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Review de Rygar: The Legendary Adventure para PS2 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Shinobi, Ninja Gaiden, Contra... Seguindo a recente moda de reviver os jogos originalmente lançados nos arcades na década de 80, a Tecmo resolve trazer o herói Rygar para o Playstation 2, na mais nova aventura The Legendary Adventure.

Com um enredo muito simples, ???old-school???, cuja premissa básica é o clichê ???salvar a princesa das garras dos vilões e salvar o dia??? e comandos que se restringem em mover, atacar e pular, basicamente, Rygar surge como uma boa opção de entretenimento para os amantes de uma ação sem grande complexidade, mas que pode frustrar aqueles que apreciam conceitos originais.

Meio Castlevania, meio DMC


Rygar é um jogo arcade até a alma, uma mistura do frenesi de Devil May Cry com o que seria hoje um Castlevania em 3D. Em diversas situações, ele funciona da mesma maneira que o jogo de ação da Capcom. A começar pelo sistema de câmeras fixas aleatórias, que vão se alterando de acordo com a nossa movimentação no
cenário.

Este estilo de câmera já é bastante familiar para todos (a Capcom sempre o utilizou, com jogos como Resident Evil e Onimusha), portanto já sabemos que, no geral, ele tem mais desvantagens do que vantagens. Primeiro porque o combate sempre fica prejudicado com a mudança repentina de perspectiva. ??s vezes estamos perfeitamente posicionados atacando um inimigo, mas um ligeiro movimento faz a perspectiva mudar e nossa noção de distância ir pro beleléu. Isso quando o inimigo não some da tela e começamos a dar golpes no ???escuro???, ou até mesmo o nosso herói não aparece na tela direito.
Para a exploração de ambientes, o sistema de câmeras também não se mostra o mais adequado. Exemplo clássico é quando estamos andando em um corredor com o direcional para cima, e, uma hora para outra, a câmera inverte e temos que colocar o direcional para baixo. As coisas se tornam meio confusas, mas não é nada que algum tempo de adaptação não resolva.

No que tange a jogabilidade, Rygar também segue o estilo Devil May Cryziano de ser. Os combates são baseados em muito aperto de botões e aplicação de combos mirabolantes. Como temos apenas um tipo de arma, o Diskarmor - uma espécie de ioiô com um disco/escudo cortante na extremidade - que serve para defesa, ataque e transposição de alguns obstáculos, ela vai recebendo melhoras no evoluir da jogatina. Também, vamos pegando modelos diferentes do aparato, cada um próprio para um tipo de situação, e todos com combos próprios, que alteram interessantemente o jeito de se jogar. Realmente é divertido explorar as características de cada Diskarmor, rodopiando inimigos no ar e isolando-os contra a parede, ou simplesmente dando ataques ultra-rápidos e aniquilando-os num piscar de olhos. As opções são diversas.

As melhorias de cada Diskarmor vêm pela coleta de diversos pontos durante o jogo. Para isso, é nossa obrigação usufruir da boa interação com o cenário e ficar destruindo baús, jarras, pilastras e mais um punhado de recipientes que escondem as pontuações. Este processo, apesar de repetitivo, é bacana quando estamos explorando novos ataques, mas não chega nem a ser tornar enjoativo porque o jogo acaba antes disso. Sim, ele é curto, e vai deixar muita gente que chegou ao seu final ainda com água na boca.

Gráficos dos deuses


Na parte técnica, temos um destaque muito positivo. De cara, quando ligamos o console com o DVD do jogo, somos apresentados a um vídeo em CG de muita qualidade, que já traz aquela sensação agradável de tudo estar indo muito bem. No decorrer do jogo a beleza continua: Rygar tem cenários criativos e recheados de cores e vida, que formam um conjunto visual que merece ser apreciado. Os ambientes aparentam certa vastidão, mas na verdade existe uma limitação quanto aos lugares que podemos caminhar, dando aquela reduzida drástica na liberdade de exploração. De qualquer maneira, vale a pena observar cada lugar que passamos, pois alguns deles chegam a impressionar.
O som continua o bom trabalho da parte gráfica e traz uma trilha bem condizente com o estilo greco-romano de Rygar. Os efeitos especiais podem ser observados a todo instante, seja quando caminhamos por solos diferentes, destruímos as várias colunas e objetos dos cenários ou simplesmente quando estamos perto de alguma queda d???água, e que dá aquela ambientação perfeita.

O Veredicto:
Rygar é um jogo sem grandes ambições, que se limita a fazer o arroz com feijão bem feito. Com uma história e uma jogabilidade simples, ele é um prato cheio para quem procura um divertimento sem maiores aborrecimentos... Pena que a diversão só vai durar um dia, no máximo.

Prós:
+ Belos cenários;
+ Boas músicas e sons;
+ Fácil de pegar e jogar.

Contras:
- Muito curto;
- Câmera defeituosa;
- Inimigos repetitivos;
- Jogabilidade simples até demais.


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Outer Space
7/ 10
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