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Review de Project IGI 2: Covert Strike para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Mesmo depois de nos apresentar um jogo pra lá de medíocre no início de 2001, e que não foi exatamente um sucesso, a produtora Innerloop resolveu insistir com a idéia de produzir uma boa série de ação tática. E aqui está a segunda tentativa, Project IGI 2, um jogo que se esforça para apagar a má impressão deixada pelo original, corrigindo bugs e evoluindo consideravelmente na jogabilidade.

Vivendo e aprendendo


A premissa básica de IGI 2 é a mesma do primeiro jogo da série: Uma organização especial conhecida como IGI envia seu melhor homem, David Jones, para qualquer canto do planeta a fim de conter atividades terroristas e livrar o mundo da destruição. Desta vez o foco é o combate ao tráfico de armas e o mercado negro de tecnologias de guerra na Líbia, China e antiga União Soviética. São vários tipos de mapas, todos eles com bastante inimigos e objetivos distintos, bem mais agradáveis e menos repetitivos que no jogo original.

Observar, ter paciência e utilizar o aparato tecnológico que lhe foi conferido são características de muito peso para uma evolução na jogatina. O espírito Rambo não é bem vindo e pode chegar até a estragar as missões. Cautela, silêncio e movimentos leves são suas maiores armas.

Os soldados inimigos estão por toda parte, mas seguem comportamentos-padrão, como rondas em caminhos específicos. Para você saber a melhor hora para dar um bote ou passar desapercebido, vale a pena parar alguns segundos e observar as rotinas de cada um. Para isso, você conta com o binóculo com zoom, o sensor térmico e o mapa em tempo real por GPS. Pode parecer exagero, mas estes 3 itens são vitais, e até chegaria a dizer que nunca, em nenhum jogo, usei tanto um binóculo como em IGI 2. Primeiro porque as fases geralmente são bem vastas, e depois porque é necessário saber de toda a movimentação ao seu redor para elaborar um plano de ação.

O sensor térmico indica a presença de inimigos pelo calor corporal - igualzinho o Splinter Cell. Este equipamento é espetacular em locais de pouca visibilidade ou ambientes fechados, principalmente pelo fato de atravessar certos tipos de materiais. Em uma casa de madeira, por exemplo, podemos ver quem se encontra no quarto ao lado ou no andar de cima.

O mapa por GPS é o maior responsável pela elaboração das táticas, pois mostra o deslocamento em tempo real dos inimigos, além de sinalizar em que local os objetivos daquele mapa serão cumpridos. Com ele, dá para se ter uma noção de quantos inimigos temos na área, o que eles fazem, para que lado ficam virados, o que pode servir de camuflagem, etc. Obviamente, em lugares fechados este equipamento não funciona e você sentirá bastante a sua falta.

Outro equipamento menos importante, mas também útil na suas investidas, é o medidor de exposição. Ele mostra, através de barras que sobem e diminuem verticalmente, o quanto seu personagem está exposto no meio em que está inserido (mais uma idéia roubada de Splinter Cell). Projetar a silhueta, pisar em superfícies barulhentas e andar em locais muito iluminados aumentam o marcador do medidor e, conseqüentemente, as chances de você ser descoberto.

Com estes 4 equipamentos bem afinados, agora depende da sua frieza e destreza em campanha para agir. No começo devo dizer que é bem difícil. Você precisará reiniciar as missões algumas vezes e pode até passar alguma raiva. Mas, com o tempo, se acostumará com o estilo e será mais cauteloso.

A utilização da arma correta passa a ser o próximo diferencial em campanha. Tente sempre fazer uma aproximação pro trás do inimigo, silenciosa, e acabe com o indivíduo enforcando-o. Se não tiver jeito, dê preferência para as armas silenciadas e pelo tiro na cabeça, para resolver logo o problema sem alardear os outros. As armas não silenciadas geralmente são as melhores em termos de poder de fogo, alcance e cadência, mas só devem ser usadas em último caso, quando o alarme já tiver disparado e não houver outra saída a não ser partir para a agressividade.

Se você leu até aqui, já deu para perceber que a jogabilidade de IGI 2 é bem variada. Pois é variada e, até certo ponto, tensa. Certos objetivos são bem difíceis de serem alcançados e criam uma certa ansiedade no jogador, uma sensação de que não estamos fazendo a coisa certa. Isso chega a acontecer com alguma freqüência, uma vez que existe mais de uma forma de se completar um objetivo e nem sempre o caminho aparentemente mais fácil é o mais recomendável.

Um exemplo disso aconteceu comigo em uma missão em que eu devia pegar um timer de uma bomba que se encontrava em um acampamento altamente vigiado. Tentei de várias maneiras e quase cheguei a me frustrar, até que descobri um caminho passando entre os sentinelas, algo bem improvável, mas que possibilita pegar o item sem que ninguém o veja. Tem que ter sangue de barata, paciência, agilidade e um timing perfeito, mas é possível.

Mas, independente do que fizer, evite disparar o alarme... Querer dar uma de Rambo aqui é suicídio. Se por acaso você pisar na bola, mate os soldados mais próximos e saia correndo, na pior das hipóteses.

Tudo corrigido e melhorado


Depois de ganhar o prêmio Carla Perez de inteligência artificial com o primeiro Project IGI, a Innerloop parece ter aprendido que este quesito é um dos mais importantes em um jogo que exige elaboração de táticas. IGI 2 tem inimigos bem mais evoluídos em termos de raciocínio e estabilidade, que conseguem trazer um bom grau de realismo.

E não é só nisso que o novo jogo melhora. A grande maioria dos problemas relevantes do IGI original foram corrigidos e ainda temos uma boa carga de melhorias técnicas.

Os gráficos estão muito bons, muitas vezes melhores do que no jogo original. As texturas convencem bem mais e tudo é mais sólido, apesar de ainda existir espaço para um boa melhora nos efeitos de luz. A física também é outra, bem melhor, mais realista. Já os bugs diminuíram bastante, mas não sumiram.

Multiplayer


Como o jogo ainda nem foi lançado nos EUA (será no dia 4 de março), infelizmente não conseguimos achar alguém para uma partidela de IGI 2 on-line. Entretanto, o modo multiplayer parece bem competente, uma imitação do famoso Counter-Strike, porém mais cadenciado e tático.

São 6 mapas para escolher, onde dois times travaram seus duelos, cada um buscando atingir seus objetivos. Existe um sistema de dinheiro para compra de armas e equipamentos e também o famoso spawning time - contador regressivo que ressuscita os jogadores quando chega a zero.

O Veredicto:
IGI 2 corrige todos os defeitos do original e ainda lhe proporciona uma jogabilidade cativante e variada sobre um tema que está na moda. Vale a pena conferir!

Prós:
+ Defeitos do primeiro jogo da série corrigidos;
+ Gráficos e sons bem melhorados;
+ Jogabilidade excelente, bem tática, que exige mesmo um plano de ação;
+ Física e inteligência artificial dão bastante realismo;
+ Missões bacanas em mapas interessantes, que estimulam a jogatina.

Contras:
- Exige muita atenção e paciência, assim com o uso dos equipamentos de observação. Não recomendado para os mais afoitos;
- ?? um pouco difícil no início e em certas situações. Pode frustrar;
- Uns bugs aqui e outros ali.


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Outer Space
8/ 10
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