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Review de Line of Sight: Vietnam para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Depois de uma onda de jogos baseados na Segunda Guerra Mundial, a nova coqueluche para as produtoras é a guerra do Vietnã, evento que está sendo explorado por pelo menos 3 jogos atuais: Vietcong (da Illusion Softworks), Men of Valor: Vietnam (da 2015) e este que analisamos agora, Line of Sight: Vietnam (da nFusion).

Bem vindo ao inferno!


Para início de conversa, é válido mencionar que Line of Sight não segue com fidelidade os acontecimentos da guerra do Vietnã, mas tenta recriar algumas batalhas isoladas de um ponto de vista mais, digamos, comercial. Os fatos históricos dizem que o exército americano foi massacrado pelas forças vietnamitas, mesmo com um arsenal bélico superior e com um maior efetivo. Mas no jogo, os americanos são heróis supremos, o que deve ser um cenário mais favorável a um jogo de tiro em primeira pessoa.

Em LoS temos uma grande variedade de armas e equipamentos, que chama a atenção positivamente. No tutorial já somos apresentados com uma diversidade de pistolas, metralhadoras leves e pesadas, rifles de precisão, lança-rojões, granadas e minas para várias situações, além de kits médicos, binóculos e outras coisas. Nosso personagem tem um limite de peso que pode carregar, por isso devemos escolher quais armas podemos levar em campanha - uma característica interessante.

Nas missões, às vezes contamos com a ajuda de outros combatentes e podemos dar instruções a eles como: ataque, me siga, fique de guarda, etc. E não pense que a atuação destes aliados é supérflua: eles são ótimos combatentes, matam vários inimigos e muitas vezes nos salvam de sérios apuros. Mas se você não confia na inteligência artificial, pode assumir você mesmo o comando do outro soldado na hora que bem entender e continuar a ação com ele.

Graficamente, LoS é bem competente e consegue trazer um clima florestal muito convincente. A vegetação como um todo é muito bem feita e realista (a água deixa a desejar), mas infelizmente o jogo, por ser baseado no Vietnã, só se resume a isso: mato. ?? verde para todo lado, em todas as fases, o que acaba cansando.

Por incrível que pareça, LoS não é rápido e muito menos frenético. Pelo contrário, ele exige que o jogador tenha cautela e muita atenção no seu descolamento pela mata. O personagem principal caminha bem lentamente, em um estilo que lembra o jogo Swat 3, e aperta um pouco o passo quando a tecla shift é acionada. Mas correr mesmo, em ritmo Quake 3, nem pensar...

Tudo é feito para criar um clima mais de suspense do que de aniquilação em massa, por isso é importante seguirmos alguns passos essenciais durante o jogo. Por exemplo, observar o ambiente com extrema atenção é uma das dicas primárias para se dar bem, uma vez que a vegetação densa sempre camufla os inimigos. Não adianta ser afoito e sair correndo em direção ao próximo objetivo, pois os vietcongues (chamados no jogo de VCs) são ótimos atiradores e com certeza o derrubarão em menos de 3 disparos.

Inimigos com sensor aranha


Aliás, este é um dos motivos da falta de balanceamento de LoS. Os inimigos são agressivos, precisos demais e muitas vezes enxergam além do que um ser humano conseguiria. Por diversas vezes fui morto sem ao menos ver de onde vieram os disparos, característica esta que algumas pessoas podem chamar de realismo, mas para é mim é fator de frustração. Com a quantidade de mato na frente, a identificação dos VCs é muito difícil em determinadas situações, mas eles nos acham com muita facilidade e executam tiros certeiros demais.

Para tentar minimizar um pouco esta detecção sobre-humana, uma das dicas é manter-se sempre agachado, procurando se esconder na vegetação. ?? muito recomendado também que se deite no chão em determinados momentos, principalmente quando em fogo cerrado, para diminuir um pouco a precisão dos disparos inimigos. Como esta posição não é favorável à nossa visibilidade, vale a pena ver de onde os disparos estão vindo e despejar todo o cartucho na mesma direção, sem saber se está acertando ou não. ?? uma tática que funcionou algumas vezes, apesar de que esta repetição de deitar e levantar se torna extremamente cansativa com o tempo.

Outro fator que não agradou foi o posicionamento fixo dos soldados nos mapas. Após morrermos algumas vezes sendo descobertos subitamente, acabamos decorando onde os inimigos estão e de onde eles vêm. Assim, é só carregar o jogo novamente e já ir direto ao ponto, matando-os antes que eles possam reagir. Essa característica desvaloriza bastante o conceito tático do jogo, pois cria um ciclo vicioso que funciona na grande maioria das situações do jogo: Basta andar em linha reta, ver o posicionamento inimigo, morrer, carregar o jogo, ir direto ao local certo, matar o inimigo antes que ele possa reagir e salvar, repetindo o ciclo no próximo encontro com VCs.

Agora, o pior fator de LoS, o mais frustrante de todos, é a sensação de repetição. Primeiro por causa do próprio ambiente do jogo, não varia nada de mato, árvores, grama, pedras, arbustos e rios. No começo tudo é até muito interessante, mas com 30 minutos de jogatina percebemos que tudo se repete. Imagine que você gaste 15 minutos para passar de uma missão, morrendo diversas vezes por causa da precisão dos disparos inimigos. Ao iniciar a próxima missão você vê que os ambientes são repetidos, as táticas de combate são repetidas e a mortes repentinas vão acontecer novamente, com mais uma sessão de ???quick saves??? e ???quick loads???. Isso continua nas missões seguinte... ?? lamentavelmente frustrante.

Mato on-line


Uma maneira de se divertir um pouco mais com LoS é utilizando seu modo multiplayer. O destaque vai para a opção cooperativa, que nos permite jogar as missões do modo principal com mais jogadores. O jogo se torna bem mais interessante, embora fique cansativo da mesma maneira.

Outras opções são os confrontos deathmatch, simples e em times, e capture the flag, que são bacaninhas. O grande problema é que tem muita pouca gente brincando com LoS on-line, aí não adianta muita coisa...

O Veredicto:
Line of Sight é um jogo bom, com gráficos decentes e muito desafiador, mas cai na mesmice por repetir demais os cenários, as táticas de combate e o estilo de jogo. Ele nos faz pensar: Será que o tema guerra do Vietnã é um filão que merece tanta atenção assim das produtoras e jogadores?

Prós:
+ Modo multiplayer cooperativo adiciona uma diversão extra;
+ ??tima quantidade de armas, todas elas bem modeladas;
+ Jogabilidade cadenciada traz um bom clima tático;
+ Possibilidade de trocar de personagens ou ser ajudado por aliados controlados pela inteligência artificial;
+ Gráficos muito bons: São umas das melhores árvores, arbustos e gramas que você já viu, mas...

Contras:
- ... existem apenas elas no jogo. Ou seja, o visual é extremamente repetitivo e cansativo;
- Inimigos têm uma capacidade irreal de nos detectar, mesmo se estivermos cobertos, abrigados e no escuro;
- A precisão dos disparos inimigos também é acima do normal. Morre-se muito;
- Inimigos estão sempre nos mesmos locais, o que desvaloriza as táticas de combate;
- As fases são quase todas iguais, o que enjoa;
- Poucos jogadores jogando LoS on-line.


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