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Review de Command & Conquer: Red Alert 2 para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Lançado em 1996 com gráficos tecnologicamente avançados e muito bonitos para a época, Command and Conquer: Red Alert fez muito sucesso e fortaleceu o mercado de jogos de estratégia em tempo real, fato que, posteriormente, o transformou num clássico.

Mostrando ser um jogo extremamente divertido com uma durabilidade incrível (eu, particularmente, o joguei por dois longos anos), Red Alert foi eleito um dos melhores jogos daquele ano por Outer Space.

A história interessante (além da agradabilíssima jogabilidade) trouxe inúmeros fãs:

Um viajante do tempo volta ao passado para matar Adolf Hitler. Só que esse episódio mudou a história conhecida pela humanidade e fez com que a União soviética se tornasse a potência hegemônica da Europa. Agora, a "ameaça vermelha" está a solta. E agora cabe a você escolher a facão: aliada ou inimiga. Bacana, não?

Passados então quase cinco anos desde a sua criação e depois de lançar outros jogos da série Command and Conquer e alguns pacotes de expansão, a Westwood resolve trazer o tão aguardado Command and Conquer: Red Alert 2.

A Eterna Rivalidade


A história deste é a seguinte:

"O imenso exército da Mãe Rússia foi finalmente detido pela tecnologia superior dos Aliados. Um mundo de paz finalmente tornou-se realidade. Stalin morreu no conflito, deixando indefinido o destino da maior nação do mundo.

Depois da guerra, os Aliados colocaram Alexi Romanov como responsável pelo novo Império Soviético. Ele parecia ser a escolha perfeita. Um político de carreira, casou-se com os ideais da força Aliada e dedicou-se a transformar a União Soviética em um país pacífico e generoso.

Os líderes dos Aliados suspiraram de alívio. A grande ameaça finalmente estava adormecida. Será?

Secretamente Romanov queimava de ódio pelos Aliados que destruíram seu amado país. Depois de tomar o poder, ele começou a planejar sua vingança. Como os Aliados venceram graças a sua tecnologia superior, ele jurou que os soviéticos criariam suas próprias armas mais avançadas.

Os exércitos da velha União Soviética iriam marchar novamente, e dessa vez não falhariam. Eles conquistariam os Estados Unidos!"

Como você pode ver, a história é baseada na vingança dos soviéticos. ?? isso aí, os soviéticos agora irão invadir os Estados Unidos. Uau!

O enredo é diferente, mas o estilo do jogo ainda é o mesmo. Você continua tendo que minerar com os caminhões coletores, trazer o minério para as refinarias, e finalmente, transforma-lo em dinheiro. Tudo isto para poder erguer construções, aprimorar a tecnologia, e produzir unidades.

Fliper bonitinho e cruel


Ao contrário das demais produtoras de jogos de estratégia, a Westwood, felizmente, não tendeu para o lado da tecnologia em 3D. Digo "felizmente", porque, na minha opinião, jogos de estratégia misturados com o sistema de câmeras e zoom não combinam nem um pouco. O fato de você ter que se preocupar no meio de uma batalha com o melhor ângulo para visualizar o inimigo é terrível! Com a visão tradicional de cima, sem frescuras da tecnologia 3D, fica muito mais simples, prático e prazeroso de se jogar.

Como relatado no preview, o sistema gráfico dessa continuação é o mesmo de Command and Conquer: Tiberian Sun, só que com algumas melhorias notáveis.

Algo que pode ser notado facilmente são as animações dos tiros das unidades e das defesas das bases. Os lançadores de foguetes V-3 e os couraçados, assim como os canhões antiaéreos e as aeronaves aliadas, podem ser vistos em todos os detalhes (vários quadros de animação, efeitos de luz e sombra, e tudo muito colorido) quando em ação. Os mísseis disparados pelos aviões Harriers deixam um fino rastro de fumaça bem bacana. Os tiros dos canhões antiaéreos deixam uma fumaça preta no ar que some gradualmente. A onda sonora emitida pelos golfinhos é composta por uma luz azul em forma de meia lua. Ou seja, tudo é muito bonito, ainda mais quando a batalha se passa à noite e pode-se perceber melhor todos esses detalhes gráficos.

Aha, Uhu, a Casa Branca é nossa!


Para compor o tema, os cenários estão perfeitos! Você vai combater o inimigo em lugares bastante conhecidos no mundo inteiro como Washington DC, Nova Iorque, França (precisamente em Paris), Caribe, Estreito de Bering e até em Moscou com direito a monumentos muito bem desenhados como a Estátua da Liberdade, o Pentágono, a Torre Eiffel, o Kremlin, etc. ?? muito bem feito!

Em uma fase do modo de campanha, você utiliza a Torre Eiffel como um Tesla Coil (arma de choque dos soviéticos) para destruir os inimigos que rodam por perto. Inteligente não? Já que a velha Torre é toda feita de metal.

