eles não nascem montados por ninguém. Isso quer dizer que você pode perde-los para o inimigo e que eles devem ser montados por uma unidade de guerra para serem usados. Eles também podem ser usados pelos peões para carregar uma grande quantidade de material de um ponto a outro. ?? uma idéia legal que aumenta o realismo e a diversão do jogo.

Os peões, além de trabalharem como loucos para extrair e produzir os recursos essenciais para a manutenção do império, têm outra importante função, eles também são a força militar do seu reino. Ao criar um peão você pode manda-lo trabalhar, ou então, treinar em um dos alojamentos para se tornar um guerreiro. Ele pode treinar para ser um arqueiro, um espadachim, ou um lanceiro. E aí se encontra um problema de Fate of The Dragon: o número de unidades de guerra. Apesar de você poder construir catapultas simples e sofisticadas, carros que soltam um balão para visualizar um lugar do mapa, carroças que atiram flechas, e algumas outras unidades fabricadas pelas oficinas, as unidades são muito escassas. Você pode construir três míseras ???unidades vivas???, comprar heróis em hotelarias, e fazer algumas máquinas de guerra... é muito pouco! Isto torna o jogo sem muitas opções estratégicas, e consequentemente, chato pra dedéu.

Saco vazio não pára em pé
A maior inovação de Fate of The Dragon fica por conta do funcionamento do mapa. A cada jogo você tem disponível o mapa onde seu reino fica localizado, o mapa dos reinos rivais e ou aliados, e um mapa central que liga todos os reinos. Quando você vai atacar uma vila inimiga, por exemplo, você tem que deslocar suas unidades pelo portão principal (que junto de uma muralha protege o seu império), ir para o mapa central, e de lá finalmente ir até o mapa onde fica a vila inimiga. O problema é que para deslocar tanto as unidades, paga-se um preço.

Além de você precisar de ouro (adquirido através de impostos) e matéria-prima para produzir as unidades, você precisa de comida e bebida para mantê-las prontas para uma eventual batalha. Essa necessidade de comida e bebida é mostrada por uma barra em cada unidade de guerra. A falta desses dois altera brutalmente o desempenho da unidade durante um confronto. Isto faz com que haja uma interação do exército com os recursos extraídos do cenário.

A moral também é um fator que influencia as unidades nas batalhas. Se você cobrar um imposto muito alto, a moral da sua população cai, mas em compensação você arrecada uma boa quantia em ouro. Baixando muito os impostos, você arrecadará menos ouro, o que dificultará na produção de novas unidades e implicará num aumento da moral. Portanto, a melhor solução é configurar a taxa de imposto de modo que balanceie o ganho de ouro com a moral da população.

O Veredicto:
Fate of the Dragon é um jogo que traz muitas inovações muito interessantes, mas que peca em alguns aspectos. As poucas unidades e o pequeno mapa atrapalham na elaboração de estratégias de combate fazendo com que todas as missões se resumam à mesmice de colher recursos e fazer alguns soldados e máquinas de guerra. ?? um jogo que tem potencial, mas que precisa ser lapidado.

Prós:
  1. Inovador em vários aspectos;
  2. Construções fiéis à época;
  3. Bons gráficos.


Contras:
  1. Pouquíssimas unidades;
  2. Som ruim;
  3. Mapas pequenos.



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Outer Space
6/ 10
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