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Review de Global Operations para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Apesar de mais e mais jogos em primeira pessoa serem lançados a cada dia que passa, cada um com gráficos melhores e histórias mais profundas que o outro, nenhum deles conseguiu atingir a popularidade do antigo Counter Strike. Por isso, ao invés fazer mais um produto cheio de tecnologia para este saturado gênero, a Barking Dog resolveu competir diretamente com o jogo multiplayer baseado no sistema gráfico de Half-Life, lançando Global Operations. Opções a dar com os dentes Como Counter Strike, Global Ops é baseado em times e totalmente voltado para confronto entre vários jogadores - apesar de ter um irrelevante modo single player. Não existe uma história ou personagens não jogáveis que irão interagir com você na jogatina: Global Ops é um conjunto de missões isoladas que acontecem em 13 mapas distintos, onde seu dever é acabar cumprir seus objetivos como membro de forças especiais anti-terroristas de vários países. Nos combates, você pode assumir uma entre 7 classes:

Heavy Gunner: Soldado de infantaria pesada que carrega metralhadores de médio porte. Ele é lento porém consegue segurar estas armas de grande recuo com maior facilidade. Ideal para dar cobertura para demais combatentes;

Demolitions: Expert em explosivos, este é o único elemento capaz de armar e desarmar bombas. Sua arma principal é um lança granadas;

Commando: Membro da infataria leve, este combatente carrega a maior diversidade de armas, no qual se destacam as metralhadores leves. Sua função é o combate direto com o inimigo e a invasão de construções;

Recon: Soldado perito em reconhecimento, o Recon é habilidoso em espionagem. Sua velocidade maior e seus equipamentos de rastreamento e identificação o tornam um elemento muito estratégico nos confrontos. Utiliza submetralhadoras, como Uzis, MP5, etc.

Medic: O baixo poder de fogo deste combatente é compensado pela sua possibilidade de recuperar a energia vital de seus companheiros e tratar daqueles que foram feridos gravemente. Pistolas e revólveres são suas únicas armas;

Sniper: O famoso atirador de elite, que pode manusear rifles de alta precisão com perfeição.

Oficial de inteligência: A participação deste elemento no jogo é a mais interessante e diferente. Sendo um oficial, o jogador assume o comando de sua equipe, mas não participa dos confrontos. Ele é um elemento tático que analisa os mapas, identifica pontos chaves, dá o direcionamento aos outros jogadores e define toda a estratégia de combate.

Como já foi dito, o modo de 1 jogador de Global Ops é bem fraco, difícil e com uma inteligência artificial precária. Só serve mesmo para se familiarizar com os mapas e pelo tutorial, que o deixa acostumado com as funções do jogo. O grande problema é que, como o foco são as jogatinas por internet, o jogador precisa imensamente de uma conexão rápida, principalmente os brasileiros.

Existem poucos servidores - os brasileiros estão, 80% das vezes, vazios - e os internacionais são muito lentos para conexões via modem. Assim, travadas acontecem momentaneamente e prejudicam a jogabilidade. Counter Strike encontra com R.t.C.Wolfenstein Com uma conexão decente e em um servidor com muitas pessoas (até 24), Global Ops mostra sua verdadeira cara: A variedade de classes cria um cenário extremamente tático e é a harmonia entre as especialidades de cada combatente que fará a diferença. Essa jogabilidade mescla o modo multiplayer de Return to Castle Wolfenstein com Counter Strike, sendo que cada especialista tem suas habilidades e armas características. No início do jogo, você começa com uma determinada quantia de dinheiro que deve ser investido em armas e equipamentos. ?? medida que vai matando os outros, ganhará mais dinheiro e poderá comprar itens melhores na próxima rodada ou quando morrer. No caso de morte, você tem duas opções: Pode ficar estirado no chão solicitando a ajuda médica enquanto um cronômetro regressivo se aproxima de zero (quando renascecerá automaticamente) ou sair de cena imediatamente, esperando o tempo acabar para voltar para o tiroteio. O sistema de inventário funciona com o esquema de slots, que varia de acordo com a classe de combatente escolhida. Em geral, é slot um para armas de maior porte, um para armas secundárias (geralmente escopetas), um para pistolas, dois para granadas e 3 para demais equipamentos. As armas geralmente podem receber acessório, tais como miras telescópicas ou a laser, munição extra, silenciadores, etc. ?? uma gama de opções gigantesca. No meio dos combates, você pode pegar as armas de seus companheiros ou inimigos mortos, mas apenas aquelas que são referentes à sua classe que lhe trará uma vantagem - Por exemplo, um infante pesado que utiliza um rifle sniper é um desastre, assim como um médico usando uma metralhadora de médio porte. Visualmente, Global Ops é bem fraco para os padrões da atualidade.

Ele evolui consideravelmente se comparado com seu concorrente direto, Counter Strike, mas fica bem aquém dos mais novos terrores tecnológicos, como Unreal 2 e Doom 3. O destaque fica para as armas: Baseadas nas reais, muito bem modeladas, com uma física bacana, um som fenomenal e uma divesidade enorme - os demais sons são medianos. Saem os móveis, entram os fantasmas Apesar dos mapas serem bem elaborados, há uma carência de detalhamento, principalmente nos ambientes internos. Todos estes locais são muito vazios por dentro, parecendo galpões e não existem muitos objetos comuns ocupando o cenários. A pobreza visual leva a uma certa falta de realismo. Além disso, os bugs ocorrem com alguma frequencia e compromentem um pouco o divertimento, pois texturas somem, personagens flutuam ou se agarram em algo e não se soltam mais, falhas ocorrem na detecção dos objetos (clipping), entre outras, mesmo com o último patch aplicado. Outro contra é a árdua tarefa de identificação de soldados, que piora mais a jogabilidade. Muitas vezes me vi perdido em confrontos ou matando aliados sem querer, pois os inimigos se parecem demais e não fica claro quem é quem. Os mais desesperados sairão matando todo mundo indiscriminadamente e os mais cautelosos acabarão morrendo na demora de ver que está na sua frente.

O Veredicto:
Global Operations tentou destronar o jogo multiplayer mais popular do mundo, Counter Strike, copiando muitas coisas e evoluindo em outras. Porém, seus vários problemas, bugs e visual ultrapassado foram fatais na sua ambiciosa missão. Mesmo assim, Global Ops não deixa de ser uma boa opção, principalmente para quem ama o gênero e tem uma computador potente com uma conexão à internet bem rápida. Se você se encaixa nesse perfil, com com certeza vai amar a quantidade de opções e o divertimento que esse Global Ops tem para oferecer.

Prós:
+ Variedade enorme de armas e equimentos;
+ 7 classes diferentes, que precisam uma da outra, trazem muita tática aos combates;
+ Mapas bem bolados e desafiantes;
+ Modo multiplayer é bacana.

Contras:
- Os diversos bugs incomodam;
- Modo single player fraco, que nem deveria existir;
- Cenários pecam pela falta de objetos que dão vida;
- Visual deveras ultrapassado;
- Via internet, necessita de conexão muito boa e não há muita gente para jogar.


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Outer Space
7/ 10
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