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Review de Ikaruga para DC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Ikaruga é considerado o último lançamento relevante para o console Dreamcast, e um jogo muito esperado por fãs do gênero "shoot-em-up" clássico (jogo de tiro). Trata-se de uma espécie de continuação de Radiant Silvergun, lançado pela Treasure no Japão para o Sega Saturn, e que até hoje muitos consideram o melhor shoot-em-up de todos os tempos.

Project RS 2


Logo ao carregar o CD do Ikaruga, na tela onde se lê Treasure, embaixo em letras pequenas e escuras dá pra se ler "Project RS 2", ou seja, Project Radiant Silvergun 2 ! O jogo permite escolher 3 níveis de dificuldade, possui um "Tutorial" (que mostra como se usa o esquema de escudos Azul/Vermelho/Recarga), e há a opção de Praticar ("Practice") com créditos infinitos, nos 2 primeiros estágios iniciais. Há também um apêndice, com quatro slots vagos, preenchidos por interrogações. São "extras" que provavelmente devem ser "abertos" pelo jogador, ao conseguir determinados itens ou completar o jogo de determinada maneira.

Ao começar o jogo, a primeira coisa que se deve prestar atenção é no interessante esquema de escudos: Azul defende contra tiros e raios azuis, e Vermelho contra tiros e raios vermelhos. O botão B do joypad altera os escudos entre vermelho e azul. Se levar um tiro vermelho estando com escudo azul, morre, e vice-versa. Colisões com naves e obstáculos são instantaneamente fatais. Defendendo tiros azuis com escudo azul ou vermelhos com o respectivo escudo ajuda a recarregar um "special", um tiro que pode ser disparado com o gatilho do joypad, ideal para tirá-lo de situações difíceis ou para usar estrategicamente contra os chefes de fase.

O sistema de escudos faz a jogabilidade ficar bastante interessante, pois o jogo cria situações nas quais deve haver muita agilidade na troca de escudos. Por exemplo, com uma nave disparando raios azuis no canto direito da tela e outra disparando vermelhos no outro canto, você deve escolher que canto da tela ficar, defendendo com o escudo respectivo, até destruir a nave, para ir para o outro canto, trocar rapidamente para o escudo certo e destruí-la. Um lapso ou distração nessas horas faz você se jogar pra cima dos tiros de cor errada ao do seu escudo e você morre.

Rápido e Furioso


A ação de Ikaruga é rápida e violenta, com o cenário passando rápido por baixo e tiros e inimigos vindo em velocidade frenética. Felizmente sua nave é rápida, não necessitando que você fique pegando "Speed" como em outros jogos, e já vem com armamento que dá conta do recado, sem contar o esquema de escudos. A tela muitas vezes se enche de inimigos, tiros e sub-chefes de fase, e a ação do jogo se mantém rápida e suave, não havendo sinais de perda de velocidade ("slowdowns") no meio das fases.

O grau de dificuldade do jogo é bastante alto (mas não é impossível), o que é bom pois os jogadores demorarão mais para acabá-lo do que demoraram com o outro bom shoot-em-up para Dreamcast, o Zero Gunner 2.

Mas o que é melhor no jogo é que, em termos de movimentos, a jogabilidade é bastante clássica, com movimentos para frente, pra trás, direita esquerda e tiro. Tudo nestes eixos, sem complicar adicionando um eixo a mais. Em resumo: uma jogabilidade 2D clássica num ambiente (cenários, etc) todo 3D.

Levando o Dreamcast ao Extremo


O gráficos e sons de Ikaruga s??£o simplesmente sensacionais, levando o jogo a proporções épicas. As texturas do cenário e a escolha de cores são excelentes, tudo transpira qualidade. O efeito de sua nave se aproximando da câmera antes de mergulhar para uma fase é excelente, e mostra a modelagem da nave como ela é realmente 3D (e não "sprite" 2D). O cenário é variado, com camadas de nuvens que você passa através, plataformas, cidades, subterrâneos, corredores, etc.

Tudo bem high-tech e de alta qualidade
.

Raios, tiros, explosões, são um show à parte. Há luz e cor por toda parte e as explosões dos chefes de fase, especialmente, são grandiosas. Os chefes de fase são bem criativos no modo como temos que destruí-los - sempre usando e abusando da troca de tiros entre vermelho e azul.

A música é diferente, orquestrada, de muito boa qualidade e cumpre muito bem o seu papel de dar uma aura épica ao jogo. Os sons são agradáveis, e mesmo sendo um shoot-em-up, não tem nenhum som irritante ou intermitente que o faça abaixar o volume.

Como Ikaruga é uma conversão de uma máquina de arcade que possui a tela na vertical, o jogo no Dreamcast possui este modo também! ?? claro que você terá que colocar sua TV de lado apoiada na lateral, mas uma vez feito isso (e tomados os cuidados para que a TV não desequilibre e caia) é a experiência excepcional de se ter uma cópia idêntica de uma máquina de fliperama em casa, inclusive com a tela vertical! Neste modo, o jogo ocupa toda a área da tela, não ficando nenhuma borda preta, o que dá maior área de jogo e até a sensação de que a resolução está maior!

A qualidade do jogo é altíssima e mostra como o Dreamcast era avançado para seu tempo. Quem sabe, se houvesse uma filosofia diferente por trás, ele poderia ainda estar aí, competitivo no mercado atual. Mesmo assim, títulos como Shenmue, Soul Calibur e agora, Ikaruga, fazem o Dreamcast ser um item indispensável na coleção de um gamemaníaco.

O Veredicto:
Se Ikaruga é realmente o último grande lançamento para o Dreamcast, ele fecha a história do console com chave de ouro. Sem sombra de dúvida, este é o melhor shoot-em-up para Dreamcast, e um dos melhores de todos os tempos.


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