Outras construções menos populares, no entanto, extremamente importantes, também interagem com o cenário e a estratégia do jogo. ?? o caso dos aeroportos, hospitais, postos avançados e as torres de perfuração de petróleo. Dominando qualquer uma dessas construções com um engenheiro, você pode usa-la para benefício próprio. Os aeroportos produzem de tempos em tempos um esquadrão de pára-quedistas dispostos a lutar pelo seu exército em qualquer lugar do mapa escolhido por você. O hospital cura as infantarias feridas em combate que são levadas até lá. Os postos avançados são construções autônomas que reparam qualquer veículo danificado e ainda se protegem de ataques aéreos e terrestres. Já os postos de perfuração de petróleo são as construções mais importantes, pois em seu poder elas geram uma receita adicional. Ou seja, independente de você estar coletado ou não minério com os caminhões, você terá uma fonte de dinheiro constante extraindo petróleo.

Vários mapas também possuem outros tipos de construções, além das citadas acima, como prédios residenciais, hotéis de luxo, postos de gasolina, casas, barracos, fazendas, lojas comerciais e até um McBurger Kong (uma espécie de Mc Donald's com um macaco gigante enfeitando a lanchonete). E a maioria delas pode ser dominada pelas infantarias.

Ao fortifica-la, o visual da edificação mudará (aparecerão tábuas pregadas nas janelas, sacos de areia nas entradas e arames farpados na cobertura). Dominar uma construção qualquer em pontos estratégicos pode lhe dar uma boa vantagem sobre o adversário.

Para enriquecer ainda mais o cenário, existem animais (muito bem desenhados e animados) vagando aleatoriamente pelo mapa. Estes podem ser controlados mentalmente pelo paranormal das forças soviéticas, Yuri, ou usados como bomba relógio pelo Ivan, o louco, um especialista em explosivos do mesmo exército. Ou então, podem ser usados para explorar o mapa sem que o seu adversário perceba, quando dominados. São vacas, cachorros, crocodilos, macacos, etc.

Essas e outras interações do cenário com as unidades tornam Red Alert 2 muito mais divertido e estratégico.

"Águia 1" para "ninho", presidente em perigo!


Command and Conquer: Red Alert 2 oferece vários modos de jogo para um ou mais jogadores. Para apenas um jogador existe a campanha e o modo Skirmish (exatamente igual ao do seu antecessor Red Alert onde você joga apenas uma batalha configurada à sua maneira).

No modo de campanha você pode escolher entre três facões: os aliados, os neutros e os soviéticos. A campanha dos neutros trata-se de um modo tutorial um pouco disfarçado. Já com a facção dos aliados e dos soviéticos você poderá desfrutar de missões muito bem elaboradas. Numa delas, como relatado anteriormente, você invadirá Paris e terá que capturar a Torre Eiffel para lhe servir de arma. Noutra muito divertida, você terá que seqüestrar o presidente dos Estados Unidos. Tarefa bastante difícil, já que ele se encontra perto de uma limusine dentro de uma base inimiga cercada por cães, soldados, tanques e por unidades trajadas com ternos pretos denominadas "agentes especiais".

Falando ainda do modo de campanha, o grande número de missões em ambas as facções é bastante satisfatório. Principalmente num jogo onde o maior atrativo é o modo multiplayer. E este, felizmente, continua fantástico com a exceção de alguns detalhes:

1) Não existe a possibilidade de jogar com seu amigo predileto via modem. Talvez para aumentar o número de usuários do sistema on-line da EA, a única maneira de se jogar o modo multiplayer (tirando o sistema Network, o qual praticamente não conta, pois poucos têm em casa mais de um computador ligado em rede) é se cadastrando via internet através do site oficial ou do próprio menu do jogo. ?? uma pena! Mas para compensar, comprando apenas um jogo (vem dois CDs, um dos soviéticos e outro dos aliados), você e um amigo seu poderão jogar Red Alert 2 tanto com os aliados quanto com os soviéticos, só que apenas o modo multiplayer (o modo de campanha dependerá de qual CD você tem);

2) Os mapas para até oito jogadores, os maiores do jogo, não são tão grandes assim. Isto faz com que você quase esbarre no seu adversário ao expandir muito a base. E também, isto possibilita ataques "rush" (ataques logo no início da partida) já que a distância até a base adversária é pequena. Por isso é recomendável jogar contra outros jogadores cada um numa ilha, impossibilitando esse tipo de jogada.

Outra novidade desse modo é que você pode jogar vários estilos de jogo multiplayer como deathmatch, campanhas cooperativas, Campanha de Dominação Mundial, etc, podendo configurar a partida com inúmeras opções (nascer perto do aliado, usar ou não super armas, ter postos de perfuração de petróleo no mapa como única fonte de dinheiro, etc).

Terrorista Cubano ou Caminhão Bomba?


Agora o maior atrativo fica por conta das nove facções presentes apenas nos modos multiplayer e Skirmish. Você pode jogar com as forças aliadas que incluem os Estados Unidos, a França, a Alemanha, a Grã-Bretanha, e a República da Coréia. As forças soviéticas são a União Soviética, Líbia, Iraque e...Cuba. Isto mesmo, Fidel está nessa!

