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Review de Devastation para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


?? uma época complicada para se lançar um jogo de tiro em primeira pessoa. O mercado se encontra dominado por títulos de muita qualidade para todos os gostos, como Medal of Honor: Allied Assault para quem curte a segunda guerra; Unreal Tournament 2003 para quem quer rapidez e frenesi; No One Lives Forever 2 para quem mescla ação e tática; e mais uma porção de opções. E para piorar a situação, a comunidade gamer espera ansiosa Doom 3 e Half-Life 2, que prometem levar o gênero a outro patamar.

Neste cenário pouco favorável chega Devastation, um jogo sem muitas ambições e que busca seu lugar ao sol fazendo o ???arroz com feijão??? bem feito, e não por apresentar gráficos deslumbrantes, táticas confusas ou uma física realista. Será que isso é o suficiente?

Em busca da libertação


A ação acontece no ano 2075, época esta que o governo sucumbiu e as grandes empresas iniciaram planos de dominação do mundo, cada uma da sua maneira. Não existe mais fiscalização, a corrupção está em cada esquina, as pessoas ficaram à mercê das corporações e as leis são ditadas por quem tem mais dinheiro. No meio desta bagunça generalizada, focos de resistência surgem, a maioria sem recursos, dinheiro ou armamentos, mas todas com o ideal de libertar o mundo da dominação.

Daxter, um membro de um destes grupos rebeldes, consegue se infiltrar no laboratório de genética da Grathius e descobre uma série de atos ilícitos da empresa. Porém, ele é desmascarado antes de conseguir fugir com as informações, e assim dá-se início a uma perseguição implacável que acaba envolvendo o líder do grupo, Flynn Haskell (nosso personagem principal), e os diversos soldados e capangas da Grathius.

Haskell vai conseguindo mais seguidores com o tempo e a resistência vai criando forças para lutar...

Engine de Unreal se destaca


Conforme dito, Devastation não é nada ambicioso. O jogo roda em uma versão muito pouco aprimorada do sistema gráfico de Unreal, o que já lhe garante bons gráficos, efeitos de luz e física, sem exigir muitos requisitos de sistema. De fato, o jogo roda muito macio em computadores razoáveis, não exige gigahertz e megabytes em demasia, e isso é um fator pró.

Visualmente o jogo não impressiona, mas ainda é bastante acima da média. Os cenários, principalmente, trazem um nível de detalhamento interessante, apesar dos personagens em si precisarem de alguns polígonos extras e retoques nas texturas. Os efeitos de luz, fogo e as sombras em tempo real são os destaques, e tudo isso junto acaba formando um visual até certo ponto surpreendente, principalmente para quem não esperar muito do jogo.

A jogabilidade mescla bons e péssimos momentos. Ela apresenta uma variação devido às duas maneiras de se apreciar o modo principal de um jogador: Arcade, mais rápido, simples e intuitivo; e Simulation, um pouco mais cadenciado e difícil. Há quem diga estes modos são bem distintos, mas na verdade são algumas sutilezas que os diferenciam. Por exemplo, em um os inimigos são mais difíceis de morrer e as armas precisam ser pegas uma a uma. Já no outro, poucos disparos já dão conta do recado e é só passar em cima de um item para pegá-lo. Não é nada demais.

Outro ponto a favor de Devastation é pelo seu vasto arsenal, que tem nada menos que 35 armas diferentes. Claro que várias delas são similares umas às outras, mas algumas conseguem muito destaque, como é o caso do rifle de raios, o sniper e o rato-bomba. Este último pode ser controlado e detonado quando quisermos. Divertido, no mínimo.

?? medida que vamos conseguindo mais seguidores, podemos comandar mais aliados no jogo. Apesar de poucos comandos (atacar, seguir, defender e esperar), estes personagens nos ajudam bem na jogatina, principalmente quando ficam quietos e não se metem em encrencas.

Problemas sérios comprometem


Mas quando caímos nos problemas da jogabilidade, a coisa fica preta. Primeiro pela inteligência artificial, extremamente inconstante e precária. Os inimigos ficam expostos demais aos disparos e se movimentam de um lado para o outro como se estivessem drogados (parece que eles tentam simular o comportamento humano em jogo multiplayer, quando os jogadores ficam procurando se esquivar do fogo inimigo). Seus disparos são muito precisos e nos matam facilmente em algumas situações, ao passo que a recíproca não é verdadeira. Salvo pela cabeça, precisamos dar tiros demais para matar um simples soldado, o que torna o jogo bem irreal.

Como os nossos aliados também são comandados pela inteligência artificial, espere passar raiva. Eles também ficam expostos demais ao fogo adversário e em alguns momentos pude presenciar inimigos e aliados trocando tiros frente a frente, ambos correndo para os lados ininterruptamente, sem procurar um abrigo. Uma espécie de confronto direto e aberto, um espetáculo lamentável, apesar de engraçado. Outras vezes peguei meus amigos correndo e passando ao lado de um inimigo que está atirando, como se ele não estivesse ali oferecendo perigo. Um horror...

Mais defeitos ficam por conta da escassez de animações, que tornam os personagens duros e robotizados demais, e muito pouco impacto. As explosões os disparos de armas são sem vida, não fazem aquele barulho ou tremem a tela. Parecem mais estalinhos de salão...

Outra reclamação fica por conta dos bugs, que atrapalham bastante a jogatina. Felizmente a versão brasileira de Devastation já vem com o patch V380 aplicado (que sozinho tem 66 MB), por isso o jogo já está bem melhor apresentável. Sem ele, deve ser impraticável.

Para finalizar a análise, tentei experimentar o modo multiplayer de Devastation, mas infelizmente não consegui encontrar um ser vivo jogando on-line. Deve ser porque esse jogo não merece mesmo a sua atenção, a não ser que seja um tarado pelo gênero.

O Veredicto:
Devastation não traz algo de inovador ou que realmente mereça um destaque positivo e ainda falha ao ter diversos problemas técnicos, que comprometem um pouco a diversão. Sendo assim, é recomendado apenas para quem esteja realmente "na seca" por um jogo de tiro em primeira pessoa.

Prós:
+ Sistema gráfico de Unreal brilha mais uma vez, trazendo bons gráficos e efeitos visuais;
+ Jogo leve, não precisa de máquinas parrudas para rodar;
+ Uma ótima quantidade de armas;

Contras:
- Inteligência artificial extremamente precária;
- Jogo sem sensação alguma de impacto;
- Poucas animações para os personagens;
- O modo multiplayer poderia ser interessante, se tivesse alguém jogando;


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