A diversão fica por conta das unidades especiais de cada um desses exércitos. Confira abaixo:

Americanos: Paraquedistas (infantaria básica);

Franceses: Grande Canhão Francês (defende muito bem a base, e você pode construir um número ilimitado dessas belezinhas);

Alemães: Destruidor de Tanques (como o próprio nome diz, é um tanque especialista em destruir outros tanques, mas bastante fraco contra soldados);

Ingleses: Atirador de Elite Inglês (é muito bom para matar cães ou qualquer tipo de soldado a longa distância);

Coreanos: Águia Negra Coreana (versão do Harrier, avião dos aliados, só que com uma blindagem e poder de tiro maior). Com sete delas você destrói fortíssimas construções sem sequer sofrer danos;

Russos: Tanque Tesla Russo (é o meu preferido devido ao poder de fogo ser bastante eficiente contra unidades e construções);

Líbios: Caminhão de Demolição Líbio (caminhão suicida que carrega uma pequena bomba atômica causando danos consideráveis na base inimiga). ?? um pouco caro, mas é mortal;

Iraquianos: Desolador Iraquiano (soldado criado por cientistas iraquianos que contamina o solo com radiação);

Cubanos: Terrorista Cubano (com cargas de explosivo C-4 presas ao corpo, ele está disposto a dar a vida pela pátria). Esse soldado é bom e barato! Hehe.

Todos os exércitos estão muito bem balanceados. As unidades e construções estão fantásticas e equilibradas tanto na força de ataque quanto na resistência. Ao contrário de Command and Conquer: Tiberian Sun, onde destruir a base inimiga era uma tarefa muito árdua (até mesmo com um imenso número de tanques e soldados), as construções de Red Alert 2, tanto na facção dos aliados quanto na dos inimigos, estão bem mais vulneráveis. Isto permite uma jogabilidade muito mais refinada na qual uma estratégia bem bolada pode definir o jogo. Ou seja, o jogo está muito menos frustrante e muito mais divertido.

E por falar em unidades e construções, elas ultrapassam o incrível número de oitenta! Com características distintas essas belezinhas enriquecem a categoria de estratégia em tempo real dando um show à parte. Dentre as unidades simples, destaque para a Lula Gigante, que afunda navios e o incrível dirigível Kirov, capaz de despejar bombas pesadas sobre o inimigo. Dentre as construções, destaque para os tanques de clonagem, que fabrica uma cópia exata do soldado produzido a custo zero, e o sensor psíquico, que indica onde seu inimigo pretende atacar.

Atriz, modelo, manequim e também estagiária


Um atrativo à parte fica por conta dos filminhos passados antes das missões no modo de campanha. Jogando pelos aliados você perceberá uma estranha troca de olhares entre o presidente dos Estados Unidos e uma possível estagiária. Seria alguma analogia ao presidente Clinton?

Em outros filmes você irá se deparar com a maravilhosa atriz e manequim Kari Wuhrer interpretando Tânia (soldada especial dos aliados bastante capacitada para destruir soldados inimigos com simples tiros de pistolas e ainda explodir construções com extrema destreza). Essa criatura parece que foi escolhida a dedo pelos programadores da Westwood, não por interpretar bem (a atuação dela é pífia), mas sim por apresentar um rosto e um corpinho de cair o queixo. Deixa qualquer Lara Croft no chinelo!

Já o som de Command and Conquer: Red Alert 2 está melhor do que nunca! O helicóptero de transporte "Águia Noturna", por exemplo, emite um som fantástico quando em movimento. O barulho dos tiros dos canhões antiaéreos se desfragmentando no ar também é perfeito. Mas o melhor fica por conta das falas das unidades... Você pode escutar o caminhão bomba gritando "Em nome do meu povo", "Estou pronto para morrer" e "Ahhhhh kaia-ka-ka-ka!" antes de explodir, e também o terrorista cubano dizendo "vamos muchachos" para seus companheiros antes de fazer uma carnificina básica.

Em resumo, Command and Conquer: Red Alert 2 se revela uma versão bem mais trabalhada de Command and Conquer: Tiberian Sun e, obviamente, do seu antecessor Red Alert.

Com muitos detalhes, animações fantásticas, várias unidades e construções, e uma jogabilidade soberba, Command and Conquer: Red Alert 2 está anos luz à frente de qualquer outro jogo de estratégia em tempo real.

Se você ama estratégia, este é o melhor jogo do estilo. E só não ganhou nota máxima porque o alerta vermelho já soou outrora. Mas chegou bem perto.

O Veredicto:
Com muitos detalhes, animações fantásticas, várias unidades e construções, e uma jogabilidade soberba, Command and Conquer: Red Alert 2 está anos luz à frente de qualquer outro jogo de estratégia em tempo real. Se você ama estratégia, este é o melhor jogo do estilo. E só não ganhou nota máxima porque o alerta vermelho já soou outrora. Mas chegou bem perto.

Prós:
+ Maravilhosos gráficos em 2D;
+ Super estratégico e divertido;
+ Som de primeira;
+ Muitas unidades e construções;
+ Cenário sensacional;
+ A Tânia é uma gatinha!

Contras:
- Não tem a possibilidade de conexão modem a modem;
- Mapas são um pouco pequenos;
-Não é revolucionário.


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